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EF06MA34Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Interpretar e desenvolver fluxogramas simples, identificando as relações entre os objetos representados (por exemplo, posição de cidades considerando as estradas que as unem, hierarquia dos funcionários de uma empresa etc.).

Probabilidade e estatísticaDiferentes tipos de representação de informações: gráficos e fluxogramas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar a habilidade EF06MA34 com a turma do 6º Ano pode parecer complicado no começo, mas na real é bem interessante. A ideia é fazer os meninos entenderem e criarem fluxogramas simples. Isso significa que eles precisam olhar pra uma situação, como um mapa de cidades ligadas por estradas ou a hierarquia de funcionários numa empresa, e saber representar isso de forma visual. Eles precisam enxergar as relações e conexões entre os elementos de maneira organizada.

Pra falar a verdade, essa habilidade não vem do nada. Os meninos já trazem uma base da série anterior. Eles já viram gráficos e mapas simples antes, então sabem um pouco sobre como informações podem ser representadas visualmente. O desafio agora é aprofundar isso pra que eles consigam criar esses diagramas sozinhos e interpretar o que cada ligação ou caixa representa.

Agora falando das atividades que faço na sala, são coisas bem práticas e, pelo menos comigo aqui em Goiânia, funcionam bem.

Primeira atividade que faço é um exercício chamado "Mapa das Cidades". Eu pego um papel grande (tipo cartolina ou mesmo folha A3) e desenho algumas cidades fictícias. Daí mostro no quadro como elas estão conectadas por estradas. O material é simples: só preciso das folhas grandes e canetas coloridas pros meninos destacarem as ligações entre as cidades. Divido a turma em grupos de cinco, assim cada grupo tem espaço suficiente pra discutir e desenhar suas interpretações dos dados. Levo uns 40 minutos pra isso, contando explicação e execução. Os alunos adoram desenhar mapas! Na última vez que fiz, o João se empolgou tanto que começou a inventar histórias sobre cada cidade do mapa dele! As outras crianças acabaram entrando na onda dele também.

A segunda atividade é "Árvore Genealógica da Escola". Aqui eu peço que os meninos façam uma árvore genealógica dos funcionários da escola. Eles pesquisam sobre o diretor, coordenadores, professores e outros funcionários e montam um fluxograma que mostra quem responde pra quem dentro da escola. Pra isso eu só preciso de papel sulfite e canetas coloridas novamente. Os alunos ficam em duplas dessa vez porque precisam fazer entrevistas rápidas com alguns funcionários durante a aula – coisa rápida mesmo, tipo perguntar quem é chefe de quem. Essa atividade leva cerca de uma aula inteira porque envolve pesquisa, preparação do fluxograma e apresentação pro resto da turma. Uma vez fizemos isso e a Maria descobriu que o tio do lanche era casado com a professora dela do ano passado! Foi risada geral na sala quando ela contou isso!

Por último, faço a "Linha do Tempo Pessoal", onde os alunos criam um fluxograma mostrando eventos importantes da vida deles até agora. Coisas como nascimento deles ou dos irmãos, quando começaram a estudar ou mudaram de escola... coisas assim. Aqui eles usam fotos pequenas (quando têm) ou desenham nas folhas pra representar os eventos. É mais pessoal mesmo, então deixo eles trabalharem individualmente nessa parte. Uso folhas A4 comuns e lápis de cor ou canetinha pra personalizar mais os diagramas deles. Umas duas aulas costumam bastar pro trabalho completo: pesquisa pessoal fora da sala (às vezes vou como tarefa), montagem na aula seguinte e depois uma roda onde compartilham o trabalho feito até agora se quiserem. Lembro que quando fizemos isso pela última vez, o Pedro trouxe umas fotos dele bebê gorduchinho demais! Foi hilário ver todo mundo rindo junto enquanto ele explicava cada parte da linha do tempo dele.

Esse tipo de atividade realmente ajuda os meninos a desenvolver esse raciocínio lógico-visual tão necessário pra interpretar dados no dia-a-dia deles fora da escola também. E olha só: depois dessas atividades costumo perceber que a galera fica muito mais segura ao encarar atividades similares quando caem numa prova ou mesmo fora da sala!

Bom gente... espero ter ajudado vocês aí com essas ideias práticas! Qualquer dúvida ou sugestão nova pras minhas aulas tô sempre por aqui no fórum pra gente trocar figurinha! Um abraço!

E olha, a parte mais bacana de ver quando um aluno aprendeu de verdade é observar aqueles momentos "eureca". Não precisa aplicar prova formal pra perceber isso. É só ficar atento na hora que você tá circulando pela sala, ouvindo as conversas ou vendo um aluno explicando pro outro. Teve uma vez que o João, um menino super tímido, tava ali no cantinho dele e aí eu vi ele explicando pro Pedro como montar um fluxograma de hierarquia familiar. Ele pegou e desenhou ali com setinhas e tudo mais, deu exemplo da própria família, do tipo "meu pai tá aqui em cima, minha mãe do lado e eu abaixo deles". Foi aí que eu pensei: poxa, o moleque entendeu mesmo.

Outra situação foi quando a Camila tava conversando com a Mariana sobre como representar as conexões entre cidades num mapa. A Camila explicou que se uma estrada liga duas cidades, isso deveria ser uma linha reta entre os pontos representando as cidades. Tipo assim, sem nem perceber, ela já tava usando o conceito de aresta e vértice sem precisar dar nome técnico pra isso. Essas coisas mostram que eles pegaram a ideia.

Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo... Bom, tem vários (risos). Um erro clássicos é confundir ordem com direção. Tipo o Lucas um dia fez um fluxograma colocando todos os passos na ordem errada e ainda desenhou as setas pra todos os lados! Ele colocou uma seta levando de Goiânia pra São Paulo e depois voltou pra Brasília sem sentido nenhum. Isso geralmente acontece porque eles tentam decorar o caminho certo ao invés de entender a sequência lógica das etapas. Na hora eu peguei o erro e pedi pro Lucas explicar pra turma por que tinha desenhado daquele jeito. Com meu empurrãozinho ele percebeu que não fazia sentido logístico.

Outra dificuldade comum é na hierarquia de informações. A Ana Clara achava que podia colocar todo mundo no mesmo nível de importância num organograma escolar. Ela desenhou o diretor da escola no mesmo nível das merendeiras! Esse tipo de erro acontece porque às vezes eles confundem relações sociais com hierarquias funcionais. Quando vejo isso, costumo pedir pra eles contarem histórias baseadas nos organogramas criados — meio que forçando eles a pensar nas relações implícitas ali.

Agora sobre lidar com alunos como Matheus, que tem TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e Clara, com TEA (Transtorno do Espectro Autista): requer mesmo algumas adaptações mas vale a pena porque cada evolução deles é uma conquista gigante! Pro Matheus eu costumo oferecer atividades bem dinâmicas e curtas porque ele perde o interesse rapidinho se tiver que ficar muito tempo focado numa coisa só. Às vezes uso cartões coloridos pra ele conectar conceitos visuais à informação escrita. Já tentei fazer ele usar só caderno mas não funcionou: ele ficava disperso.

Com a Clara é diferente: ela adora padrões e tarefas previsíveis. Então sempre tento dar atividades mais sequenciais para ela seguir as etapas do fluxograma calmamente. Uma vez usei lego como material pedagógico pra ela montar mapas físicos antes de passar pro papel; deu super certo! Contudo, quando tentei algo com muito estímulo visual ao mesmo tempo — tipo vídeos cheios de cores — percebi que era confuso demais.

Pra ambos, tento organizar bem o tempo das atividades: deixo claro quanto tempo temos pra cada etapa e faço intervalos mais frequentes pras necessidades deles.

Enfim galera, trabalhar essa habilidade EF06MA34 na prática pode ter seus desafios mas também traz muita satisfação ao ver os meninos crescendo no entendimento desses conceitos visuais tão importantes! Vou adorar saber como vocês lidam com essas situações também! Até logo!

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