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EF07MA04Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam operações com números inteiros.

NúmerosNúmeros inteiros: usos, história, ordenação, associação com pontos da reta numérica e operações
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF07MA04 é como levar os meninos do 7º ano pra uma jornada através dos números inteiros, viu? A ideia é fazer eles entenderem e resolverem problemas onde a gente precisa usar operações com números inteiros. Então, por exemplo, um aluno deveria conseguir pegar um problema do tipo "se a temperatura estava em -3 graus e subiu 5 graus, qual é a temperatura agora?" e resolver sem tropeçar. Ou ainda, se eu perguntar quantos pontos abaixo do zero o submarino tava se ele desceu mais 10 metros a partir de -12 metros. Esses exemplos são mais do que só números num papel, eles precisam imaginar a situação na vida real. É como passar do que eles aprenderam sobre números naturais pra essa coisa de ir pra direita ou esquerda na reta numérica, e aí isso vira algo concreto.

A turma já vem do 6º ano entendendo um pouco de adição e subtração, mas sem mexer muito com números negativos. Então o desafio é mostrar pra eles, de um jeito que faça sentido, como lidar com essas operações quando a gente vai pro lado negativo da reta. É tipo quando a gente brinca de pular corda: às vezes você pula pra frente, às vezes pra trás, mas precisa saber onde tá pisando.

Bom, agora vou contar três atividades que faço com a galera pra essa habilidade ficar afiada. Primeiro tem uma que eu chamo de "Passeio na Reta Numérica". Uso fita adesiva colorida pra fazer uma reta numérica bem grande no chão da sala. Começo no zero bem no meio e vou até +10 de um lado e -10 do outro. A turma adora porque dá pra caminhar na reta! Divido os alunos em duplas e dou uns cartões com operações tipo "+5", "-3", "+7". Eles têm que calcular mentalmente e andar na reta conforme o cartão. Isso leva uns 30 minutos e rola muita risada quando alguém se atrapalha e vai pro lado errado. Da última vez, a Ana ficou tão confusa que quando chegou no +10 achou que era o -10! Mas depois entendeu direitinho.

Outra atividade que funciona bem é o "Jogo dos Temperaturas Malucas". Eu pego uns termômetros de papelão que fiz usando papel grosso e velcro. Neles, os alunos podem ajustar a temperatura manualmente. Crio umas situações engraçadas tipo "Hoje o freezer tá em -8 graus e o João esqueceu a porta aberta por 12 horas. Quanto ficou?". A turma tem que ajustar os termômetros conforme os cálculos. Organizo grupos de quatro e cada rodada leva uns 15 minutos. Na última vez que fizemos, o Lucas inventou que o freezer dele tava na Antártica e queria saber como o pinguim não congelava com -20!

E também mando ver no "Desafio das Alturas". Pra isso uso régua, papel quadriculado e lápis de cor. Os alunos desenham uma reta numérica vertical numa folha grande representando alturas acima ou abaixo do nível do mar. Digo coisas como "Um mergulhador começou a -5 metros e subiu 8 metros" e eles desenham isso na folha. Dá pra ver quem sacou a ideia quando eles fazem certinho o desenho. As duplas discutem entre si antes de desenhar, então eles aprendem juntos. Isso leva uns 40 minutos e é divertido ver as interpretações criativas dessa história toda.

Quando apliquei essa atividade pela última vez, o Pedro não entendia por que alguém ia querer ficar abaixo do nível do mar sem ser peixe. Depois de conversarmos sobre submarinos e mergulhadores ele fez uns desenhos legais de peixes nadando em volta da reta!

No final das contas, essas atividades todas ajudam os meninos a visualizarem os problemas mais claramente. E também mostram que números inteiros não são um bicho de sete cabeças se você conseguir imaginar as situações de verdade.

Bom, pessoal, é assim que tô trabalhando essa habilidade com minha turma. Se tiverem outras ideias ou experiências pra compartilhar, vambora trocar! Até mais!

E é muito interessante perceber como os meninos vão sacando o conteúdo ao longo das aulas, sem precisar de prova. Eu gosto de ficar circulando pela sala, sabe? Tipo, enquanto eles estão fazendo exercícios, eu vou passando de carteira em carteira, dando uma olhada nos cadernos e ouvindo as conversas. É ali que você percebe quem tá pegando a ideia e quem ainda tá meio perdido. Por exemplo, teve um dia que vi o João explicando pro Lucas como ele fez pra resolver uma conta de subtração com negativos. Ele virou e disse: "Olha, Lucas, é só pensar que andar pra trás é negativo. Então se a gente tá em -3 e anda 5 pra frente, vai parar no 2." Na hora eu pensei: "Ah, esse entendeu." É incrível ver quando um aluno consegue explicar pro outro com as próprias palavras.

Outro momento que sempre me dá essa certeza é quando eles começam a usar o conteúdo nas conversas sem perceber. Tipo a Ana discutindo com a Sofia sobre as regras do jogo de tabuleiro que envolve pontos positivos e negativos. Quando eles colocam aquilo no dia a dia ou nos exemplos que têm sentido pra eles, aí sim você sabe que o aprendizado tá acontecendo de verdade.

Agora, erros... Tem alguns que são bem comuns. O Pedro, por exemplo, sempre trocava as bolas nas operações com sinais. Se tinha -7 + 4, ele costumava somar e dizia que dava -11. Aí eu percebi que ele não tinha percebido que quando os sinais são diferentes a gente na verdade subtrai e toma o sinal do número maior. Isso acontece porque eles ainda estão fixando aquela ideia de que "menos com mais sempre dá menos", mas esquecem de ver qual número é maior. Quando vejo esse tipo de coisa na hora, paro tudo e faço uma demonstração ali mesmo na lousa ou peço pros alunos montarem um exemplo físico usando réguas ou qualquer coisa que esteja à mão.

Quanto ao Matheus e à Clara, é sempre um desafio interessante adaptar as aulas pra atender as necessidades deles. O Matheus tem TDAH e o desafio é manter ele engajado sem se distrair fácil. Eu comecei a usar tempos mais curtos para as atividades dele, tipo assim: dou uma tarefa pra ele trabalhar por 10 minutos intensamente, depois deixo ele fazer uma pausa rápida, e isso ajuda bastante. Além disso, sempre que possível incluo jogos ou atividades práticas porque ele responde muito bem a isso.

Já com a Clara, que tem TEA, tive que ajustar algumas coisas também. Ela precisa de instruções bem claras e mais tempo pra processar as informações. Então, eu costumo entregar pra ela algumas fichas com passos mais detalhados das atividades e também a deixo trabalhar no próprio ritmo dela. Um dia desses usei peças de LEGO pra explicar operações com números inteiros porque ela adora montar coisas e isso ajudou ela a visualizar melhor o problema. O que não funcionou muito foi tentar usar vídeos com muita informação rápida — percebi que isso deixava ela ansiosa.

Pra fechar essa prosa aqui no fórum, acho que a chave é mesmo observar cada aluno como individualidades dentro da sala de aula. A gente precisa estar atento, conversar com eles, perceber os sinais e estar disposto a mudar o caminho quando necessário. E é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entender um pouco mais dessas estratégias na sala de aula. Abraço!

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