E aí, pessoal! Tudo bem? Hoje quero compartilhar com vocês como trabalho a habilidade EF07MA23 da BNCC na minha turma do 7º ano, que é sobre entender as relações entre ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma transversal. Bom, na prática, essa habilidade é meio que ajudar os meninos a perceberem que quando duas retas são cortadas por uma terceira linha (que a gente chama de transversal), aparecem uns ângulos que têm tudo a ver uns com os outros. Eles precisam conseguir olhar para essas linhas e saber, por exemplo, que ângulos alternos internos são iguais ou que ângulos correspondentes também são iguais.
Antes de começar com isso, os alunos já têm uma noção básica sobre ângulos de anos anteriores, tipo o que é um ângulo agudo, obtuso, essas coisas. Mas agora a gente aprofunda e eles têm que fazer mais do que só identificar: precisam relacionar e justificar.
Bom, vou contar umas atividades que faço com eles pra dar conta dessa habilidade.
A primeira coisa que faço é usar papel vegetal. Não precisa de nada mais complicado que isso. A gente pega essas folhas e desenha as duas retas paralelas e uma transversal numa folha comum e faz os ângulos ali. Depois, com o papel vegetal por cima, eles vão destacando os ângulos alternos internos, alternos externos, correspondentes e colaterais. Cada aluno faz o seu desenho e troca com o colega pra ver se tá certo e discutir. É uma atividade que leva uns 40 minutos. Da última vez que fiz isso, a Ana Paula ficou super empolgada porque ela ama desenhar e conseguiu perceber rapidinho os padrões de igualdade entre os ângulos, enquanto o João, que tem um pouco mais de dificuldade com visualização espacial, precisou de um pouco mais de ajuda. Mas no final ele mandou bem e ficou super feliz.
Uma outra atividade que gosto é usar o software Geogebra. Sei que nem todo mundo tem acesso, mas aqui na escola conseguimos usar o laboratório de informática uma vez por semana. Nesse programa, eles podem desenhar as retas paralelas e a transversal de forma dinâmica. Conforme eles mexem na transversal, os valores dos ângulos vão mudando na tela, mas sempre preservando as relações entre eles. Isso ajuda muito os alunos visuais e os que gostam de tecnologia. Essa atividade leva cerca de uma aula inteira. O Geogebra impressiona porque tudo acontece em tempo real; quando fizemos isso da última vez, a Mariana descobriu sozinha como medir os ângulos e ficou mostrando pros colegas como fazia. Ela até ajudou o Carlos a resolver um exercício difícil.
Por fim, gosto também de fazer um jogo rápido na sala chamado "Ângulo Relâmpago". Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Eu falo um tipo de ângulo ou relação (tipo "ângulo correspondente") e o grupo tem que levantar a mão rapidamente e explicar usando um desenho simples no quadro por que aqueles dois ângulos são iguais, ou diferentes se for o caso dos colaterais internos ou externos. Essa atividade é super rápida, tipo uns 20 minutos no final da aula só pra fixar mesmo. É incrível como eles ficam animados com um pouco de competição saudável! Da última vez, o grupo do Pedro ganhou porque ele teve um insight brilhante sobre como os ângulos colaterais somam 180 graus.
O interessante é ver como algumas atividades ressoam mais com uns do que com outros. O importante mesmo é dar espaço pra eles descobrirem e se apropriarem do conhecimento fazendo. Alguns alunos como a Júlia ainda se surpreendem quando percebem que esses conceitos estão em coisas do dia a dia, tipo as faixas da estrada vista do alto ou até nas janelas da sala.
No final das contas, trabalhar essa habilidade é mostrar pros meninos como a matemática tá em todo lugar e não só no livro ou na prova. E olha, não é só aprender por aprender: entender essas relações ajuda muito em outras matérias também e até mesmo em situações práticas da vida!
Bom, espero ter ajudado vocês com essas ideias. Qualquer coisa, estou por aqui pra compartilhar mais experiências ou ouvir as de vocês! Abraços!
Aí, continuando aqui no nosso papo sobre a habilidade EF07MA23, uma coisa que faço é tentar sentir se os meninos realmente entenderam sem precisar daquela pressão de prova formal. Olha, quando a gente tá ali, circulando pela sala, dá pra captar muito do aprendizado deles nas pequenas coisas.
Por exemplo, tem a hora que eu tô lá andando pela sala e vejo o João explicando pro Lucas que os ângulos correspondentes são iguais. Ele faz aqueles gestos com a mão, sabe? Tipo apontando pras retas e pros ângulos como se estivesse dançando. Quando eu vejo isso, percebo que ele não só decorou uma regra, mas entendeu como aplicar essa ideia. E quando o Lucas pergunta "mas por que é igual?", e o João responde com segurança "porque são paralelas", é aquele momento que eu penso "ah, esse entendeu". É bacana demais!
E outra coisa que observo é nas conversas entre eles. Às vezes, durante as atividades em grupo, eu passo e escuto a Mariana dizendo pra turma dela "não, gente, olha só, esses aqui são alternos internos e são iguais". E aí ela desenha no caderno mostrando direitinho. Quando vejo essa troca de informação entre eles e a galera toda concordando ou ajustando o raciocínio ali mesmo, sei que tão pegando o jeito.
Mas é claro que nem sempre sai tudo certinho, né? Tem uns erros bem comuns que eu vejo. Tipo o Pedro tem mania de confundir ângulos alternos com ângulos correspondentes. Ele sempre acha que porque estão do lado de dentro são iguais e esquece de olhar a posição das retas. Acontece demais também deles esquecerem que as retas têm que ser paralelas pra essas regras todas valerem.
E aí, como eu pego esses erros na hora? Bom, quando vejo alguém cometendo esse tipo de erro, eu não dou bronca nem nada. Tento usar o erro como um ponto de partida pra revisar o conceito com todos. Então, chamo a atenção da turma e juntos voltamos a analisar uma situação parecida no quadro. Faço questão de deixar eles falarem primeiro suas ideias e depois vou guiando até chegarmos ao entendimento correto.
Agora, sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas particularidades e é importante adaptar as atividades pra incluir todo mundo. O Matheus, por exemplo, que tem TDAH, precisa de atividades mais dinâmicas e com menos tempo sentado na cadeira. Então, procuro sempre dar uma quebrada na aula tradicional com algumas atividades em pé ou usando jogos que estimulem o movimento dele. A turma toda adora aqueles jogos de cartas de ângulos onde eles precisam encontrar pares correspondentes ou alternos.
Já com a Clara, que tem TEA, procuro ser bem claro nas instruções e sempre uso muito material visual. Às vezes uma imagem vale mais do que mil palavras, especialmente pra ela. E quando posso, levo material concreto tipo peças geométricas que ela pode manipular. Isso ajuda bastante no entendimento dela. Houve um dia em que usamos linhas coloridas pra simular as retas paralelas e transversais no chão da sala. Ela gostou tanto que até pediu pra repetir.
Claro que nem tudo funciona de primeira. Teve uma vez que tentei fazer um jogo de tabuleiro sobre ângulos com a turma toda junto e foi um caos! O Matheus não conseguia se concentrar com todo mundo falando ao mesmo tempo e a Clara acabou ficando perdida nas regras do jogo. Então aprendi bem rápido a importância de manter as coisas simples e claras.
Bom, pessoal, espero que esse papo tenha ajudado vocês a pensar em novas maneiras de trabalhar essa habilidade com os alunos. A gente sabe que cada turma tem seu ritmo e suas peculiaridades, mas o importante é sempre tentar novas abordagens e adaptar conforme necessário. Qualquer coisa tô por aqui pra gente continuar trocando ideias! Abraço!