Voltar para Matemática Ano
EF05MA23Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Determinar a probabilidade de ocorrência de um resultado em eventos aleatórios, quando todos os resultados possíveis têm a mesma chance de ocorrer (equiprováveis).

Probabilidade e estatísticaCálculo de probabilidade de eventos equiprováveis
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF05MA23 da BNCC com os meninos do 5º ano, na prática, significa ajudar eles a entenderem o que é a tal da probabilidade de uma forma bem simples e direta. Basicamente, eles têm que conseguir olhar pra uma situação onde algo pode acontecer de várias maneiras e conseguir dizer qual a chance de cada resultado acontecer. Tipo, pensa num dado de seis lados: eles têm que entender que a chance de sair qualquer número é a mesma, 1 em 6. E isso se conecta bastante com o que eles já viram em anos anteriores, quando começaram a brincar com números e frações, mesmo que de forma bem intuitiva.

Aí, pra trazer isso pro dia a dia da aula, eu costumo fazer umas atividades que os meninos adoram. A primeira delas é uma clássica: o bingo de números. Olha como funciona: pego um saco com números de 1 a 75 (dá pra usar bolinhas ou fichas), e cada aluno tem uma cartela com alguns desses números. A ideia é que eles percebam que cada número tem a mesma chance de ser sorteado, e aí, durante o jogo, vou perguntando: “E aí, qual a chance do próximo número ser o seu?” Isso ajuda muito eles a entenderem a noção de equiprovável. A galera fica super animada, principalmente quando um deles ganha. Da última vez, o Lucas ficou todo empolgado porque ele tinha três números seguidos na cartela e achou que ia ganhar logo – foi um exercício prático de entender que não adianta achar ou torcer, cada número tem sua própria chance.

Outra atividade bacana é a “Roleta das Cores”. Eu levo pra sala uma roleta improvisada (dá pra fazer com papelão e alfinete) dividida em partes iguais, cada uma pintada de uma cor diferente. A gente coloca a roleta no centro da roda e as crianças ficam em volta. Aí eu peço pra cada um escolher uma cor e aí vem a pergunta: “Qual a chance de parar na sua cor?” Cada um tem que perceber que se há cinco cores na roleta, a chance é 1 em 5. Leva uns 30 minutos essa brincadeira toda porque além de girar a roleta várias vezes, sempre paro pra discutir com eles os resultados. A Ana Clara da última vez ficou toda intrigada porque parecia que o vermelho saía mais vezes, mas logo viu que foi só sorte mesmo. Eles adoram isso.

E uma das atividades que sempre rende boas risadas é a “Sorte ou Azar”. Funciona assim: eu preparo uma caixa cheia de papeizinhos dobrados (tudo do mesmo tamanho), sendo que alguns dizem “sucesso” e outros “azar”. Eles têm que sortear um papelzinho e aí vou perguntando antes qual a chance de ter sucesso ou azar. Aqui importa muito o número de papeizinhos de cada tipo, claro. Normalmente faço isso quando estamos com um tempinho livre no final da aula, leva uns 15 minutos. É ótimo porque eles começam a perceber como mudar os números muda as chances. Na última vez, o Rafael ficou todo contente porque tirou sucesso duas vezes seguidas e já achou que tinha alguma estratégia secreta – mas rapidinho entendeu que era pura sorte mesmo.

O legal dessas atividades é ver como eles pegam o conceito rápido quando aplicam na prática. Ficou nítido como os meninos já tinham uma boa base com frações e divisões simples do ano anterior, então foi só dar aquele empurrãozinho pra eles sacarem como tudo se encaixa na probabilidade. E melhor ainda é ver como essas noções começam a aparecer em outros contextos – como quando estão brincando entre eles fora da aula ou até comentando quem tem mais chances de ganhar num jogo qualquer.

Então é isso, galera. Trabalhar probabilidade com os meninos pode ser bem divertido e super prático se a gente souber usar brincadeiras e exemplos do cotidiano deles. As crianças gostam de ver o aprendizado tomando forma, especialmente quando podem ver as coisas acontecendo na frente deles – tipo girar uma roleta ou tirar um número do saco. Isso tudo ajuda muito na compreensão deles sobre como a matemática funciona no mundo real.

Bom, espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências, tô por aqui pra ouvir!

Aí, sabe quando a gente percebe que o aluno aprendeu algo, sem precisar fazer aquela prova formal? É naquelas pequenas coisas do dia a dia, sabe? Quando eu tô circulando pela sala, olhando o que eles tão fazendo, escutando as conversas. Eu gosto de prestar atenção quando eles começam a discutir entre si sobre quem vai ganhar um joguinho ou quando estão apostando se o time deles vai ganhar no fim de semana. É aí que eles aplicam a probabilidade sem nem perceber que tão fazendo isso.

Teve uma vez que eu tava passando perto da mesa do João e do Lucas. Eles tavam jogando aquele joguinho de cartas que gostam durante o intervalo. Aí, do nada, o João vira pro Lucas e fala: "Cara, a chance de você tirar um rei agora é muito pequena, porque muitos já saíram." E o Lucas responde: "Sim, mas não é impossível!" Olha só, aí eu pensei: "Esses estão entendendo o conceito!" Não precisei nem explicar nada formalmente. Só fiquei lá, na minha.

Outra coisa bacana é quando um aluno explica pro outro. Tipo assim, a Mariana sempre ajuda os colegas. Eu lembro de uma vez que ela tava explicando pra Ana como calcular a chance de ganhar no par ou ímpar. "Ó, Ana", ela disse, "a chance de sair ímpar ou par é igual porque são só duas possibilidades." E a Ana acenando com a cabeça, tipo quem entendeu. É uma delícia ver isso acontecer espontaneamente.

Mas como tudo na vida, nem sempre vai ser perfeito né? Os erros comuns aparecem bastante. O Pedro, por exemplo, um dia tava fazendo umas contas e calculou que tinha uma chance de 4 em 6 de um dado cair no número 7. Dei uma risadinha e perguntei: "Mas Pedro, um dado tem quantos lados mesmo?" Ele olhou pra mim meio perdido e respondeu: "Seis..." Aí caiu a ficha! É normal confundir as coisas no começo e ele logo entendeu onde errou.

Outra coisa que acontece bastante é a galera esquecer de contar todas as possibilidades. A Beatriz tinha certeza que no sorteio que fizemos na sala, o nome dela tinha mais chance de sair porque ela tinha colocado mais papéis com o nome dela lá. Mas o problema era que cada aluno só podia colocar um papel! Então como resolver isso? Levei os meninos pra fora e fizemos uma simulação das possibilidades com os próprios nomes deles. Às vezes ver a coisa acontecendo fisicamente ajuda.

Agora, lidando com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA é sempre um desafio interessante mas super gratificante também. Com o Matheus, eu percebi que ele precisa de atividades mais dinâmicas e tempo reduzido em tarefas repetitivas. Quando usamos jogos no computador ou fazemos atividades ao ar livre, ele se envolve muito mais. Um dia eu trouxe um jogo de tabuleiro onde eles tinham que calcular as chances de avançar casas dependendo dos dados. Ele adorou participar!

Já com a Clara, foi crucial entender que ela precisa de previsibilidade e rotina. Então eu sempre tento explicar bem as atividades antes, usando imagens e sequências visuais. Por exemplo, usava fichas coloridas pra representar diferentes possibilidades em problemas de probabilidade. Isso ajuda ela a processar melhor as informações. Uma vez tentei uma atividade surpresa sem aviso prévio e notei que ela ficou desconfortável, então evito esse tipo de situação agora.

Com os dois, também tentei usar materiais sensoriais diferentes, como blocos e cartões texturizados. Isso deu certo com o Matheus mais do que com a Clara, mas cada tentativa é uma descoberta nova.

Bom pessoal, por hoje é isso! Espero que essas histórias e exemplos ajudem vocês aí nas suas salas também. No fim das contas, cada aluno aprende do seu jeitinho especial e cabe a nós perceber essas nuances pra poder ajudar onde realmente importa. Qualquer dúvida ou se quiserem compartilhar suas experiências também, tô aqui pra gente trocar ideia! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF05MA23 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.