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EF08MA15Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz, bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares.

GeometriaConstruções geométricas: ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08MA15 é uma daquelas que parece complicada à primeira vista, mas quando você descomplica, fica bem mais tranquila de entender. Basicamente, o que a BNCC tá pedindo é que os alunos aprendam a construir algumas coisas básicas em geometria: mediatriz, bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30°, e também alguns polígonos regulares. Isso quer dizer que os meninos precisam entender como fazer essas construções usando régua, compasso ou até mesmo programas de computador.

Na prática, a ideia é que a turma do 8º ano consiga pegar uma folha em branco e, usando as ferramentas certas, desenhar direitinho essas formas e ângulos. Tipo assim, se você pedir pra eles desenharem um triângulo equilátero ou um quadrado perfeito, eles têm que saber fazer sem se perder no meio do caminho. E isso se conecta com o que eles já viram em anos anteriores, né? Lá no 7º ano, por exemplo, eles começaram a brincar com as ideias de simetria e ângulos, então aqui a gente tá meio que ampliando o que eles já sabem, levando pra um nível mais prático.

Agora, deixa eu contar como eu faço essa magia acontecer na sala de aula. Bom, uma das atividades que eu curto bastante é a construção de ângulos usando régua e compasso. É bacana porque os meninos colocam a mão na massa de verdade. Eu peço pra eles trazerem régua e compasso de casa ou uso os materiais que temos na escola mesmo. Aí divido a galera em duplas ou trios, depende do tamanho da turma naquele dia. Dura uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Eles ficam super envolvidos, porque é meio mágico ver como dá pra criar todas aquelas formas só com dois instrumentos simples. Da última vez que fizemos isso, o João tava com uma dificuldade danada pra acertar o ângulo de 60°. Aí a Maria — que tem uma paciência de santa — começou a ajudar ele e explicou com toda calma. No final, o João conseguiu e ficou super orgulhoso do resultado.

Outra atividade legal que fazemos é usar softwares de geometria dinâmica. A escola tem alguns computadores velhos, mas que quebram o galho pra isso. A gente usa um programa chamado GeoGebra — não sei se vocês conhecem, mas ele é ótimo pra esse tipo de coisa. Eu levo a turma pro laboratório de informática e deixo eles explorarem as ferramentas do programa por uns 30 minutos. Aí peço pra cada um criar um polígono regular diferente e depois apresentar pros colegas. O legal disso é que eles ficam super empolgados porque parece um joguinho. O problema é que às vezes o sistema trava — da última vez o computador do Pedro deu pau e ele quase teve um ataque (risos), mas depois conseguiu terminar usando o da Ana.

E tem também uma atividade mais lúdica que eu faço pra fixar os conceitos: construções geométricas com barbante e giz no pátio da escola. Essa é uma das favoritas da galera! Eu dou um pedaço de barbante pra cada grupo e um giz e peço pra eles desenharem figuras geométricas no chão do pátio. Eles têm que trabalhar juntos pra medir direitinho as distâncias e ângulos usando só o barbante como medida padrão. Essa atividade leva umas duas aulas porque envolve bastante discussão e tentativa e erro entre eles. Uma vez, o Lucas puxou tanto o barbante que acabou quebrando (risos). Mas aí ele riu junto com os colegas e começou de novo com mais cuidado.

O importante dessas atividades é ver como os meninos interagem entre si e com o conteúdo de forma prática. Eles deixam de ser meros expectadores dos conceitos matemáticos e passam a ser construtores ativos do próprio conhecimento. Acho incrível quando vejo os olhos deles brilhando ao realizar algo que antes parecia impossível ou extremamente complexo.

É isso aí pessoal! Se vocês têm outras ideias ou sugestões de atividades, compartilhem também! Sempre bom aprender uns com os outros nessa nossa jornada de ensinar matemática de forma divertida e significativa pros meninos. Abraços!

E aí, pessoal! Vamos continuar essa prosa sobre a habilidade EF08MA15. Olha, entender que os alunos realmente pegaram o jeito de construir mediatriz, bissetriz e aqueles ângulos todos sem precisar de uma prova formal é um desafio, mas dá pra perceber no dia a dia, sim. Quando eu tô circulando pela sala, vejo como eles lidam com as ferramentas. Tipo assim, quando a Luana tá lá toda concentrada com o compasso e de repente solta um "Caraca, foi!" é um sinal que ela acertou a mão. Ela fica tão empolgada e mostra pros amigos do lado, aí você percebe que ela entendeu mesmo. É diferente de quando ela só copia do quadro, sabe?

Outra coisa que eu vejo bastante é nas conversas entre eles. Às vezes tô ali de bobeira, ouvindo eles discutirem entre si. Aí o João vira pro Pedro e fala "Não, cara, você tem que abrir o compasso assim primeiro e depois traçar o arco". Quando um aluno consegue explicar pro outro, com suas próprias palavras, eu sei que ele internalizou o conceito. E tem também na hora de resolver problemas ou desafios que eu lanço. Quando um aluno pega um exercício sem perguntar nada e só vai resolvendo, você sente que ele tá seguro.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses são inevitáveis e fazem parte do aprendizado. A Ana, por exemplo, sempre começa medindo o ângulo errado porque ela confunde a leitura do transferidor. E isso é super comum! Eles olham o lado errado do transferidor e aí já viu. Mas é bom porque dá margem pra conversar sobre a importância da precisão. Quando pego esse erro na hora, eu paro tudo e digo: "Ana, vamos aqui rapidinho ver como a gente posiciona certinho?" A gente repassa juntos e tento mostrar que errar faz parte do processo.

Outro erro clássico é do Felipe. Ele sempre traça a mediatriz começando por medir algo aleatório na régua e não pelas marcações do compasso. Quando ele faz isso e eu vejo no ato, aproveito pra sentar do lado dele e brincar: "Felipe, bora fazer amizade com o compasso de novo?" Aí mostro como as medidas são importantes pra precisão da tarefa.

Agora falando de inclusão na sala de aula, tem o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Com o Matheus, mudar algumas abordagens foi essencial. Tipo assim, eu comecei a usar timers visuais pra ajudar ele a ter noção do tempo durante uma atividade. Então quando peço pra turma construir um ângulo em 10 minutos, coloco um cronômetro visível pra todo mundo. Pra ele ajuda muito saber quanto tempo ainda falta.

Com a Clara que tem TEA, materiais visuais funcionam muito bem. Desenhos passo a passo dos movimentos do compasso ou o uso de vídeos tutoriais ajudam bastante. Uma vez tentei usar um aplicativo no tablet que simulava a construção geométrica. Pra ela não funcionou tão bem porque tinha muita informação na tela ao mesmo tempo. Vi que menos é mais no caso dela.

Pra ambos tento adaptar as atividades pra serem mais curtas ou divididas em partes menores. A Clara gosta quando pode repetir a mesma tarefa várias vezes até sentir que dominou aquilo. Já com o Matheus, às vezes deixo ele fazer pausas curtas quando percebo que ele tá perdendo o foco.

E é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com essas histórias e dicas práticas do dia a dia na sala de aula. Se tiverem mais perguntas ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô por aqui! Um abraço!

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