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EF07MA06Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer que as resoluções de um grupo de problemas que têm a mesma estrutura podem ser obtidas utilizando os mesmos procedimentos.

NúmerosFração e seus significados: como parte de inteiros, resultado da divisão, razão e operador
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA06 é bem interessante de trabalhar com a galera do 7º ano. Basicamente, a ideia é fazer com que os meninos percebam que problemas diferentes podem ser resolvidos de forma parecida, usando o mesmo tipo de raciocínio. Isso ajuda eles a entenderem melhor as frações como parte de um todo, uma divisão, uma razão ou até um operador. É tipo assim: se o aluno consegue resolver um problema em que ele divide uma pizza em partes iguais, ele deve ser capaz de aplicar esse raciocínio pra dividir um bolo ou qualquer outra coisa. A habilidade de ver essa estrutura comum é o que queremos que eles desenvolvam.

A turma já vem do 6º ano com alguma noção de frações, mas o foco era mais nas partes de um inteiro, tipo cortar uma barra de chocolate em pedaços. Agora, no 7º ano, a coisa fica mais complexa porque a gente começa a ver as frações como operações. Por exemplo, usar frações pra calcular descontos em produtos ou pra descobrir qual fração de um percurso foi completada numa corrida.

Uma das atividades que faço é a "Feira das Frações". É uma atividade prática onde cada grupo de alunos monta uma barraquinha simulando uma feira livre. Aí eu dou pra eles um monte de material tipo papel colorido, régua e canetas. Peço pra eles criarem problemas envolvendo as frações que podem surgir numa feira, tipo "um terço de quilo de tomate" ou "meia dúzia de ovos". A turma se divide em pequenos grupos e leva umas duas aulas pra preparar e apresentar tudo. As crianças adoram porque é bem prático e envolve aquele trabalho manual que eles curtem. Uma vez, a Júlia e o Pedro fizeram um problema sobre como dividir uma melancia gigante entre seis pessoas e calcular quanto cada um devia pagar. Foi bacana ver como eles aplicaram isso em outros contextos depois.

Outra atividade é o "Desafio dos Descontos". Dou uma lista de produtos fictícios com preços e peço que calculemos frações desses preços como se fossem descontos. Não precisa de muito material, só papel e lápis mesmo, e a lista dos produtos eu monto rapidinho no quadro. Faço isso individualmente primeiro para que cada um entenda o conceito e não se esconda atrás do grupo. Depois juntamos tudo numa discussão coletiva pra garantir que todo mundo pegou a ideia. A última vez que fiz isso, o Lucas ficou empolgado porque percebeu que poderia calcular o desconto da mesada dele quando compra videogames. Ele até ensinou o irmão caçula em casa.

Também tem a atividade chamada "Corrida das Razões", onde uso fitas métricas ou barbantes para representar distâncias. Divido a turma em pares e dou a eles diferentes situações onde precisam descobrir qual razão entre duas medidas é maior ou menor. As duplas têm que resolver problemas tipo "Qual trecho da corrida foi completado mais rápido?" usando razões. Geralmente levo umas duas aulas pra isso pra dar tempo deles pensarem e discutirem as soluções com calma. Da última vez, o Rafael e a Fernanda entraram numa discussão super boa sobre qual trecho era mais rápido e acabaram encontrando maneiras diferentes de chegar à mesma resposta.

Esse tipo de atividade realmente ajuda os alunos a enxergarem além do problema específico e começarem a perceber padrões matemáticos gerais. É interessante ver quando a ficha cai e eles começam a aplicar esses raciocínios em áreas fora da matemática também. E aí fica mais fácil pra eles saberem por que estão aprendendo aquilo e como podem usar na vida real. E nesse ponto você vê que valeu a pena todo o esforço!

Bom, pessoal, é isso aí! Trabalhar com essas atividades tem sido muito produtivo aqui na sala, e os meninos têm conseguido transferir esse conhecimento para outras disciplinas também. Espero que isso dê ideias pra vocês também, e se alguém tiver outra sugestão ou quiser trocar experiências, tô por aqui!

Então, gente, pra perceber se os alunos realmente aprenderam a habilidade EF07MA06, eu não dependo só de provas formais, não. Tem várias formas de observar isso no dia a dia na sala de aula. Quando tô circulando pela sala durante as atividades, gosto de ficar atento ao jeito que eles falam uns com os outros. Tipo, quando um aluno explica pro colega usando as palavras dele e o outro entende, é um bom sinal de que o primeiro realmente entendeu o conceito e tá conseguindo aplicar.

Teve uma vez que a Mariana tava explicando pro João como resolver um problema de fração que envolvia dividir um sanduíche em partes iguais. Ela meio que transformou a explicação em uma historinha, algo como “imagina que você e seu irmão vão dividir um sanduíche, então cada um vai ficar com metade”. Aí o João fez uma cara de quem entendeu, e logo depois repetiu a explicação pra outro colega. Foi nesse momento que eu percebi: “ah, esses dois estão pegando a ideia”.

Outra situação é quando eles começam a usar esses conceitos em outras matérias ou até no dia a dia. Teve uma vez que o Lucas tava na cantina, e ele me contou que calculou rapidinho quantos pedaços da coxinha ia precisar dividir com os amigos pra todo mundo comer igual. Aí eu pensei: “olha só, tá aplicando fora da sala!”

Sobre os erros mais comuns, bom... tem alguns bem típicos. Um dos mais frequentes é quando os alunos confundem as operações que precisam usar. Tipo o Miguel, ele sempre tentava multiplicar quando precisava dividir e vice-versa. Isso acontece porque às vezes eles ficam nervosos ou querem resolver rápido demais e acabam não pensando direito no que o problema pede. Quando vejo esse tipo de erro na hora, costumo parar e perguntar algo como: "Miguel, me explica o que você tá pensando aqui?" Isso ajuda ele a refletir e reorganizar o raciocínio.

Outra confusão comum é no entendimento das frações como parte do todo — tipo esquecer que 1/2 não é igual a 1/3. A Ana Luisa sempre fazia isso. Acho que ela via os números e esquecia o contexto do problema. O jeito foi sentar com ela e trabalhar com materiais concretos como bolinhas ou desenhos pra ver as partes sendo divididas e comparadas direitinho.

Agora, sobre o Matheus (que tem TDAH) e a Clara (com TEA), eu procuro adaptar bastante as coisas pra eles. Com o Matheus, é crucial manter a sala de aula interessante, porque ele perde o foco bem rápido. Então, faço atividades mais dinâmicas pra ele poder levantar da cadeira e participar ativamente, tipo jogos matemáticos em grupo onde ele pode colaborar de pé ou se mover pela sala.

Pra Clara, tento ser bem claro e objetivo nas instruções porque ela pode ficar confusa com muita informação ao mesmo tempo. Uso bastante visualizações como gráficos e figuras nas explicações e dou um tempo extra pra ela processar tudo no ritmo dela. Por exemplo, quando estamos fazendo exercícios de fração na lousa, eu sempre deixo materiais visuais extras na mesa dela pra ela consultar quando precisar.

Uma coisa que já tentei e não deu muito certo foi forçar o Matheus a anotar tudo durante a explicação. Ele ficava tão preocupado em escrever rápido que não prestava atenção no que eu tava falando. A solução foi gravar as aulas ou dar resumos impressos pra ele estudar depois.

Já com a Clara, percebi que insistir em trabalhar em duplas às vezes não funcionava bem se ela não escolhesse a dupla dela. Então agora deixo ela escolher com quem se sente mais confortável.

Bom gente, acho que era isso que queria compartilhar hoje sobre minha experiência com essa habilidade do 7º ano. Espero que as minhas histórias tenham ajudado alguém por aqui! Se tiverem dúvidas ou quiserem trocar mais ideias, é só falar! Até mais!

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