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EF06MA22Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar instrumentos, como réguas e esquadros, ou softwares para representações de retas paralelas e perpendiculares e construção de quadriláteros, entre outros.

GeometriaConstrução de retas paralelas e perpendiculares, fazendo uso de réguas, esquadros e softwares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF06MA22 com a galera do 6º ano é um desafio, mas também uma baita oportunidade de ver os meninos colocando a mão na massa e entendendo geometria de verdade. Pra mim, essa habilidade é sobre fazer os alunos perceberem como as coisas que a gente vê nos livros se aplicam no mundo real. Quando falamos de retas paralelas e perpendiculares, estamos falando de coisas que eles veem o tempo todo, tipo as linhas da quadra de esportes ou mesmo as ruas no mapa. O grande objetivo é que eles consigam usar réguas e esquadros (ou até mesmo softwares) pra desenhar essas retas do jeito certo e construir figuras como quadriláteros.

No 5º ano, eles já tiveram um pouco de contato com formas geométricas básicas. Sabem diferenciar um triângulo de um quadrado e por aí vai. Agora, no 6º ano, a ideia é aprofundar isso pra que eles consigam construir essas formas com mais precisão. E não só isso, entender que um quadrado tem lados paralelos dois a dois, entender o que faz dele diferente de um retângulo ou losango. E claro, perceber como tudo isso tá interligado.

Uma das atividades que faço é a construção de quadrados e retângulos usando régua e esquadro. Parece bobo no começo, mas muitos dos meninos têm dificuldade em alinhar direitinho o esquadro pra conseguir ângulos de 90 graus perfeitos. Eu costumo dividir a turma em duplas porque assim eles se ajudam e um acaba ensinando pro outro também. A gente usa régua de 30 cm e esquadros padrão mesmo, nada muito caro ou difícil de achar. Dá pra fazer essa atividade em uns 40 minutos tranquilo.

Na última vez que fizemos isso, o João Pedro tava com uma dificuldade enorme em manter o esquadro firme enquanto traçava as linhas. Aí vem a Maria Clara do lado dele: "Deixa eu segurar pra você!" E foi só ele focar na linha que conseguiu desenhar direitinho. Depois disso ele ficou todo orgulhoso mostrando pra turma como tinha ficado bom.

Outra atividade legal é usar um software simples como o GeoGebra para traçar retas paralelas e perpendiculares digitalmente. Isso permite que eles vejam os conceitos num ambiente diferente e exploram mais possibilidades sem precisar apagar toda hora se errar alguma coisa. Eu geralmente levo a turma pro laboratório de informática da escola. Cada aluno fica num computador individualmente, mas eu incentivo eles a ajudarem quem estiver do lado caso precise. Essa atividade leva uma aula inteira porque muitos ainda estão aprendendo a mexer nesses programas.

Semana passada o Lucas tava mexendo no GeoGebra pela primeira vez e tava meio perdido com tantas opções na tela. Mas aí quando ele finalmente conseguiu traçar duas retas perpendiculares certinhas, levantou da cadeira comemorando como se tivesse ganhado um jogo! É esse tipo de empolgação que me mostra que tão pegando gosto pelo negócio.

A terceira atividade envolve desenhar mapas simples das suas casas ou bairros usando papel milimetrado para garantir precisão nas medidas das ruas (paralelas ou perpendiculares). Aqui também trabalho em duplas ou trios porque ajuda muito na troca de ideias sobre como representar melhor cada espaço no papel. Eles têm cerca meia hora pra desenharem o mapa básico antes da gente começar a revisar juntos onde podiam melhorar nos alinhamentos entre as estruturas desenhadas por cada grupo.

Da última vez foi engraçado ver o Paulo mostrar seu desenho: “Professor! Olha aqui meu prédio tá parecendo uma torre inclinada!” – é claro todos caíram na risada (inclusive ele). Mas depois desse momento descontraído aproveitamos pra discutir como poderia ajustar ali usando melhor os instrumentos disponíveis.

E aí vai terminando meu post! Espero ter ajudado quem quer trabalhar essa habilidade aí na sua escola também! Qualquer dúvida me pergunte aqui no fórum!

Sabe quando você tá circulando pela sala e percebe aqueles momentos mágicos em que o aluno realmente entendeu a parada? É uma coisa meio intangível, mas dá pra sentir, tipo um estalo. Às vezes acontece quando tô andando por entre as mesas e ouço a conversa deles. Outro dia, o João tava explicando pro Pedro como usar o esquadro pra garantir que as linhas fossem paralelas. Ele falou algo como “se você alinhar bem aqui, vai ver que não importa quanto tempo passe, elas nunca vão se cruzar”. Ali eu percebi: pronto, tá entendendo!

Quando os alunos começam a questionar ou a corrigir os colegas com exemplos do dia a dia, sei que eles captaram a essência. Como aquela vez em que a Ana virou e disse pra Marina: “Isso aí é igual lá no parquinho, as barras são paralelas. Se fossem perpendiculares, ia ser outra coisa”. Dá uma satisfação enorme porque mostra que eles tão fazendo conexões além da sala de aula.

Mas nem tudo são flores! Os erros mais comuns que vejo rolam muito por pressa ou falta de atenção aos detalhes. O Lucas, por exemplo, sempre traçava as retas sem usar o esquadro corretamente. Daí ele dizia: “Tá certo”, mas quando media... estavam tortas. Isso acontecia porque ele confia demais no olho e não gosta de usar ferramentas. Eu chego junto e mostro na prática como uma pequena diferença no alinhamento muda tudo.

Outra coisa comum é confundir conceitos de paralelo com perpendicular. Tipo assim: outro dia a Júlia levantou e disse que duas linhas desenhadas por ela eram perpendiculares porque “tavam bonitinhas ali juntinhas”. Aí tem que explicar de novo que perpendiculares formam 90º e não é só questão de aparência.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, cada um tem suas necessidades específicas na sala. Pro Matheus, eu mudo algumas atividades pra elas serem mais curtas e dinâmicas. Ele precisa de movimento, então costumo incluir tarefas onde ele possa levantar e medir coisas pela sala — isso ajuda na concentração dele. Um exemplo foi um dia em que dei a tarefa de medir alguns objetos da sala pra observar quais tinham lados paralelos ou perpendiculares. Funcionou bem melhor do que deixar ele só sentado desenhando.

Já com a Clara, percebo que ela responde super bem à rotina visual. Então faço cartazes coloridos com passos claros do que vamos fazer na atividade do dia para ajudar ela a se situar melhor no processo todo. Certa vez experimentei adaptar um software geométrico interativo com sons suaves para ajudá-la na atividade sem causar sobrecarga sensorial (som alto era um problema antes). Tem dado certo até agora!

Agora também já errei algumas vezes... Tipo quando tentei misturar muita informação visual num mesmo cartaz pra Clara e ela ficou confusa. A gente aprende testando né? O importante é manter diálogo aberto com eles e ajustar conforme necessário.

Bom pessoal, espero ter ajudado vocês nesse assunto! Trabalhar esses conceitos de geometria é desafiador mas recompensador quando vemos os alunos realmente compreendendo e aplicando no mundo real. Se alguém tiver alguma dica extra ou quiser compartilhar experiências aqui também vou adorar ouvir! Até mais!

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