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EF06MA26Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver problemas que envolvam a noção de ângulo em diferentes contextos e em situações reais, como ângulo de visão.

Grandezas e medidasÂngulos: noção, usos e medida
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06MA26 da BNCC é aquela que fala sobre trabalhar com ângulos em problemas do dia a dia. Eu vejo isso, na prática, como ensinar os meninos e meninas a enxergar ângulos em tudo ao redor deles. Não é só saber o que é um ângulo ou medir um ângulo com o transferidor, mas sim entender onde os ângulos aparecem na vida real. Tipo assim, quando eles olham pro sol e vêem uma sombra, eles já estão lidando com ângulos sem perceber!

A ideia é que no 6º ano, os alunos consigam resolver problemas que envolvam ângulos e perceber como esses ângulos afetam as coisas. Por exemplo, eles devem ser capazes de entender como muda a sombra de uma árvore ao longo do dia por conta do movimento do sol — isso tudo tem a ver com ângulo de visão. Antes, no 5º ano, eles já tinham tido algum contato com medidas e formas geométricas básicas, então agora é mais aprofundar essa ideia e aplicar a conceitos mais práticos.

Bom, agora deixa eu contar um pouco sobre como eu faço isso acontecer na sala de aula. Uma das atividades que gosto muito de fazer se chama "Caçadores de Ângulos". Eu levo a turma para o pátio da escola e dou uma folha em branco pra cada um. A missão é procurar por construções ao redor que tenham ângulos interessantes ou diferentes e desenhar no papel. Pode ser qualquer coisa: esquinas de prédios, telhados, até mesmo as sombras das árvores! Eles ficam em duplas para incentivar o trabalho em equipe e assim conseguir discutir o que cada um tá vendo. E olha, isso dura uma aula inteira dependendo do entusiasmo da galera! Da última vez que fizemos isso, o Pedro Carlos encontrou um ângulo superinteressante entre duas colunas da quadra que ninguém tinha notado antes.

Outra atividade bacana é a construção de cata-ventos. Pros cata-ventos funcionarem bem, eles têm que estar posicionados direitinho em relação ao vento — não podem ficar tortos demais nem retos demais — aí entra a questão dos ângulos! Cada aluno precisa montar seu próprio cata-vento usando papel colorido e canudinhos. Dá pra fazer numa aula só se todo mundo estiver focado! Os materiais são simples: só precisa mesmo de papel colorido (que às vezes peço ajuda da coordenação) e canudos plásticos (que geralmente peço pros alunos trazerem). Uma situação engraçada foi quando a Carla montou o dela completamente torto e ficou achando que não ia funcionar direito... E não funcionou! Mas essa foi justamente a parte legal: ela percebeu na prática como o ajuste dos ângulos faz diferença.

E tem aquela atividade mais clássica do "Desenhando com Luz", onde usamos lanternas (pode ser a lanterna do celular) pra criar sombras num papel preso na parede ou mesa. A intenção aqui é eles observarem como mudar a posição da lanterna (ângulo da luz) altera o comprimento e forma da sombra projetada. Pra essa atividade divido eles em grupos pequenos de 3 ou 4 porque assim todos conseguem participar ativamente enquanto um segura a lanterna o outro mexe no papel e tal. Na última vez que fizemos isso foi engraçado ver o João tentando adivinhar qual seria a forma exata antes mesmo de mexer com a luz — ele estava super empolgado!

Essas atividades sempre mexem bastante com os alunos porque trazem situações reais pras aulas de matemática fazendo ligação entre teoria e prática sem aquela cara chata só de ficar olhando pro quadro negro sabe? Acho importante também dar espaço pra criatividade deles enquanto exploram essas ideias porque muitas vezes aparece algo novo até mesmo pra mim!

No final das contas acho que quando conseguimos conectar conceitos matemáticos com coisas palpáveis do dia-a-dia causamos impacto duradouro na vida escolar desses meninos né? Se conseguirmos fazer dessa forma durante todas as etapas do aprendizado sem dúvida vamos preparar melhor esses jovens pro futuro cheio desafios pela frente! É sempre bom saber deles depois me contando aventuras aplicando aquilo fora daqui já me deixa realizado.

Então pessoal esse foi meu relato sobre minhas experiências nessa área se tiverem sugestões ou quiserem compartilhar coisas parecidas aqui fico no aguardo das mensagens abraço grande pra todo mundo!

saber que a inclinação de uma rampa tem a ver com ângulo, ou o porquê das pontes serem projetadas do jeito que são. E é aí que eu vejo se eles aprenderam ou não, sem precisar aplicar uma prova formal, sabe?

Quando eu circulo pela sala, fico de olho nas conversas entre eles. Tipo, vejo se eles estão discutindo algo relacionado aos ângulos em alguma atividade prática. Tem vezes que estou passando pelas mesas e escuto um aluno explicando pro outro como calcular o ângulo de inclinação de uma maquete que fizemos. Aí eu penso: "Ah, esse entendeu!". Teve uma vez que a Letícia tava ajudando o João com um exercício sobre ângulos complementares e ela disse: "João, olha só, se este aqui é 30 graus e o total é 90 graus, esse outro tem que ser 60 graus". Quando eu ouvi isso, já saquei que ela pegou a ideia.

Outra situação foi quando pedi pra galera analisar os ângulos numa construção de brinquedos durante a aula de educação física. Vi logo de cara o Pedro usando as mãos pra mostrar e explicar pra Beatriz como a altura do brinquedo mudava se o ângulo da corda fosse diferente. É legal ver esses momentos entre eles porque mostra que tão realmente pensando sobre os conceitos de ângulo no dia a dia.

Agora, quanto aos erros mais comuns, olha... acontece bastante confusão com nomenclatura e medição dos ângulos. Por exemplo, tem sempre alguém que confunde ângulo agudo com obtuso. Já vi situação em que o Miguel tava resolvendo um problema e ele achava que todos os ângulos acima de 45 graus eram obtusos. Aí fui lá e expliquei novamente: "Miguel, lembra? Um obtuso é maior que 90 graus, agudo é menor". A repetição ajuda muito nesses casos.

Outro erro comum é na hora da medição com o transferidor. A Clarice sempre mede na escala errada do transferidor! Ela pega a medida do lado oposto e acaba confundindo tudo. O jeito é ficar atento e corrigir na hora: "Clarice, olha aqui certinho onde começa a escala". Isso já faz diferença porque dá um clique na cabeça deles quando percebem onde erraram.

Com relação ao Matheus e à Clara, preciso fazer algumas adaptações pras necessidades deles. O Matheus tem TDAH, então procuro dividir as atividades em partes menores pra ele não se perder ou desanimar. Ele também gosta muito de movimento, então faço atividades práticas em grupo onde ele pode interagir mais ativamente. Uma vez usei cordas coloridas no pátio pra eles formarem diferentes tipos de triângulos no chão mesmo; isso funcionou bem pro Matheus porque ele conseguiu visualizar e entender fisicamente os conceitos.

A Clara tem TEA e precisa de sequências claras e previsíveis nas atividades. Eu preparo cartões visuais com etapas das tarefas e ela segue essa ordem pra ficar mais tranquila. Também uso aplicativos educativos no tablet porque têm imagens bem coloridas e interativas — isso prende atenção dela melhor do que atividades só no papel.

O que não funciona bem é deixar as instruções longas demais ou confusas; precisa ser direto ao ponto com ambos. Lembro uma vez que preparei uma atividade cheia de passos escritos sem essas imagens ou mapas visuais para a Clara — não deu certo! Ela ficou perdida nas etapas sem suporte visual.

Enfim, cada aluno aprende num ritmo diferente e do seu jeito único; parte da minha missão é garantir que todos encontrem seu próprio caminho pra entender coisas como os ângulos na vida real! Espero ter compartilhado algumas dicas úteis aqui com vocês da comunidade dos professores. Se alguém tiver outras ideias ou experiências parecidas, manda aí! Vamos trocando figurinhas pra melhorar sempre nosso ensino.

Até mais pessoal!

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