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EF06MA16Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1º quadrante, em situações como a localização dos vértices de um polígono.

GeometriaPlano cartesiano: associação dos vértices de um polígono a pares ordenados
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06MA16 da BNCC é aquela parada de entender o plano cartesiano, mas não precisa ser aquele bicho de sete cabeças. No fundo, é tipo jogar batalha naval, só que em uma folha de papel quadriculada. A ideia principal é os meninos conseguirem achar e marcar pontos no plano cartesiano usando pares ordenados, tipo encontrar as coordenadas dos vértices de um polígono. Na prática, a turma tem que saber que o primeiro número indica a posição na horizontal (eixo x) e o segundo número a posição na vertical (eixo y). Eles já vêm lá do 5º ano sabendo o básico de formas geométricas e como contar, então a gente só evolui essa ideia para algo mais visual e espacial.

Bom, vamos lá: na minha sala do 6º Ano, para trabalhar isso direitinho, eu faço algumas atividades bem legais. A primeira delas é meio que um jogo. Eu distribuo umas folhas quadriculadas que eu mesmo imprimo. É bem simples, as linhas têm um espaçamento generoso para eles não se perderem. Divido a turma em duplas ou trios, depende do dia e da bagunça que estão fazendo. Digo pra eles desenharem qualquer forma com até 4 vértices dentro de um quadrante positivo do plano cartesiano simples. Depois, trocam o desenho com outra dupla e têm que descobrir quais são os pares ordenados dos vértices da forma da outra dupla. Isso costuma levar uns 30 minutos e dá pra sentir a sala ficando animada quando começam a entender onde cada ponto está no papel.

Uma situação engraçada foi com o João e o Marcos na última vez que fizemos isso. O Marcos desenhou um triângulo bem estranho e o João ficava insistindo comigo que era impossível estar certo porque "não parecia um triângulo". Tive que mostrar pra ele que triângulo pode ter várias caras no papel dependendo de como você gira ou posiciona.

Outra atividade bem eficiente é uma caçada ao tesouro no pátio da escola! Essa aí leva quase uma aula inteira porque inclui preparação e execução. Peço pros meninos trazerem caderninhos pequenos no dia anterior e uso giz colorido pra desenhar um grande plano cartesiano no chão do pátio da escola — olha só como educação física pode ajudar! Marco alguns "tesouros" com fitas adesivas coloridas em pontos específicos definidos por pares ordenados. Aí entrego os caderninhos com algumas coordenadas escritas e eles têm que correr até os pontos marcados pra encontrarem pistas ou respostas para perguntas simples sobre geometria mesmo.

Lembro demais da alegria da Luana quando ela chegou ao ponto certo primeiro! Ela gritava "Achei! Achei!" enquanto mostrava orgulhosa o tesouro dela pros colegas. Esses momentos fazem valer todo esforço em preparar algo diferente.

A terceira atividade é uma gincana dentro da sala mesmo — útil nos dias chuvosos quando não dá pra ir pro pátio. Uso cartelas de papel cartão com pares ordenados escritos nelas e alguns pontos específicos marcados num gráfico grande desenhado na lousa com canetinha pilot colorida. Divido a turma em equipes pequenas e cada equipe envia um representante para marcar corretamente os pontos dados pela minha lista aleatória de coordenadas. Cada acerto soma pontos para equipe deles.

Nessa jogada teve uma vez que a Ana Clara ficou super concentrada na frente da lousa enquanto seus colegas davam dicas por trás até ela acertar direitinho onde colocar cada ponto! Foi bonito ver todo mundo colaborando junto assim.

Essas atividades ajudam bastante porque fazem os alunos enxergarem de forma prática onde aplicar aquilo tudo sobre coordenadas — deixa mais concreto na cabeça deles! E claro né? Todo mundo adora sair das cadeiras vez ou outra durante as aulas... E olha, sempre termina com aquele gostinho bom de missão cumprida quando vejo aqueles olhinhos brilhando entendendo como funciona essa parte chata porém necessária das exatas!

É isso aí pessoal! Espero ter dado boas ideias pra vocês testarem também nas suas salas! Agora vou indo... boa sorte nas aulas aí!

Continuando, gente, uma das formas que eu mais gosto de perceber se o aluno realmente entendeu o lance do plano cartesiano é naquelas andadas pela sala enquanto eles tão fazendo algum exercício ou brincadeira. É como se fosse um radar de professor, sabe? Eu vou circulando e escutando as conversas deles. Tem um momento que é muito legal: quando vejo um aluno explicando pro outro. Tipo assim, semana passada tava rolando um exercício em grupo e eu vi a Luana explicando pro Felipe como marcar direito os pontos no gráfico. Ela disse assim: "Olha, Felipe, primeiro tu anda nessa linha aqui, ó, horizontal até achar o número 3. Aí depois sobe essa coluna aqui até chegar no 5." Na hora eu pensei: "Ah, a Luana pegou a coisa!"

Outra situação que me ajuda a sacar se eles entenderam é quando faço perguntas durante a aula e eles respondem de bate-pronto. Outro dia perguntei onde ficaria o ponto (4,2) e o Gustavo nem piscou antes de responder certinho. Quando você vê que eles ficam confiantes assim, é sinal de que internalizaram bem.

Agora vamos falar dos erros mais comuns que rolam nessa habilidade. Ah, esses acontecem mesmo! O Lucas é campeão de sempre confundir as coordenadas e inverter os números. Tipo, era pra ser (3,4), ele marca (4,3). Isso acontece porque eles pensam muito rápido ou simplesmente não prestam atenção na ordem dos eixos. Aí o que faço quando pego esse tipo de erro na hora é dar aquela dica marota: sempre lembrar que x vem antes de y no alfabeto também! Vou lá e digo: "Lucas, lembra daquela ordem: a primeira letra do alfabeto é o x!" Normalmente ajuda.

Outro erro comum é quando os meninos esquecem de começar da origem (0,0). Sempre tem aquele que vai direto pra onde acha que tá o ponto sem traçar as linhas imaginárias do eixo. Com essa galera eu costumo fazer um exercício prático meio maluquinho: traço uma linha com giz no chão da sala e peço pra eles "passearem" até os pontos certos andando sobre os eixos. Funciona legal pra fixar.

E sobre adaptar pros alunos com necessidades especiais? Ah lá! O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas senão ele cansa rápido demais ou perde o foco total. Com ele eu gosto de usar jogos interativos no computador ou tablet onde ele pode clicar nos pontos direto na tela. Esse tipo de atividade visual e prática mantém ele concentrado por mais tempo.

A Clara tem TEA e precisa muito de estrutura visual clara pra acompanhar todas as etapas do exercício sem ficar perdida. Pra ela funciona bem usar papel quadriculado gigante com cores diferentes pros eixos e as coordenadas marcadas com adesivos ou carimbos. Na hora das instruções orais eu também falo devagarzinho e sempre checo se ela tá acompanhando direitinho.

Uma coisa que testei mas não deu certo foi tentar fazer uma competição entre grupos pra ver quem acerta mais pontos rápidos num jogo de plano cartesiano físico pela sala toda desenhada com fita crepe no chão. Achei que ia ser sucesso mas acabou deixando o Matheus agitado demais e a Clara confusa com tanta correria ao redor dela.

Bom pessoal, acho que por hoje chega! Espero ter ajudado vocês a ter algumas ideias legais sobre como trabalhar essa habilidade na prática aí nas salas de vocês também. Qualquer dúvida podem me chamar aqui mesmo ou mandar mensagem no privado! Ah e não esqueçam: planejar bem essas adaptações faz toda diferença pro aprendizado deles!

Até mais galera!

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