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EF08MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do volume de recipiente cujo formato é o de um bloco retangular.

Grandezas e medidasVolume de bloco retangular Medidas de capacidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi galera, tudo bem? Hoje vou falar como trabalho a habilidade EF08MA21 com a turma do 8º ano. Essa habilidade envolve resolver e elaborar problemas relacionados ao cálculo do volume de recipientes no formato de bloco retangular. Na prática, o aluno precisa conseguir calcular o espaço que um objeto ocupa, tipo uma caixa ou um aquário, usando comprimento, largura e altura. O aluno tem que saber multiplicar essas medidas e entender que o resultado será o volume em unidades cúbicas. A turma do 7º ano já teve contato com área e perímetro, então eles vêm com um entendimento de medir superfícies planas, mas agora a gente passa pra algo tridimensional.

Uma das atividades que faço é usar caixas de papelão, tipo aquelas de sapato ou até de presente. Eu sempre peço pros alunos trazerem de casa, mas também junto algumas pra garantir que todo mundo tenha. Primeiro, a gente mede as dimensões da caixa: comprimento, largura e altura. Aí é só multiplicar esses valores pra achar o volume. Divido a turma em duplas pra essa atividade porque acredito que a troca de ideias ajuda no entendimento. Normalmente levo umas duas aulas pra completar tudo porque deixo eles se ajudarem e questionarem. Na última vez que fiz isso, o João errou as contas e o Pedro, que tava em dupla com ele, começou a rir, mas depois perceberam juntos onde tava o erro e corrigiram.

Outra atividade legal é usar blocos de montar tipo LEGO. Pegamos uma base e construímos uma estrutura de blocos retangulares. A ideia é eles visualizarem como os cubinhos se empilham pra formar um volume maior. Pra essa atividade, deixo os alunos em grupos de quatro ou cinco porque aí eles constroem coisas mais complexas e conseguem ver como se somam os volumes das partes individuais. Geralmente leva uma aula inteira pra eles terminarem de construir e calcular o volume da estrutura. Na última vez que fizemos isso, a Ana e o Lucas estavam super empolgados tentando fazer uma torre mais alta que a dos outros grupos. Acabaram percebendo que mesmo não sendo a mais alta, eles tinham colocado mais blocos na base, o que aumentou o volume total.

Uma terceira atividade envolve usar água e garrafas PET cortadas ao meio. Primeiro, coloco um pouco de areia ou pedrinhas no fundo das garrafas pra não balançarem tanto. Aí eles têm que medir o volume das garrafas usando uma régua. Depois enchem de água até a borda e usam copos medidores pra ver quanto deu em litros ou mililitros. Daí comparam se o cálculo teórico bate com a prática. Deixo os alunos em grupos de três porque é mais fácil controlar a bagunça da água assim! Geralmente essa atividade leva uma aula também e é sempre divertido porque rola uma competição saudável pra ver quem chega mais perto do valor certo. Da última vez, a Mariana jogou água sem querer no chão e foi aquele alvoroço, mas ela mesma começou a rir da própria atrapalhada.

Essas atividades ajudam muito na compreensão do conceito de volume porque tiram da abstração do papel e trazem pro concreto do dia-a-dia deles. Vejo que quando trabalho assim, os meninos ficam mais interessados e conseguem aplicar melhor nas provas depois. E olha, sempre tem aquele aluno quietinho que se destaca nessas horas práticas! Espero ter ajudado vocês com essas ideias! Qualquer dúvida ou sugestão nova, só falar! Abraços!

Olha, perceber quando o aluno aprendeu a habilidade EF08MA21 sem aplicar prova formal é meio que um "feeling" que a gente desenvolve, sabe? É aquele momento em que você tá circulando pela sala e vê a Júlia explicando pro Marcos que o volume é meio que "encher o aquário de cubinhos". Ela não disse isso desse jeito, mas deu pra ver que ela pegou a lógica do volume como algo tridimensional. Quando eles começam a usar as mãos pra mostrar comprimento, largura e altura, mesmo sem perceberem, aí você sente que eles internalizaram o conceito.

E tem aqueles momentos de ouro, tipo quando o Pedro tá lá no fundo e levanta a mão pra perguntar se ele pode usar o mesmo cálculo pra ver quantos cubinhos cabem numa caixa de brinquedos. Ele associou o conteúdo à vida real, e isso é sinal de que ele já entendeu mais do que a fórmula. Outro exemplo foi quando escutei a Ana comentando com a Laura que se o aquário fosse virado de lado o volume não mudaria. Era uma conversa aparentemente boba, mas mostrava que elas entenderam que volume independe da orientação do objeto.

Claro que nem tudo são flores, né? Os meninos erram bastante também. Um erro comum é o pessoal confundir área com volume. Tipo, já vi a Sofia calculando só comprimento vezes altura e esquecendo da largura. Ela me disse que pensou estar calculando volume. Isso acontece porque eles ainda estão acostumados com o plano bidimensional das aulas anteriores. Eu sempre mostro um cubo de madeira que levo pra sala, e peço pra eles separarem em cubinhos menores enquanto discutimos. Assim eles visualizam melhor.

Outro erro frequente é confundir as unidades. Por exemplo, o Thiago calculou direitinho mas escreveu resultado em metros em vez de metros cúbicos. Pra ele, é só um detalhe, mas eu explico com exemplos do dia a dia: "Imagina você medir água pela área da piscina e não pelo volume!" Aí cai a ficha.

Quando eu encontro esses erros na hora, costumo parar tudo e fazer um mini debate com a turma. Pergunto: "Alguém já passou por isso?" ou "Como vocês acham que podemos resolver isso?". Isso ajuda porque eles mesmos levantam os problemas e soluções, e muita gente aprende melhor assim.

Sobre alunos com necessidades especiais na turma como o Matheus e a Clara, bom, aí tem uns desafios extras mas também umas boas surpresas. O Matheus tem TDAH, então eu tento deixar as atividades mais dinâmicas pra ele. Tipo jogos de tabuleiro onde ele precisa calcular volume pra "andar" pelo jogo. Deixo ele levantar e ir até a lousa às vezes porque ajuda a manter o foco dele. O que definitivamente não funciona é deixar ele sentado por muito tempo com atividade apenas escrita. Aí ele se perde fácil.

Já com a Clara, que tem TEA, eu noto que ela precisa de uma rotina bem clara e previsível. Então antes de começar qualquer atividade nova sobre volume, eu mostro exatamente o passo-a-passo do que vamos fazer. E ela se dá super bem com materiais visuais. Tô sempre com cubos coloridos que ela pode montar e desmontar. Da primeira vez não adiantou muito porque ela ficou ansiosa com a quantidade de cubos soltos na mesa. Aprendi que preciso oferecer desafios progressivos pra ela.

Com os dois, manter um canal aberto com os pais ajuda demais também. Eles me dão dicas do que funciona em casa e eu tento adaptar aqui na escola.

Bom, pessoal, é isso por hoje! Espero ter ajudado com minhas experiências e ideias sobre como trabalhar essa habilidade matemática e lidar com nossa turma diversa. E vocês, como têm trabalhado por aí? Abraço!

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