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EF07MA05Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver um mesmo problema utilizando diferentes algoritmos.

NúmerosFração e seus significados: como parte de inteiros, resultado da divisão, razão e operador
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07MA05 da BNCC, o que a gente tá querendo é que os alunos consigam entender e resolver um mesmo problema usando diferentes estratégias, ou seja, diferentes algoritmos. Na prática, isso significa que eles precisam ser flexíveis na cabeça. Por exemplo, se eles precisarem dividir uma pizza em partes iguais entre amigos, eles devem ser capazes de ver isso como fração, como divisão, ou até pensando em proporção. E o bom é que isso já tá conectado com o que eles viram no 6º ano. Lá, eles já começaram a entender o básico das frações, então agora a gente aprofunda e amplia essas ideias.

Aí eu vou contar como eu faço isso na minha turma do 7º ano. A primeira atividade que rola sempre é a clássica com papel e tesoura. Eu peço pros meninos trazerem folhas de papel sulfite. A gente usa isso pra criar modelos de frações. Dividimos as folhas em partes: metade, terço, quarto, e por aí vai. Cada aluno corta seu papel e depois a turma junta tudo pra comparar. Essa atividade normalmente leva uns 40 minutos. É incrível ver como eles começam a perceber que uma mesma quantidade pode ser representada de várias maneiras. Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou fascinado porque ele conseguiu ver que dois quartos eram a mesma coisa que metade, algo que ele não tinha percebido antes.

Outra atividade que a galera adora é o "mercadinho" da turma. Eu levo um monte de etiquetas com preços divididos em frações ou decimais e uns produtos de mentira: caixas de leite vazias, pacotes de bolacha... essas coisas simples mesmo. Os alunos têm que calcular o preço total de diferentes maneiras: somando frações direto ou convertendo tudo pra decimal e depois somando. Essa atividade acontece em grupos de quatro ou cinco pra incentivar a conversa entre eles e dura uns 50 minutos. O legal é quando começa aquele burburinho de dúvidas e soluções. Lembro do dia em que a Mariana e a Júlia discutiram sobre qual método era mais rápido e acabaram descobrindo juntas uma forma nova de somar frações mais rapidamente.

E não posso deixar de falar da nossa competição de algoritmos, que é sempre um sucesso! Eu coloco um problema no quadro e cada grupo tem que pensar em pelo menos duas formas diferentes de resolver. O problema pode ser algo como "Se você tiver 3/4 de uma barra de chocolate e quiser dividir igualmente entre três amigos, quanto cada um vai receber?". Eles podem resolver usando divisão direta ou vendo como multiplicar a fração pelo inverso do número de amigos. Essa competição leva mais ou menos uma aula inteira, uns 50 minutos também. Os meninos ficam super envolvidos querendo mostrar que o jeito deles é o melhor ou o mais eficiente. Da última vez, o João, que normalmente é mais quieto, levantou e explicou pro grupo inteiro a lógica dele com uma clareza impressionante.

Aí você vê como essa habilidade se desenvolve na prática e como os meninos vão se soltando mais com o tempo conforme eles veem que podem chegar ao mesmo resultado por caminhos diferentes. É muito bacana ver o brilho nos olhos deles quando percebem que entenderam algo novo ou quando conseguem ensinar os colegas.

É isso aí! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como trabalha essa habilidade na sala de aula, tô por aqui pra trocar figurinhas! Abraço!

Aí, gente, uma das coisas que eu mais gosto de fazer pra ver se os meninos entenderam mesmo a habilidade EF07MA05 é observar as interações deles durante as atividades. Quando eu circulo pela sala, dá pra perceber muito coisa. Sabe aquele momento em que você ouve um aluno explicando pro colega? Pois é, ali você vê se ele pegou o jeito ou não. Tipo, teve uma vez que a Letícia tava explicando pro João como dividir uma pizza em frações iguais. Ela começou dizendo "Olha aqui, João, se a gente cortar a pizza em 4 pedaços, cada pedaço é 1/4. Mas se forem 8 amigos, então cada um vai comer 1/8". E aí eu percebi que ela realmente entendeu a ideia de fração e divisão.

Outra coisa que faço é ouvir as conversas entre eles. Quando começam a discutir qual a melhor forma de resolver um problema, quem já entendeu a parada geralmente argumenta com mais segurança. Eles falam coisas do tipo "Mas se fizer assim, vai ficar melhor porque...". Isso mostra que eles não tão só decorando, mas realmente entenderam o conceito e conseguem aplicar em diferentes contextos.

Agora, falando dos erros comuns dos alunos nesse conteúdo, tem uns clássicos. Por exemplo, o Felipe sempre errava na hora de simplificar frações. Lembro de uma vez em que ele me mostrou a conta dele e disse "Professor, dividi 4/8 por 2 e ficou 2/6". Aí eu parei e expliquei: "Felipe, quando você simplifica uma fração, você precisa dividir o numerador e o denominador pelo mesmo número. Se você dividiu 4 por 2 pra achar 2, então tem que dividir 8 por 2 também, assim fica 2/4." Esse erro acontece porque eles confundem a simplificação com operações de adição ou subtração. Eles tão acostumados a fazer as operações separadamente e não percebem que na fração precisa ser proporcional.

Outro erro clássico é na hora de montar proporções. A Mariana montou uma vez uma proporção dizendo que 3/4 é igual a 6/12 e tentou resolver um problema assim. Na hora, eu cheguei perto e disse "Mariana, olha só, essa proporção não tá errada em si, mas no contexto do problema ela não faz sentido. A gente tem que ver o que tá comparando." E fui mostrando pra ela onde tava o erro no raciocínio dela.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu procuro fazer pequenas adaptações nas atividades pra manter ele focado. Atividades mais curtas com pausas ajudam bastante porque ele consegue dar atenção total por um tempo menor. Às vezes uso jogos de matemática no computador pra ele porque isso prende mais atenção dele do que papel e caneta. Já percebi que quando faço isso ele participa mais das discussões e se interessa em mostrar pros amigos como conseguiu resolver o problema usando o jogo.

A Clara tem TEA e ela funciona melhor com uma rotina previsível e atividades bem estruturadas. Eu sempre explico exatamente o que a gente vai fazer naquele dia antes de começar a aula e deixo as instruções visíveis no quadro ou em um papel pra ela consultar sempre que precisar. Materiais visuais ajudam muito – tabelas coloridas ou figuras geométricas recortadas são ótimas pra ela entender proporções e frações concretamente. Uma vez tentei introduzir um exercício em grupo pra ver se ela também se engajava nas discussões como os outros alunos, mas acabei percebendo que ela ficava desconfortável com o barulho e a falta de previsibilidade do que os colegas iam falar ou fazer.

No fim do dia, o importante é ser flexível e ajustar conforme necessário pra cada aluno entender da forma dele. Não tem fórmula mágica – cada turma é uma turma e cada aluno é único. A gente aprende muito com eles também.

Bom é isso aí pessoal! Espero ter contribuído com as minhas experiências sobre essa habilidade tão importante da Matemática no sétimo ano. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar suas experiências também, tô aqui pra ouvir! Até mais!

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