Voltar para Matemática Ano
EF07MA34Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar e realizar experimentos aleatórios ou simulações que envolvem cálculo de probabilidades ou estimativas por meio de frequência de ocorrências.

Probabilidade e estatísticaExperimentos aleatórios: espaço amostral e estimativa de probabilidade por meio de frequência de ocorrências
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA34 da BNCC é bem interessante e até divertida de trabalhar com a galera do 7º ano. A ideia principal é fazer os meninos entenderem e praticarem como a probabilidade funciona na prática, não só na teoria. Imagina que a gente quer que eles consigam planejar e realizar experimentos que envolvem esse lance de calcular probabilidades. Isso significa que eles têm que saber pensar em eventos aleatórios, tipo jogar um dado ou uma moeda, e aí entender como essas coisas se repetem e o que dá pra esperar delas. E, claro, a gente quer que eles consigam fazer essas estimativas baseadas nas frequências dos resultados que aparecem.

Os alunos já vêm com uma noção básica de frações e porcentagens da série anterior, que ajuda bastante. Eles sabem dividir uma coisa em partes iguais e já têm uma ideia do que é mais provável de acontecer em algumas situações simples. Tipo, eles conseguem entender que, se eu jogo uma moeda, tem 50% de chance de dar cara ou coroa. O desafio é fazer com que eles levem isso pra situações um pouco mais complexas e também criar esse hábito de observar o que acontece quando repetem um experimento várias vezes.

Bom, agora vou contar das três atividades que costumo fazer com a turma pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é a famosa "Roleta das Cores". Eu faço isso usando um papelão velho onde desenho uma roda dividida em quatro partes iguais, cada uma com uma cor diferente: vermelho, azul, verde e amarelo. O material é super simples: um clip como ponteiro da roleta e uma tachinha pra prender o clip no centro da roda. Os meninos adoram essa parte porque é quase como um jogo. Eu divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e cada grupo faz uns cinquenta giros na roleta, anotando quantas vezes deu cada cor. Aí eles têm que calcular a frequência de cada cor e estimar a probabilidade de cair em cada uma na próxima rodada.

Na última vez que fizemos isso, a Luísa achou engraçado porque o grupo dela conseguiu sete verdes seguidos, o que deixou todo mundo animado tentando entender como isso aconteceu. Leva mais ou menos uns 50 minutos pra todo mundo terminar a atividade e discutir os resultados.

A segunda atividade é o "Experimento dos Dados". Aqui a gente só usa dados comuns, daqueles de seis lados mesmo. Cada grupo fica com dois dados e eles têm que jogar os dados juntos cinquenta vezes também, anotando as somas dos dois resultados a cada jogada. A ideia é eles perceberem quais somas saem mais frequentemente (como o 7) e quais são mais raras (tipo o 2 ou o 12). Eles ficam surpresos quando veem como algumas somas aparecem muito mais do que outras.

Teve uma vez que o Pedro não acreditava de jeito nenhum que era mais fácil sair 7 do que qualquer outro número. Ele até pediu pra mim fazer junto com ele mais alguns lançamentos e ver se dava certo no final. Quando ele viu que realmente funcionava assim na prática, deu um sorrisão. Essa atividade geralmente ocupa uns 40 minutos da aula.

A terceira atividade é o "Lança Moeda". Aqui não tem segredo: papel e uma moeda por aluno já são suficientes. Cada um deve lançar a moeda cem vezes — sim, cem! — anotando quantas vezes deu cara e quantas deu coroa. No começo, os meninos acham chatinho lançar tantas vezes, mas à medida que vão anotando os resultados e comparando com os colegas começamos umas discussões boas sobre variação e médias.

A última vez me lembro do Gustavo dizer "nossa professor, mas meu deu muito mais cara do que coroa", aí eu expliquei sobre como mesmo sendo próximo de 50% pode ter variação quando repetimos em quantidades menores. No geral, essa atividade leva quase toda a aula porque são muitos lançamentos e depois ainda fazemos um fechamento com todo mundo junto pra discutir os resultados gerais.

Essas atividades tornam a probabilidade algo palpável pra galera e ajuda muito quando eles conseguem ver na prática o quanto as coisas se encaixam com as teorias apresentadas nos livros. Eles passam a entender melhor números como porcentagens e frações no contexto de eventos aleatórios, além de desenvolverem habilidades importantes como organização, registro de dados e cooperação durante as atividades em grupo.

No fim das contas, acho importante sempre deixar um espaço pra discussão após as atividades porque é ali que as dúvidas mais interessantes surgem e os conceitos acabam se fixando melhor neles. Essa habilidade realmente prepara bem os meninos não só pras provas mas também pra olhar pro mundo com um pouco mais de curiosidade matemática.

E aí? Como cês trabalham isso por aí?

E como é que eu percebo que os meninos realmente aprenderam isso sem necessariamente aplicar uma prova formal? Bom, é no dia a dia mesmo, sabe? Quando eu tô circulando pela sala, observando a galera trabalhando em grupo, é ali que eu pego os sinais de que eles entenderam. Aí, às vezes, eu ouço o Pedro explicando pro João que a chance de tirar um número par num dado é maior só porque ele viu mais vezes sair um número par no experimento deles. Lá vou eu dar aquele toque: "Olha, Pedro, vamos pensar de novo na quantidade de números pares e ímpares no dado." Esse tipo de conversa me mostra que ele tá no caminho certo, mas precisa ajustar o raciocínio.

Uma vez, durante uma atividade prática com moedas, a Ana tava tentando explicar pra Letícia por que a probabilidade de dar cara ou coroa é sempre 50%. A Letícia não tava muito convencida porque na última rodada saiu cara cinco vezes seguidas. Aí quando a Ana começou a usar o exemplo do dado e a somar os resultados dos experimentos anteriores pra mostrar que, no geral, ainda era 50%, eu pensei: "Ah, essa entendeu mesmo!". Ela conseguiu trazer o conceito de média e aplicar ali na hora.

Agora, os erros mais comuns... Olha, um dos erros clássicos é confundir eventos dependentes e independentes. O Lucas direto acha que porque ele tirou um 6 no dado na primeira jogada, isso vai influenciar na próxima jogada. Ele começa a achar que tem algum tipo de padrão ali. Quando eu percebo isso, paro ali mesmo e faço a galera pensar sobre cada jogada ser um evento novo. A gente refaz o experimento umas duas ou três vezes até eles sacarem que um resultado não interfere no outro.

Teve uma vez que o Felipe tava fazendo contas erradas porque ele trocou soma por multiplicação quando era pra calcular a probabilidade conjunta de dois eventos. Ele tava calculando como se fosse duas probabilidades separadas e somando elas em vez de multiplicar. Aí eu parei tudo e fiz uma pausa estratégica: "Gente, vamos rever essa parte aqui!" A gente desenhou num papelão grande como é que as probabilidades se combinam e depois disso parece que clareou.

Aí tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele eu preciso ser mais dinâmico nas atividades. Eu percebi logo de cara que ele gosta de coisas mais manuais e visuais. Então eu trago materiais diferentes como dados grandes coloridos e fichas pra ele manipular durante as atividades. Outra coisa que funciona é dividir o tempo em blocos menores e dar pausas estratégicas. Se for uma atividade longa demais, o Matheus perde o foco fácil. Com ele tenho que tá sempre por perto, mas sem parecer que tô policiando, sempre dou uma liberdade pra ele explorar do jeito dele.

E a Clara, que tem TEA... Olha, com ela aprendi que comunicação é tudo! Preciso ser bem claro nos comandos e evitar muitas mudanças bruscas na rotina. Uma coisa bacana que tem funcionado são as cartolinas com passos das atividades coladas nas paredes da sala pra ela ir acompanhando visualmente. Ah, e durante as explicações orais eu gosto de usar figuras e desenhos no quadro. Isso ajuda muito ela a se situar no conteúdo.

Lembro uma vez que tentei fazer uma competição em grupo pra motivar todo mundo e não deu certo nem pro Matheus nem pra Clara. Ele ficou agitado demais com o movimento todo e ela ficou confusa com tantos comandos ao mesmo tempo. Então deixei atividades individuais adaptadas pra eles enquanto rolava a competição com o restante da turma.

É isso aí galera, cada dia é um aprendizado também pra mim, né? Cada aluno tem seu jeitinho de aprender e cabe a gente ir ajustando as velas conforme sopra o vento! Qualquer dica também tô por aqui pra ouvir! Vamos continuar trocando essas experiências valiosas porque assim todo mundo cresce junto.

Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF07MA34 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.