Parecer descritivo de aluno com dificuldade de aprendizagem

Guia de escrita + 5 modelos prontos para adaptar

EP
Equipe Pedagógica Profez
Atualizado em julho de 2026Usado por 12.000+ professores

É o parecer mais difícil de escrever: precisa ser honesto sobre a dificuldade sem reduzir o aluno a ela. A regra de ouro é começar pelas potencialidades e terminar com encaminhamentos concretos.

Como escrever esse parecer (antes de copiar qualquer modelo)

Olha, minha gente, escrever parecer descritivo para estudantes com dificuldade de aprendizagem nos anos iniciais é uma tarefa delicada, mas essencial. Esse documento fala para a família, para a próxima professora e compõe o dossiê da criança. Ele tem que ser informativo, acolhedor e respeitoso. Não é um julgamento e nem um diagnóstico, viu? Eu já devolvi vários pareceres para reescrever porque pecavam por serem genéricos ou por rotularem a criança. A gente precisa lembrar que cada estudante é um ser único e que nossos registros têm impacto direto na vida escolar e até emocional dele.

Primeiro, vamos falar do que observar ao longo do período. É importante ter um olhar atento e registrar cenas concretas do dia a dia. Por exemplo, numa atividade de matemática, o Joãozinho pode demonstrar dificuldade com cálculos mais complexos, mas consegue identificar números com segurança ao jogar dominó. Ou então, na leitura, a Maria pode precisar de apoio para decodificar palavras novas, mas relata histórias com clareza depois de ouvir a leitura feita pela professora. Anote essas produções, tentativas e falas. Elas são o material rico que vai alimentar o seu parecer descritivo mais tarde.

Agora, os erros comuns. Às vezes, vejo frases como "Fulano é inteligente, mas preguiçoso". O que isso quer dizer? Nada, né? Um exemplo melhor seria: "Durante as atividades de escrita coletiva, Fulano participa ativamente das discussões e formula frases oralmente com criatividade. No entanto, ainda demonstra resistência em iniciar atividades individuais de escrita e frequentemente precisa de incentivo para começar." Outra coisa que já vi muito é copiar e colar o mesmo texto trocando apenas o nome da criança. Isso não ajuda ninguém a entender as especificidades daquele estudante. E cuidado com a linguagem que rotula! Nunca diga algo como "Sicrano é hiperativo"; prefira "Sicrano apresenta dificuldade em manter atenção durante longos períodos de atividades dirigidas".

Ao descrever as dificuldades do aluno, lembre-se da regra de ouro: comece pelas potencialidades. O que esse estudante já faz bem? Quais são suas conquistas? Depois, descreva a dificuldade com objetividade. Diga o que ele já faz sozinho, o que faz com apoio e o que ainda não faz. Por exemplo: "Ana consegue ler palavras simples e demonstra compreensão ao escutar histórias; porém, na leitura de textos mais extensos, necessita de apoio para decodificar palavras novas e dar continuidade à leitura." Anote também as intervenções que já foram feitas pela escola, como reforço individualizado ou adaptações nas atividades.

Por fim, o fechamento do parecer é crucial. Aponte continuação e encaminhamentos concretos. Não basta dizer "Precisa melhorar na leitura"; diga algo como: "Recomenda-se dar continuidade ao acompanhamento individualizado em leitura semanalmente e explorar jogos pedagógicos que envolvam letras e palavras para fortalecer suas habilidades de decodificação." Isso ajuda a próxima professora ou professor a dar seguimento ao trabalho e também informa a família sobre os próximos passos.

No fim das contas, o parecer descritivo é uma ferramenta poderosa de comunicação e planejamento pedagógico. Ele deve ser construído com cuidado e empatia, valorizando cada passo do aluno em seu processo de aprendizagem. Lembrem-se sempre: estamos lidando com sonhos e potencialidades em cada linha escrita!

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Modelos prontos de parecer descritivo — Aluno com dificuldade

5 exemplos completos, um por perfil. Os nomes são fictícios — adapte as cenas ao que você observou na sua turma.

Modelo 13º ano, dificuldade na fluência leitora

Durante o primeiro semestre, Caio destacou-se em sua participação oral nas atividades de leitura coletiva, demonstrando capacidade de compreender e discutir os textos propostos. Apesar desse envolvimento, ainda apresenta dificuldades em relação à fluência na leitura individual, mostrando hesitação diante de palavras desconhecidas. Quando em atividades de leitura em duplas, com apoio de colegas, Caio apresentou avanços significativos, conseguindo ler textos curtos com mais confiança.

Foram realizadas intervenções através de rodas de leitura e prática de leitura guiada em sala de aula, além do incentivo à leitura diária em casa. É recomendado que essas práticas continuem e sejam intensificadas, buscando fortalecer a autonomia leitora de Caio. Considera-se também a possibilidade de inclusão em grupos de leitura direcionada e encontros com a mediadora de leitura para acompanhamento mais especializado.

Modelo 24º ano, dificuldade em matemática

Sofia tem se mostrado uma aluna extremamente organizada e dedicada ao longo deste semestre. Nas propostas que envolvem organização do espaço ou dos materiais, ela é um exemplo para os colegas. Contudo, Sofia encontra dificuldades especificamente nas operações de multiplicação e divisão. Quando utiliza materiais concretos, como blocos e palitos, ela consegue compreender melhor os conceitos envolvidos e resolver problemas com mais precisão.

Intervenções pedagógicas já foram realizadas com o uso frequente de jogos matemáticos e materiais concretos para facilitar o entendimento destes conteúdos. Recomenda-se que o uso desses recursos seja mantido e ampliado, além do acompanhamento em pequenos grupos de reforço para revisar conceitos fundamentais e desenvolver estratégias individuais que favoreçam o aprendizado.

Modelo 32º ano, dificuldade atenção e organização

Ao longo deste semestre, Pedro destacou-se por sua criatividade nas atividades artísticas, sempre trazendo ideias inovadoras para os projetos propostos. No entanto, ele apresenta dificuldades para manter a atenção durante as aulas e organizar suas tarefas de maneira independente. A introdução de uma rotina visual e pausas para movimento contribuíram significativamente para que Pedro conseguisse se concentrar por períodos maiores.

A escola implementou acompanhamento semanal com a orientadora educacional para ajudar Pedro a desenvolver estratégias pessoais de organização. Sugere-se a continuidade desta prática, junto ao uso de ferramentas visuais para organização das atividades diárias e a busca por parcerias com a família para alinhamento das estratégias também em casa.

Modelo 45º ano, dificuldade produção textual

Clara é uma leitora ávida que se envolve com entusiasmo nas discussões literárias propostas pela turma. Contudo, no que se refere à produção textual, ela encontra dificuldades para estruturar suas ideias por escrito. Com a utilização de roteiros de escrita divididos por etapas, Clara conseguiu avançar na elaboração dos seus textos, organizando melhor as ideias antes de passá-las ao papel.

Intervenções realizadas incluem oficinas de escrita criativa e acompanhamento individualizado pela professora durante o planejamento dos textos. É recomendado que essas práticas sejam mantidas e que Clara continue a ser incentivada a participar das oficinas, além do acompanhamento próximo no desenvolvimento das etapas da escrita até ganhar maior autonomia.

Modelo 53º ano, impacto das faltas na aprendizagem

No primeiro semestre, Lucas apresentou um número elevado de faltas que comprometeram sua continuidade nas atividades escolares. Apesar disso, ele foi acolhido pela turma com muito carinho e manteve um bom relacionamento com os colegas. As faltas frequentes impactaram seu desempenho geral, principalmente na aquisição dos conteúdos programados.

A escola realizou reuniões com a família para discutir a importância da frequência regular e acordaram estratégias conjuntas para evitar novas ausências. Sugere-se um acompanhamento contínuo da presença de Lucas às aulas e intervenções pontuais com apoio pedagógico para recuperar conteúdos essenciais perdidos durante as ausências.

Materiais para os anos iniciais

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