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EF06MA14Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer que a relação de igualdade matemática não se altera ao adicionar, subtrair, multiplicar ou dividir os seus dois membros por um mesmo número e utilizar essa noção para determinar valores desconhecidos na resolução de problemas.

ÁlgebraPropriedades da igualdade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF06MA14 da BNCC é uma daquelas que às vezes parece meio complicada quando a gente só lê o texto formal. Mas, na prática, é simples e super importante! Basicamente, o que a gente precisa fazer é ensinar os meninos a perceberem que numa equação, se você faz alguma coisa de um lado (tipo somar ou multiplicar por um número), tem que fazer do outro também pra manter tudo igual. A ideia é que eles entendam que uma equação é tipo uma balança: se mexe de um lado, tem que equilibrar do outro.

Os alunos chegam no 6º ano já com uma noção básica de operações matemáticas, tipo soma e subtração. Então, o nosso papel aqui é dar um passo adiante. Eles precisam começar a ver as equações como ferramentas pra encontrar valores desconhecidos. Não só números perdidos em problemas de matemática mas também em situações práticas do dia a dia, tipo calcular quanto vão gastar numa compra se souberem o preço de alguns itens.

Agora vou contar como eu costumo trabalhar isso em sala. A primeira atividade que faço é bem prática e usa pouco material: basicamente um quadro branco e canetões coloridos. Peço pros alunos pegarem cadernos e lápis também. Divido eles em duplas porque aí já começa a troca de ideias. A atividade dura uns 30 minutos. Eu escrevo uma equação simples no quadro, tipo "x + 3 = 7", e pergunto quem consegue resolver isso pensando na tal balança. Aí dou um tempinho pra eles conversarem entre si e depois peço pra alguém explicar o raciocínio na frente. Da última vez que fizemos isso, a Ana foi lá e explicou certinho que tinha subtraído 3 dos dois lados pra descobrir o valor de x. Olha só como ela ficou animada quando viu que tinha acertado!

Outra atividade que gosto muito envolve usar papel sulfite e tesoura - coisa simples mesmo! Peço pros alunos cortarem retângulos de papel, que vão representar os números nas nossas equações. Fica bem visual! Divido eles em grupos de quatro ou cinco e dou umas equações mais difíceis dessa vez, tipo "2x + 5 = 15". Cada grupo tem uns 40 minutos pra discutir e montar as soluções com os papéis recortados. Nessas horas eu percebo como os líderes naturais da turma aparecem pra organizar as ideias do grupo. Da última vez quem se destacou foi o Lucas: ele ajudou todo mundo a entender direitinho como dividir tudo em partes iguais.

E tem uma terceira atividade que sempre dá certo também: uso problemas do dia a dia escritos num papel grande preso na parede da sala (um flip chart). Nesses papéis eu coloco situações tipo "se cada camisa custa x reais e comprei 4 com R$80, quanto custa cada uma?" Nesse momento os alunos trabalham individualmente primeiro por uns 20 minutos pensando nas resoluções no caderno deles. Depois peço para formarem pequenos grupos de discussão onde compartilham suas estratégias por mais uns 20 minutos antes de discutirmos com toda turma. Essa fase final onde todos falam juntos ajuda muito porque sempre tem alguém com uma dúvida parecida ou uma maneira diferente mas interessante de resolver algo.

Teve um dia engraçado nessas discussões coletivas! O João resolveu gritar "EURECA!" quando percebeu sozinho a lógica por trás da divisão nos dois lados da equação! Toda turma riu junto mas depois percebi como aquela reação espontânea dele contagiou outros colegas a tentarem também esmiuçar mais suas respostas.

O legal dessas atividades todas é ver como cada aluno encontra seu jeito próprio de chegar ao resultado correto entendendo aos poucos esse conceito importantíssimo das propriedades das igualdades nas equações algébricas – mesmo aquelas cabecinhas mais resistentes! E assim termino aqui deixando claro: paciência e criatividade são nossos melhores aliados nessa jornada com os meninos! É isso aí pessoal! Vamos conversando...

E aí, gente, continuando aqui sobre como perceber se os alunos entenderam essa habilidade sem precisar de uma prova forma. Olha, eu sempre falo que a sala de aula é um lugar vivo e, circulando pela sala, a gente capta muita coisa só de observar e ouvir. Por exemplo, quando estou passando entre as mesas e vejo o João explicando pra Maria que "se a gente somou 5 do lado esquerdo da equação, tem que somar 5 do lado direito também", é aquele momento que eu penso "ah, esse entendeu!". Ver um aluno explicar pro outro com confiança é um sinal ótimo de aprendizado.

E nem sempre precisa ser tão explícito assim. Às vezes eu pego aquelas conversas rápidas entre eles em que um fala "peraí, não pode fazer isso senão desbalanceia", ou mesmo quando vejo o Pedro rabiscando no caderno enquanto faz tentativas de resolver uma equação e murmura "ah, agora sim". Isso mostra que eles estão internalizando o conceito de equilíbrio. E tem aqueles momentos clássicos durante uma atividade em grupo quando alguém solta um "olha aí, pessoal! A gente mudou isso aqui e já não está igual". Aí é a hora que eu passo por perto e dou aquela piscadinha de quem tá vendo que eles captaram a ideia.

Agora, sobre os erros mais comuns... ah, tem vários! Um clássico é o aluno achar que pode mudar só um lado da equação sem mexer no outro. A Sofia sempre fazia isso no começo: ela ficava brava porque as contas nunca batiam e não entendia o porquê até a gente sentar juntos e eu mostrar como cada mudança desequilibrava a "balança" da equação. Outra coisa comum é misturar operações diferentes sem pensar nas regras – tipo multiplicar num lado e subtrair do outro. O Lucas era mestre nisso; ele ficava todo empolgado fazendo mil cálculos mas acabava se perdendo na lógica.

Esses erros acontecem muito porque nessa idade ainda estão pegando jeito com essa história de ter duas partes interdependentes na matemática. Pra corrigir essas coisas na hora, eu gosto de pegar meu quadro branco portátil e desenhar ali mesmo na mesa deles. Mostro visualmente o desequilíbrio e aí repito a regra da balança pra reforçar o conceito.

Falando do Matheus e da Clara... Bom, com o Matheus que tem TDAH, tento sempre variar as atividades pra manter o interesse dele. Atividades curtas com intervalos ajudam bastante pra ele não se perder ou ficar sobrecarregado. Materiais visuais são ótimos também: ele gosta muito daqueles cartões coloridos onde a gente escreve partes da equação e vai movendo pra ver como ficam balanceadas ou desequilibradas. Já tentei jogos matemáticos online antes, mas percebi que ele acabava se distraindo mais com as animações do que prestando atenção ao conteúdo.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso tomar cuidado especial com mudanças bruscas na rotina das aulas porque ela depende muito dessa previsibilidade. Com ela funciona super bem usar fichas explicativas bem estruturadas – com passo-a-passos – porque ela gosta desse formato mais organizado. Mas aprendi também que preciso dar espaço pra ela trabalhar no próprio ritmo; forçar interação em grupo frequentemente não dá muito certo. Uma vez fiz isso achando que ia ajudar ela a socializar mais e acabou ficando super desconfortável.

O bacana mesmo é ver como cada aluno encontra seu jeito ao longo do processo de aprendizagem dessas habilidades matemáticas. Essas observações diárias além daquilo que está escrito na lousa são preciosas pro desenvolvimento deles. É aquela velha história: cada cabeça é um mundo!

Bom, acho que falei até demais já hahaha! Quem quiser trocar mais ideia sobre essas práticas diárias ou tiver dicas novas tô por aqui! Grande abraço pra todo mundo ✌️

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