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EF08MA19Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas, utilizando expressões de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como determinar medida de terrenos.

Grandezas e medidasÁrea de figuras planas Área do círculo e comprimento de sua circunferência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF08MA19 da BNCC, o que a gente tá querendo mesmo é que os alunos consigam lidar com problemas do dia a dia que envolvem calcular áreas, sabe? Algo prático, tipo, se a gente vai cercar um terreno ou colocar um piso em casa, precisamos saber o tamanho da área. E no 8º ano, os meninos já têm uma noção básica disso porque lá no 7º eles começam a mexer com figuras geométricas e calcular áreas de quadrados e retângulos. Agora é hora de avançar um pouco e incluir triângulos, círculos e outros quadriláteros mais complexos.

Na prática, a habilidade envolve fazer os alunos entenderem como usar as fórmulas pra calcular a área dessas figuras geométricas. Parece meio teórico, mas quando a gente traz pro mundo real, fica mais claro. Então, por exemplo, se eu der pra eles um problema dizendo que o Joãozinho quer colocar grama num terreno que tem formato triangular, eles precisam saber usar a fórmula certa pro triângulo. A ideia é que eles saiam sabendo resolver isso sozinhos e consigam até criar situações problema usando essas ideias.

Bom, então deixa eu contar umas atividades que eu faço aqui com minha turma do 8º ano pra trabalhar essa habilidade. Primeiro de tudo, gosto de usar materiais simples. Nada de complicar com coisa cara ou difícil de achar. Na primeira atividade, por exemplo, gosto de usar papel quadriculado. Eu divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uma folha pra cada grupo. Aí eles escolhem uma figura geométrica pra desenhar e calcular a área usando os quadradinhos como referência. Isso leva uns 40 minutos mais ou menos.

A reação dos alunos varia bastante. Alguns pegam rapidinho, mas tem sempre aquele que acha meio chato no começo, tipo o Lucas da minha turma — ele olhou assim meio desconfiado pro papel quadriculado na última vez que fizemos essa atividade. Mas quando ele começou a desenhar e viu que dava pra ser criativo nos desenhos, acabou curtindo. É legal ver que depois da atividade eles comentam entre si sobre as estratégias.

Outra atividade que faço é levar os meninos pro pátio da escola. Lá tem uns espaços retangulares e triangulares marcados no chão, sabe? Aí a ideia é eles medirem com fita métrica mesmo e calcularem as áreas desses espaços. Dessa vez, organizo em duplas e dou uns 30 minutos pra eles fazerem isso. É bem prática essa atividade e ajuda quem aprende melhor fazendo do que olhando pro quadro.

Uma história engraçada foi da Amanda e do Pedro na última vez que fizemos isso. Eles estavam medindo o espaço triangular e começaram a discutir sobre qual era o lado certo pra medir primeiro. Acabaram rindo da própria confusão e entenderam juntos como era importante seguir os passos direitinho. No final, ainda fizeram piada dizendo que um dia vão medir o Maracanã.

E aí tem uma atividade mais avançada que faço depois das duas primeiras: criar problemas reais pra resolver em casa ou na comunidade deles. Peço pra pensarem em situações do bairro onde seria útil calcular área — tipo ver quanto custaria cercar o terreno baldio ao lado de casa ou calcular quantas lajotas seriam necessárias pra varanda da avó.

Os meninos trazem cada situação mais interessante... Lembro do Carlos que trouxe um problema sobre a garagem do pai dele. O pai queria reformar e ele queria ajudar calculando quanto cimento precisaria. O legal dessa atividade é que envolve também buscar informações fora da escola e aplicar o que aprenderam na prática.

O material aqui é só papel e caneta pra anotar as ideias. Damos uma aula pra discutir esses problemas criados em grupos de novo pra apresentar as soluções pros colegas em cerca de 50 minutos no total.

Enfim, trabalhar essa habilidade é uma grande oportunidade de conectar a matemática com o cotidiano deles. É claro que tem algumas dificuldades no caminho — sempre tem um ou outro que torce o nariz no começo — mas quando percebem como isso pode ser útil na vida real, acabam se interessando mais.

É isso aí pessoal! Às vezes dá trabalho pensar em atividades práticas assim, mas vale muito a pena quando vejo os meninos engajados e entendendo melhor esses conceitos importantes. Abraços!

Ah, então, continuando sobre a habilidade EF08MA19, na prática, pra saber se os meninos aprenderam mesmo, eu não fico só confiando em prova, não. Claro que as avaliações têm seu papel, mas a gente percebe muito mais quando tá ali no dia a dia, conversando e observando. Tipo assim, eu tô sempre circulando pela sala, vendo como eles estão resolvendo as atividades, e é nesse momento que aparecem os insights de verdade.

Às vezes, quando passo perto de uma mesa e escuto dois alunos discutindo sobre como calcular a área de um triângulo, dá pra perceber quem tá sacando qual é a ideia. Teve um dia desses que eu tava passando por uma dupla e ouvi o João explicando pro Pedro que "é só multiplicar a base pela altura e dividir por dois". Aí eu pensei: "Olha aí, o João já pegou o jeito!". E isso sem precisar de uma prova formal.

Outra coisa que me ajuda é quando um aluno explica pro outro. Se o cara consegue ensinar, então ele aprendeu de verdade. A Luana outro dia tava ensinando a Ana sobre como encontrar a área de um círculo. Ela desenhou um círculo no caderno da Ana e disse: "Pensa assim, é como se a gente tivesse cortando em fatias iguais, aí calcula o raio e usa pi vezes o raio ao quadrado". E eu ali só ouvindo e pensando: "Essa entendeu mesmo".

Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que aparecem direto. Tipo o Marcos, que sempre confunde a fórmula de área do triângulo com a do retângulo. Toda vez ele esquece de dividir por dois. Na última atividade que fizemos, ele ficou com aquele olhar perdido até que cheguei do lado dele e perguntei como ele tava pensando o problema. Aí ele me disse: "Professor, eu multipliquei aqui mas não deu igual". Foi só lembrar ele da divisão por dois que ele acertou o resto.

Esses erros acontecem muito porque às vezes os alunos estão tão acostumados com um tipo de cálculo que acabam aplicando as regras erradas sem perceber. Aí o meu papel é ajudar eles a se darem conta disso antes que vire um hábito ruim. Quando pego esse tipo de erro na hora, eu não só aponto onde tá o erro mas também faço eles pensarem no porquê isso acontece. Pergunto coisas do tipo: "Você sabe por que a gente divide por dois no triângulo?" Isso faz eles raciocinarem além do automático.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um tem seu jeitinho especial e precisa de atenção diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Faço com ele uma coisa meio gamificada, tipo transformar uma atividade de cálculo de área num jogo onde ele vai avançando etapas conforme acerta os cálculos. E ele adora participar de atividades em grupo porque o movimento ajuda ele a se concentrar melhor.

Já a Clara, que tem TEA, gosta mais de rotina e previsibilidade. Então dou pra ela materiais visuais bem organizados. Monto cartelas coloridas com as fórmulas principais e exemplos passo a passo pra ela seguir. Também deixo ela usar um aplicativo no tablet com atividades interativas que ela curte muito.

O tempo é outra coisa importante pra os dois. Pro Matheus, dou pausas regulares pra ele respirar e não ficar ansioso ou disperso demais. Pra Clara, eu planejo atividades com começo, meio e fim claros pra ela entender direitinho o processo todo.

Ah, mas nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que tentei usar um jogo competitivo na sala e vi que isso não foi legal nem pro Matheus nem pra Clara porque ficaram nervosos com a pressão do tempo e competição. Então acabei mudando pra algo mais colaborativo em vez de competitivo.

Bom, acho que é isso por hoje, pessoal! Espero ter ajudado aí quem tá na mesma caminhada com essa habilidade da BNCC no 8º ano. Qualquer dúvida ou sugestão também tô por aqui! A gente se fala mais depois!

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