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EF07MA32Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida de área de figuras planas que podem ser decompostas por quadrados, retângulos e/ou triângulos, utilizando a equivalência entre áreas.

Grandezas e medidasEquivalência de área de figuras planas: cálculo de áreas de figuras que podem ser decompostas por outras, cujas áreas podem ser facilmente determinadas como triângulos e quadriláteros
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA32 da BNCC é um negócio interessante de trabalhar com os meninos do 7º Ano. Basicamente, o que a gente tá tentando aqui é fazer com que eles saibam calcular a área de figuras que não são tão óbvias assim, tipo aquelas que não têm uma fórmula direta como um quadrado ou um retângulo. A ideia é usar o que eles já sabem dessas figuras mais simples e aplicar em coisas mais complicadas, como decompor uma figura esquisita em triângulos, quadrados e retângulos pra conseguir calcular a área total.

Então, por exemplo, se eles pegam uma figura toda torta, eles têm que ser capazes de olhar pra ela e pensar "ah, isso aqui parece um retângulo e dois triângulos", aí somar as áreas desses pedaços pra encontrar a área da figura inteira. Isso tá ligado com o que eles já viram antes no 6º Ano, onde aprenderam a calcular áreas de formas geométricas mais básicas. A diferença agora é pegar esse conhecimento e aplicar em situações novas e menos diretas. É um desafio legal porque faz eles pensarem fora da caixinha e usarem o raciocínio lógico.

Agora, algumas coisas que eu faço na minha sala pra ajudar a galera a pegar essa habilidade:

Uma das atividades que sempre faço é bem mão na massa. Eu dou papel quadriculado pros alunos e peço pra eles criarem uma figura qualquer desenhando ali, mas com a condição de que parte dessa figura seja feita só de retângulos e triângulos. Aí eles têm que calcular a área total da figura deles. Eles trabalham em duplas ou trios pra isso, o que ajuda bastante porque um ajuda o outro a entender onde tá errando. Geralmente isso leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. E é legal ver a reação deles, porque começam meio inseguros, mas quando veem que conseguem juntar as peças e chegar ao resultado certo, ficam super felizes. Da última vez, teve o Pedro que fez uma figura com um design super criativo e quando ele calculou certinho a área, levantou e gritou "Consegui!", foi engraçado e todo mundo deu risada.

Outra coisa que faço é usar figuras geométricas recortadas de papel colorido. Trago vários triângulos, quadrados e retângulos já recortados e distribuídos numa caixa. A atividade é eles montarem figuras novas usando esses pedaços e depois calcularem a área da nova figura formada. Aí eu coloco uns desafios como "Faça uma figura que tenha exatamente 40 cm²" ou "Combine três cores diferentes". Isso geralmente leva uns 30 minutos, e depois fazemos uma roda de discussão pra compartilhar as estratégias usadas. Da última vez, a Júlia montou uma forma bem interessante usando três triângulos azuis e dois retângulos vermelhos e tava super animada mostrando pros colegas como ela fez pra conferir se tava certo.

E tem também um exercício mais desafiador usando plantas baixas simplificadas de casas ou outras construções. Eu levo impressos uns desenhos em folha A4 com medidas representadas em metros. Peço pra eles identificarem os espaços (como quartos ou salas) que poderiam ser divididos em retângulos ou triângulos, calcularem as áreas desses espaços menores, e depois somarem tudo pra achar a área total da planta. Organizo a galera em pequenos grupos pra discutirem entre eles essas estratégias; geralmente esse exercício leva uns 30 ou 40 minutos. Uma vez o Lucas ficou impressionado porque ele percebeu que dá pra ver uma casa de um jeito completamente diferente quando você analisa pedacinho por pedacinho.

Eu acho importante trazer essas situações reais pro ambiente da sala, porque os meninos conseguem ver aplicação prática do que tão aprendendo no dia a dia deles. E olha, quando surge aquela dúvida ou erro no caminho – que sempre rola – eu lembro eles que errar faz parte do processo de aprender. Isso tira aquele peso do erro e deixa eles mais à vontade pra tentar de novo até acertar.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é sobre dar autonomia pros alunos pensarem matematicamente no mundo ao redor deles, usando conceitos conhecidos pra resolver problemas novos. É desafiador? Com certeza! Mas ver aquele momento em que alguém acerta algo complicado vale todo o esforço. E assim vou indo aqui em Goiânia, tentando fazer a matemática ser menos um bicho de sete cabeças e mais um aliado maneiro na vida dos alunos.

E então, como que eu percebo que os meninos tão pegando o jeito sem precisar de prova? É um lance bem de observar mesmo, sabe? Eu costumo circular bastante pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Eu vou de uma mesa pra outra, dou uma olhada no que eles estão rabiscando no caderno. Quando vejo que um aluno tá lá todo concentrado, dividindo a figura em partezinhas menores sem nem pestanejar, eu já penso "ó, esse aqui tá no caminho certo". Um exemplo que me vem à cabeça é da Letícia. Teve um dia que ela tava explicando pro colega do lado como ela tinha dividido uma figura em dois triângulos e um retângulo, e a forma como ela falou, tipo "Ah, é só imaginar que aqui tem uma linha e pronto, fica um triângulo perfeito", me fez ver que ela tava entendendo mesmo o conceito.

Outra coisa é ouvir as conversas entre eles. Às vezes fico só de ouvinte enquanto eles discutem entre si. Tem um grupinho que sempre gosta de debater em voz alta. Teve um dia que o Pedro e o Lucas estavam numa discussão sobre como calcular a área de uma figura em forma de L. O Pedro falou algo do tipo "É só pensar que isso aqui é um retângulo grande menos um quadrado pequeno", e eu pensei "ae, o menino sacou isso direitinho".

Agora, claro, também tem os erros mais comuns. E esses acontecem por vários motivos. O João, por exemplo, vive esquecendo a unidade de medida na resposta final. Aí sai calculando tudo certinho, mas aí termina com um "12" ao invés de "12 cm²". Isso acontece porque eles ficam tão focados em fazer a conta que esquecem de olhar o contexto todo do problema. Quando pego esse erro na hora, já falo logo "João, o que esse número aí tá representando mesmo?", aí ele lembra e corrige.

Outro erro clássico é na hora de somar áreas de triângulos ou retângulos. A Ana uma vez calculou certinho a área dos pedaços menores mas na hora de somar tudo junto fez confusão e acabou somando errado. Isso geralmente acontece porque eles fazem as contas meio correndo ou se distraem fácil. Aí meu papel é fazer eles voltarem lá no começo e refazerem com calma.

E lidar com as necessidades da galera é sempre um desafio também. O Matheus tem TDAH, então ele se distrai muito fácil. Com ele eu tento dar instruções bem claras e curtas, às vezes até uso marcadores coloridos pra ele saber por onde começar cada etapa do exercício. Já percebi que se dou várias instruções ao mesmo tempo não dá certo, então vou devagarinho com ele. Tem dia que funciona super bem e tem dia que ele tá mais agitado e a gente precisa tentar outras estratégias.

A Clara tem TEA e gosta de padrões bem definidos. Pra ela eu faço fichas com passo a passo bem visuais. Tipo assim, desenhar os triângulos com cores diferentes e setinhas mostrando onde calcular cada coisa. Ela responde muito bem a isso porque ajuda na organização do pensamento dela. Mas também precisa ter cuidado pra não deixar ela presa demais nas fichas e dar espaço pra explorar outras formas quando ela estiver mais segura.

No geral, o importante é ter paciência e entender que cada aluno vai no seu tempo mesmo. Não adianta querer forçar tudo no mesmo ritmo pra todos porque aí você perde o aluno no meio do caminho.

Bom, gente, acho que é isso! Trocar essas experiências sempre traz novas ideias e soluções diferentes pros desafios da sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como lida com isso tudo aí na turma de vocês, tô aqui pra ouvir também!

Valeu demais por ler até aqui! Abraços!

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