Voltar para Matemática Ano
EF06MA06Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam as ideias de múltiplo e de divisor.

NúmerosFluxograma para determinar a paridade de um número natural Múltiplos e divisores de um número natural Números primos e compostos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06MA06 do 6º Ano, a ideia é trabalhar com os meninos a noção de múltiplos e divisores de números. Na prática, isso significa que o aluno precisa ser capaz de olhar para um número e entender de quem ele é múltiplo, ou seja, com quais ele divide direitinho. E também o contrário: saber quem são os divisores daquele número. Isso tudo meio que vai construindo a base para quando eles vão estudar números primos e compostos mais pra frente.

Agora, falando no português bem claro, é como pegar o número 12, por exemplo. Ele é múltiplo de 2, 3, 4 e 6. E também é divisor desses números em algumas situações. Então, o aluno do 6º Ano tem que poder pegar um número qualquer e fazer essa relação sem sofrer muito, sabe? Isso se liga com o que eles já aprenderam antes sobre divisão e multiplicação lá no 5º Ano. Quem veio bem de lá, chega mais tranquilo aqui.

Aí eu vou contar como eu faço isso na sala com três atividades que têm funcionado bem. A primeira delas eu chamo de "Caça aos Múltiplos". Para essa atividade, eu uso só papel e caneta mesmo. A turma é dividida em duplas ou trios, depende do dia. Eu entrego uma lista de números pra cada grupo e dou uns 20 minutos pra eles encontrarem todos os múltiplos de cada número da lista até o número 100. Depois disso, a gente se junta e discute as respostas.

Os alunos geralmente se animam bastante com esse formato porque parece que estão em uma competição. Na última vez que fiz essa atividade, o Pedro e a Ana foram super rápidos e acharam quase tudo certinho, mas eles erraram feio no número 25. Quando a gente conferiu juntos, eles perceberam que tinham confundido umas contas ali. Foi ótimo porque os erros ajudam demais no aprendizado deles.

A segunda atividade que gosto de fazer é tipo um bingo dos divisores. Aqui eu uso cartelas de bingo que eu mesmo faço usando papel e canetinhas coloridas. Cada cartela tem um número grande no centro e vários números menores em volta. Os alunos têm que marcar quais desses números são divisores do número central. Faço isso em grupos de cinco ou seis alunos. Eles ficam uns 30 minutos jogando e depois a gente verifica juntos.

Olha, a galera adora essa atividade porque tem um clima de jogo mesmo. Da última vez que fizemos, a Júlia estava super empolgada e até gritou "Bingo!" antes da hora, mas quando conferimos tinha um erro ali no meio. Foi uma boa oportunidade pra revermos juntos o conceito. Todo mundo deu risada e ficou mais atento nos próximos bingos.

A terceira atividade eu chamo de "Dominó Matemático". Eu uso peças de dominó normais mesmo, mas as coloco em sequência na mesa formando operações que resultam nos múltiplos ou divisores dos números das peças seguintes. Organizo eles em grupos maiores dessa vez, tipo oito alunos por grupo, e dou uns 40 minutos pra essa atividade porque ela é um pouco mais complexa.

Na última vez que fizemos isso, teve um momento hilário quando o Lucas colocou uma peça errada na sequência e ninguém percebeu na hora. Quando fomos verificar tudo no final, ele mesmo deu conta do erro e ficou vermelho feito um tomate! Mas ele levou na esportiva e todo mundo ajudou a consertar. Foi legal ver como eles trabalham em equipe nesses momentos.

Bom, no fim das contas, o objetivo é deixar esses conceitos mais práticos e próximos da realidade deles. É sempre um desafio integrar teoria e prática na sala de aula, mas com essas atividades os meninos ficam mais engajados. Além disso, eles acabam aprendendo não só matemática, mas também habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas (e isso é vida real pura).

Enfim, é sempre bom compartilhar essas ideias aqui no fórum pra gente ir se ajudando. Se alguém tiver outras dicas ou quiser saber mais sobre algum detalhe dessas atividades, pode falar! É assim que a gente vai melhorando nosso trabalho na sala de aula. Até a próxima!

E também, ele é divisor de vários números, tipo 24, 36, 48. A ideia é que os alunos consigam perceber essas relações automaticamente, sabe? Sem precisar parar e calcular tudo do zero. E como eu sei que eles aprenderam sem aplicar prova formal? Ah, isso vem muito da observação no dia a dia mesmo! A gente consegue ver nos detalhes quando tá circulando pela sala ou quando ouve a galera conversando entre eles.

Tem uma coisa que eu adoro fazer: dar uma tarefa em grupo e só ficar ali de canto ouvindo a conversa. Às vezes, é nesse momento que rola umas pérolas. Tipo o dia que o Lucas tava explicando pro João que o número 18 também era múltiplo de 3 porque ele podia dividir por 3 e dar o mesmo resultado que dividir por 6 e depois por 2. Aí você pensa "ah, o garoto entendeu direitinho!". Ele não só sabe fazer a divisão, mas entende a lógica por trás.

Outra situação clássica é na hora dos exercícios. Quando você vê o aluno ajudando outro a resolver um problema e usando os termos certos, como "múltiplo", "divisor", aí já dá pra sentir que a ideia tá fixa na cabeça deles. Tipo no outro dia, a Marina tava mostrando pra Gabriela como ela podia usar os múltiplos do 5 pra descobrir se um número maior cabia dentro do 50. É sensacional ver essas conexões acontecendo.

Agora, vamos falar dos erros. Sempre tem uns tropeços comuns e normal isso, né? Por exemplo, o Tiago, todo empolgado, me disse que 15 era múltiplo de 4 porque se ele somasse 1 mais 5 dava 6 e 6 era par. Dá pra ver que ele tava tentando fazer sentido das coisas, mas pegou a lógica errada. Esse tipo de erro acontece porque eles às vezes misturam ideias ou estão tentando aplicar padrões de outras situações que não se encaixam nesse contexto.

Quando pego um erro assim na hora, gosto de parar tudo e trazer um exemplo concreto pra gente debater junto. Então, com o Tiago, voltamos à calculadora e fizemos a divisão juntos pra ver qual era o resto. O legal é que ele percebeu onde errou e ainda ajudou os colegas a não caírem na mesma armadilha.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Eles são uma dupla que me faz repensar toda aula porque cada um tem suas particularidades. O Matheus tem TDAH, então ficar concentrado é um desafio. Já testei várias coisas com ele. Uma coisa que funciona bem é dividir as atividades em blocos menores com pausas entre elas. Ele também curte se mexer quando faz as tarefas, então deixo ele usar um daqueles banquinhos de equilíbrio.

A Clara tem TEA e às vezes se perde quando tem muita informação ao mesmo tempo. Pra ela, uso materiais visuais bem claros e organizados. Faço cartões coloridos com os números e os possíveis múltiplos ou divisores pra ela ir combinando. Dá super certo porque ela responde muito bem a estímulos visuais! Uma coisa que não funcionou foi apresentar tudo de uma vez ou em formato de correria porque ela acaba ficando ansiosa.

A paciência é chave com ambos e tento sempre adaptar o tempo das atividades pra eles poderem acompanhar sem pressão. Dou mais tempo quando precisam e valorizo as pequenas conquistas porque sei que elas significam muito no aprendizado deles.

Bom gente, é isso! Cada dia na sala de aula traz um desafio novo, mas também muita satisfação ao ver os meninos crescendo no entendimento das coisas. E vocês aí? Como têm feito com essas habilidades e desafios em sala? Vamos trocando ideias!

Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06MA06 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.