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EF08MA02Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas usando a relação entre potenciação e radiciação, para representar uma raiz como potência de expoente fracionário.

NúmerosPotenciação e radiciação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, vamos falar um pouco sobre essa habilidade EF08MA02 da BNCC, que é resolver e elaborar problemas usando a relação entre potenciação e radiciação. Parece meio complicado, né? Mas na prática, é bem interessante. O lance é a galera conseguir entender que uma raiz também pode ser escrita como uma potência com expoente fracionário. Por exemplo, a raiz quadrada de 9 pode ser pensada como 9 elevado a 1/2. É mais ou menos assim: você tá pegando um número e vendo como ele se comporta quando você mexe nele com potências e raízes, que são como irmãos de conceitos.

Pra chegar nisso, a turma já vem trabalhando com potenciação desde o ano passado. Eles já sabem que potência é tipo multiplicar um número por ele mesmo várias vezes. Aí a gente pega essa ideia e avança um pouco mais, mostrando que dá pra fazer potenciação ao contrário, que é a radiciação. Então, quando eles veem uma potência com um expoente fracionário, é um jeito novo de olhar pras raízes que eles já conhecem.

Agora, vou contar umas atividades que eu faço com os meninos do 8º ano pra trabalhar isso aí.

A primeira atividade que eu faço é meio tradicional mas funciona bem: uso papel e caneta mesmo. Divido a turma em duplas porque acho que assim rola uma troca de ideias legal entre eles. Eu dou uns probleminhas simples de potência e radiciação pra eles resolverem juntos, tipo: "Quanto é 27 elevado a 1/3?". Aí eles têm que entender que isso é a raiz cúbica de 27. Cada dupla tem uns 15 minutos pra resolver os problemas e depois a gente discute as respostas. Na última vez que fiz isso, o João ficou todo animado quando percebeu que já sabia calcular essas coisas de cabeça sem errar. Ele até ajudou o colega dele, o Bruno, que tava meio perdido no começo.

A segunda atividade é mais prática e envolve um material diferente: calculadoras científicas. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e peço pra cada grupo escolher alguns números pra calcular as raízes e potências fracionárias. Eles ficam uns 20 minutos nessa atividade. É interessante ver como eles reagem quando percebem que uma calculadora pode facilitar muito as coisas mas também pode confundir se você não souber o que tá fazendo! Da última vez que fiz essa atividade, a Ana ficou toda empolgada porque achou uma maneira rápida de checar os resultados das contas dela com a calculadora e ensinou isso pros colegas do grupo dela.

A terceira atividade é um pouco mais criativa: usar cartolina e canetinhas coloridas para fazer cartazes explicativos sobre o assunto. Cada grupo escolhe um problema ou conceito pra explicar visualmente, tipo uma raiz sendo uma potência fracionária, e depois apresenta isso pro resto da turma. Dou uns 30 minutos pra eles fazerem os cartazes e mais uns 5 minutos pra cada grupo apresentar. Quando fiz isso pela última vez, o grupo do Pedro fez um cartaz super colorido mostrando como a raiz quadrada de qualquer coisa pode ser vista como aquela coisa elevada a 1/2. Eles usaram desenhos e cores diferentes pra deixar tudo bem didático e a turma toda entendeu direitinho.

No fim das contas, o importante é deixar os meninos confortáveis com esses conceitos novos mas mostrar que eles não são tão diferentes assim do que já aprenderam antes. E claro, sempre dar espaço pra troca de ideias entre eles porque muitas vezes eles aprendem mais explicando uns pros outros do que só ouvindo eu falar. Enfim, acho que trabalhar dessa forma ajuda bastante e dá pra ver o progresso deles ao longo do tempo.

E aí, pessoal? Como vocês têm trabalhado essas habilidades com os alunos? Alguma ideia nova pra compartilhar? Valeu!

Pra chegar nisso, a turma se envolve em várias atividades práticas. Tipo, a gente faz jogos e desafios que envolvem essas operações de uma maneira que eles nem percebem que estão trabalhando com matemática mais avançada. Mas aí você me pergunta: “Como é que você sabe se eles realmente aprenderam, sem fazer uma prova formal?”

Bom, no dia a dia, andando pela sala, eu vou sacando umas coisas. Quando eu tô circulando e vejo os meninos discutindo entre si um problema ou explicando um pro outro como chegaram numa resposta, isso já é um baita sinal. Por exemplo, uma vez vi o Pedro explicando pra Gabriela que a raiz quadrada de 16 é 4 porque 4 vezes 4 dá 16, mas aí ele foi além e explicou que isso também era como dizer que 16 elevado a 1/2 é igual a 4. Quando vejo esse tipo de conversa, penso: “Ah, o Pedro pegou a ideia!”

Outro momento clássico é quando eles me chamam pra perguntar se chegaram na resposta certa por um caminho diferente do que eu ensinei. Sabe quando o João me chamou e disse: “Professor, eu fiz desse jeito, mas deu certo?” Aí ele mostra um jeitão todo particular de resolver a questão. Isso mostra criatividade e compreensão do conceito.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros acontecem, e muito! Um erro comum é quando os alunos confundem as operações de potência com as de multiplicação simples. Tipo a Isabela, que achava que 3² era igual a 6 porque somava os dois números ao invés de multiplicar 3 por 3. Esse erro é bem normal porque é instintivo pensar que o número dois ali no expoente significa multiplicar pelo número ao lado. Quando noto isso, eu paro na hora e volto ao básico: desenho na lousa ou pego objetos pra mostrar que potenciação é repetição da multiplicação do mesmo número.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso estar atento pra ele não ficar perdido. Ele tem energia de sobra e precisa de atividade que mantenha a atenção dele sem se tornar frustrante. Costumo dividir as tarefas em partes menores e dou feedbacks rápidos dizendo: “Olha, Matheus, tenta só essa parte agora.” E conforme ele termina cada parte, dou reforço positivo pra manter ele motivado.

Já com a Clara, que tá no espectro do autismo (TEA), às vezes ela precisa de um pouco mais de estrutura. Ela responde bem a atividades com padrões claros e previsíveis. Então eu faço questão de ter um cronograma visível e sempre seguir a mesma ordem nas aulas pra ela saber o que esperar. Além disso, atividades visuais funcionam bem pra ela. Eu uso muitos cartões coloridos pra associar as potências e raízes, porque visualmente faz mais sentido pra Clara.

Nem sempre acerto de primeira com eles. Teve uma vez que planejei um jogo em grupo achando que ia dar super certo pro Matheus gastar energia, mas acabou sendo muito caótico e ele não conseguia se concentrar com todo mundo falando ao mesmo tempo. Depois disso comecei a usar jogos individuais ou em duplas com ele. E com a Clara também já aconteceu de ela ficar ansiosa quando algo não saiu como planejado na aula — desde então tento ser o mais previsível possível.

E assim vou tentando achar o melhor jeito de ensinar essa galera toda. Cada aula é um laboratório e todo dia aprendo algo novo com eles sobre como ensinar melhor. É isso aí, pessoal! Dá trabalho mas quando rola aquela faísca de aprendizado nos olhos deles, vale tudo.

Bom, já falei demais por hoje. Vou ficando por aqui. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre esses desafios todos aí com os meninos em sala de aula, tô super aberto pra ouvir! Abraço!

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