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EF07MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer e construir figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas de obras de arte, elementos arquitetônicos, entre outros.

GeometriaSimetrias de translação, rotação e reflexão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA21 da BNCC é daquelas que a gente precisa descomplicar, né? Na prática, os alunos têm que entender como as figuras geométricas podem ser manipuladas no plano através de movimentos como translação, rotação e reflexão. É tipo pegar um desenho e mexer ele de um lado pro outro, girar ou virar o espelho dele. E tem que fazer isso usando régua, compasso ou mesmo softwares de geometria dinâmica – dá um nó na cabeça deles no início, mas quando pegam o jeito, é uma beleza. O ideal é que eles também consigam ver essas simetrias nas coisas que estão ao redor deles, como em obras de arte ou em prédios, igual a gente vê aqueles azulejos cheios de padrões.

A maioria dos alunos vem do 6º ano já tendo uma noção básica das figuras geométricas. Eles sabem diferenciar um quadrado de um triângulo, por exemplo, mas a parte de mexer com simetria assim, na prática, é novidade pra muitos. Meu objetivo é fazer com que eles não só reconheçam essas simetrias, mas consigam criar algo com elas. Tipo assim, criar um padrão usando só translação ou rotação.

Vou contar pra vocês como eu faço isso em sala com três atividades que sempre dão certo.

A primeira atividade é "Padrões com Translação". A gente usa papel quadriculado e lápis de cor. Organizo a turma em duplas pra eles trocarem ideia e se ajudarem quando emperram. Leva uns 40 minutos essa brincadeira. A ideia é cada dupla criar um desenho simples dentro de um quadrado do papel quadriculado e depois replicar esse desenho várias vezes pra formar um padrão contínuo. Da última vez que fizemos isso, o João e o Pedro criaram um desenho de carrinho bem básico e foram transladando ele pelo papel todo. No final, parecia uma pista cheia de carrinhos indo numa mesma direção. Eles ficaram tão empolgados que quiseram fazer outro projeto com aviões. Dá gosto de ver quando eles se animam assim.

A segunda atividade é "Roda-roda dos Polígonos". Essa demanda um pouco mais de material: régua e compasso. Deixo os alunos em grupos de quatro pra facilitar o uso dos instrumentos e fomentar aquela troca bacana de ideias. Essa leva uns 50 minutos, porque rotação é mais complexa. Cada grupo escolhe um polígono regular – como triângulo ou hexágono – e faz uma rotação dele em torno de um ponto fora da figura. Os alunos fazem várias rotações até formar uma espécie de mandala. Na última vez que fizemos isso, a Mariana ficou fascinada com as mandalas feitas pelo grupo dela e saiu falando que ia decorar o caderno todo daquele jeito. Os meninos gostaram tanto que até pediram umas folhas extras pra experimentar outros polígonos.

A terceira atividade é "Reflexo das Artes". Essa é minha favorita porque conecta diretamente com coisas do dia a dia deles e leva uns 60 minutos. Aqui eu uso imagens impressas de obras de arte famosas – tipo aquelas do Escher – e espelhos de acrílico pequeno. Em duplas, eles analisam as imagens e usam o espelho pra encontrar os eixos de simetria nelas. Depois tentam reproduzir a técnica do artista em desenhos próprios no caderno. Foi engraçado quando o Lucas percebeu que a camiseta dele tinha vários padrões simétricos e passou a aula toda tentando replicar esses padrões no desenho dele. Ele ficou tão focado que nem notou a hora passar.

Essas atividades têm ajudado bastante meus alunos a não só entenderem a teoria por trás da simetria como também verem isso aplicado no mundo real. Eles saem dessas aulas olhando para as coisas ao redor com outros olhos, procurando padrões onde antes nem prestavam atenção. E isso faz toda a diferença, traz aquela sensação boa de missão cumprida como professor.

Então é isso aí, pessoal. Espero que esse relato ajude vocês a pensarem em como trabalhar essa habilidade com suas turmas também. Qualquer coisa estamos por aqui pra trocar ideia! Um abraço!

Então, continuando aqui, como é que eu sei que os meninos aprenderam sem precisar de prova formal? Olha, eu acho que o segredo tá na observação do dia a dia mesmo. Quando tô andando pela sala e vejo eles desenhando e ajustando os ângulos direitinho, já percebo que entenderam a parada. Tem vezes que só de ouvir a conversa entre eles dá pra sacar. Tipo, outro dia eu tava circulando pela sala enquanto faziam uma atividade prática de translação. Aí, o João tava explicando pra Maria que "é só pegar a figura e andar com ela na folha sem girar". Quando um aluno começa a ensinar o outro e usam as palavras certas, é porque já internalizaram aquele conceito.

Outra coisa bacana é quando eles começam a questionar e fazer associação com coisas fora do livro. Teve uma vez que a Luísa comentou, meio rindo: "Professor, dá pra usar rotação até pra cortar pizza igualzinho". Aí eu pensei: “poxa, ela pegou mesmo”. Essas observações do cotidiano deles são uma prova viva de que estão aplicando o que aprenderam.

Agora, sobre os erros mais comuns, tem uns clássicos. O Pedro, por exemplo, sempre confunde rotação com reflexão. Na cabeça dele, se girar em torno de um ponto é igual a virar pelo espelho. O erro dele acontece porque na prática, quando ele desenha, as figuras acabam ficando visualmente parecidas. Eu tento mostrar bem na hora usando o próprio material dele pra destacar as diferenças. Digo algo tipo: "Olha aqui, Pedro, se você girar essa figura 90 graus em torno desse ponto aqui, olha como o lado dela fica em relação ao eixo?". Assim ele vê a diferença visual mesmo.

Outro erro comum é da Ana, que às vezes esquece de usar a régua direitinho nas translações. Ela meio que calcula a olho e acaba deslocando errado. Isso acontece porque ela tem pressa e acha que tá fácil demais pra medir. Quando percebo na hora, eu paro e mostro como usar as marcações da régua pra garantir que o movimento tá certo. Falo: "Ana, meça de novo aqui com calma e vê como esse ponto vai parar exatamente ali". Com tempo e prática eles vão pegando cada detalhe.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, a história é outra linha de pensamento. Pro Matheus, eu tento quebrar as atividades em partes menores pra não ficar tudo tão pesado de uma vez só. Ele se distrai fácil com muitos passos seguidos. Digo algo como: "Vamos fazer só essa parte primeiro", aí ele foca mais naquela tarefa específica. Também uso jogos educativos no tablet que têm um ritmo mais dinâmico e ele gosta bastante disso.

Com a Clara é um pouco diferente porque às vezes ela se fixa numa parte específica da tarefa e não consegue seguir adiante. Então eu uso pistas visuais claras e organizadas pra guiá-la pelo processo todo. Tipo assim: eu deixo num cartaz na mesa dela um sequenciamento dos passos – primeiro transladar, depois girar e por último refletir – tudo com imagens que ajudam ela entender melhor.

Também percebi que funciona bem deixar ela trabalhar num cantinho mais calmo da sala quando ela precisa de mais foco. Já tentei materiais sensoriais como blocos geométricos coloridos pra ajudar nas explicações mais concretas, mas vi que pra Clara o melhor mesmo são as pistas visuais.

Ah, uma coisa importante é o tempo. Eu dou um pouco mais de tempo pra eles terminarem as atividades quando necessário. Isso tira um peso deles e permite entenderem melhor sem pressa.

Acho que o segredo mesmo é adaptar sempre pro aluno. Porque cada um tem seu jeito único de aprender. E aí você vai ajustando conforme conhece cada aluno melhor.

Bom, pessoal, acho que por hoje é isso! Falar sobre esses detalhes de sala de aula é sempre bom porque a gente acaba aprendendo junto também. Espero ter ajudado vocês com essas ideias e experiências. Qualquer dúvida ou troca de ideia, tô por aqui! Abraço pra todos aí!

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