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EF06MA05Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Classificar números naturais em primos e compostos, estabelecer relações entre números, expressas pelos termos “é múltiplo de”, “é divisor de”, “é fator de”, e estabelecer, por meio de investigações, critérios de divisibilidade por 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 100 e 1000.

NúmerosFluxograma para determinar a paridade de um número natural Múltiplos e divisores de um número natural Números primos e compostos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, essa habilidade EF06MA05 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa trabalhar com cuidado e criatividade pra não deixar os meninos perdidos. Na prática, o que ela pede mesmo é que a turma do 6º ano consiga classificar números naturais em primos e compostos e entender algumas relações matemáticas, tipo "é múltiplo de", "é divisor de" e "é fator de". Além disso, a molecada tem que pegar o jeito de investigar os critérios de divisibilidade por alguns números específicos. Parece um bicho de sete cabeças? Pode ser, mas com jeitinho a gente vence.

Pra tornar isso mais tranquilo e até divertido, tenho umas três atividades que sempre me ajudam bastante. Vou contar pra vocês como eu faço aqui na sala.

A primeira atividade que eu uso é a 'Caça aos Primos'. É simples, mas super eficaz. A gente precisa de papel sulfite, canetas coloridas e uma tabela de números de 1 a 100 pra cada aluno. Eu dou cerca de 30 minutos pra isso na aula. A ideia é que eles vão pintando os números primos na tabela com canetas coloridas. Primeiro explico rapidinho o que é um número primo: só divisíveis por 1 e eles mesmos. Aí deixo eles caçarem. Quando percebo que estão meio parados ou com dúvida, dou umas dicas: “Olha, gente, lembra dos múltiplos! Se dividiu direitinho por outro número, já não é primo!”. A galera reage bem, especialmente quando começa a ver o padrão dos números primos surgindo na tabela. O João e a Ana, dois alunos fictícios aqui da sala, sempre acham legal dizerem que montaram um "clube exclusivo" dos números.

Aí eu passo pra uma atividade mais investigativa: 'Detetives dos Múltiplos e Divisores'. Pros materiais, preciso só de papel e lápis mesmo. Divido a turma em duplas pra eles se ajudarem, tipo 20 minutos é suficiente pra essa parte. Eu distribuo alguns números pra cada dupla e peço que descubram todos os múltiplos e divisores possíveis. Eles anotam tudo no papel. Aí eu já vi o Pedro e o Lucas (faz de conta) discutindo animadamente se tal número era mesmo divisor ou não - adoro ver essas interações! Depois dessa parte, eu dou mais uns 10 minutinhos pra gente conferir junto no quadro. Eles levantam as mãos, discutem as respostas... é bem legal ver como se interessam quando a investigação tá nas mãos deles.

Finalmente, vem a 'Corrida da Divisibilidade', uma das minhas preferidas porque gera movimento e energia na sala! Essa exige um pouco mais de tempo: uns 40 minutos. Eu levo cartões com critérios de divisibilidade (tipo "divisível por 3", "divisível por 5", etc.) e distribuo entre eles. Faço colunas no quadro com os números 2, 3, 4, 5, etc., até 1000. A ideia é que eles venham até o quadro em duplas e tentem encaixar números nos lugares certos usando os cartões como guias. Quem acerta ganha pontos! É muito legal ver como eles começam a entender os padrões rapidinho. A Beatriz e o Miguel (outros nomes inventados) sempre ficam empolgados nessas horas e começam a ajudar quem tá do lado deles - aquela competição saudável que faz bem!

No fim das contas, as atividades são bem diversificadas justamente pra alcançar aquele objetivo maior da habilidade: fazer com que eles classifiquem e entendam os conceitos sem decorar mecanicamente. É importante ver os alunos reconhecendo padrões por conta própria e aplicando nas atividades do dia-a-dia.

E aí, como vocês têm trabalhado essa habilidade? Curioso pra trocar experiências! Abraço!

Aí, turma, vou contar pra vocês como eu percebo que os alunos realmente entenderam essa parada de números primos e compostos sem precisar daquela prova formal. É até simples: a coisa flui na conversa e nas atividades do dia a dia. Quando eles começam a usar esses conceitos pra resolver problemas que não são só de matemática, tipo no dia a dia, já é um bom sinal. Às vezes, no meio de uma discussão sobre medidas na aula de ciências, a Malu vira e fala algo como "Ah, então isso aqui é tipo um múltiplo!" Aí eu penso: "Olha só, pegou a ideia!"

Os erros comuns aparecem muito durante as atividades. Por exemplo, o Lucas sempre confunde número primo com qualquer número ímpar. Ele acha que se não é par, é primo. Precisei sentar com ele e mostrar que 9 é ímpar mas não é primo porque dá pra dividir por 3. E tem o caso da Júlia, que às vezes esquece o conceito de divisor. Ela ficava perdidinha quando eu perguntava quais eram os divisores de 18. A gente trabalhou junto com o uso de materiais concretos, tipo bloquinhos, pra ela visualizar melhor como os números se dividem.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH, o negócio é manter ele sempre envolvido e motivado. Eu uso bastante jogos e atividades mais dinâmicas. Ele adora quando a gente faz uma "gincana dos primos" na sala. Divido a turma em grupos e cada grupo tem que achar o maior número de números primos num tempo limitado. O Matheus fica ligado no desafio e consegue participar bem mais do que se fosse só na lousa.

Já com a Clara, que está dentro do espectro autista, eu procuro adaptar as explicações e dar tempo extra pra ela processar as informações. Quando a gente tá fazendo exercícios de fatoração ou múltiplos, eu deixo ela trabalhar no próprio ritmo e reforço as explicações com recursos visuais. Uma vez fizemos um gráfico colorido desses conceitos e ela achou ótimo. O legal é que a Clara tem um jeito muito especial de perceber padrões nos números e isso ajuda bastante.

Outra coisa importante é incentivar essas duplas e trocas entre os alunos. Monto parcerias onde um pode explicar pro outro, o João ajuda a Clara enquanto ela pensa com ele em padrões de números diferentes. Tipo assim, eles aprendem juntos e se fortalecem como grupo.

No fundo, o aprendizado vai além do número certo ou errado; tem muito mais valor quando eles começam a questionar e explorar por conta própria. Quando eu vejo que estão discutindo entre eles quem está certo sobre um número ser primo ou composto sem precisar da minha interferência direta, já sei que algo ficou ali plantado.

Bom, gente, cada aluno tem seu tempo e jeito de aprender, mas ver esse crescimento na prática é o que faz tudo valer a pena! Até mais!

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