Parecer descritivo para berçário e maternal

Guia de escrita + 5 modelos prontos para adaptar

EP
Equipe Pedagógica Profez
Atualizado em julho de 2026Usado por 12.000+ professores

Com bebês e crianças bem pequenas, o parecer nasce da observação miúda do cotidiano: adaptação, choro e acolhimento, primeiras palavras, marcos motores, desfralde e as interações que a BNCC coloca no centro.

Como escrever esse parecer (antes de copiar qualquer modelo)

Olha só, minha gente, falar sobre parecer descritivo no Berçário e Maternal é uma delícia, porque a gente tá lidando com uma fase da vida cheia de primeiras descobertas. Mas também é um desafio, porque a gente tem que conseguir traduzir essas pequenas grandes conquistas no papel, de um jeito que faça sentido pra quem vai ler. E quem vai ler? As famílias, a próxima professora da criança e qualquer profissional que vá precisar entender como essa criança tá se desenvolvendo. Então, o parecer precisa ser um retrato fiel do que acontece na vivência diária, não pode ser só uma lista de itens que a criança faz ou não faz.

Agora, o que o parecer descritivo não é: não é um boletim, não é um diagnóstico e, por favor, não é uma redação de concurso. Já devolvi parecer falando "a criança é tímida", "não participa", sem nenhum exemplo prático. Aí vou eu perguntar: "Mas o que significa tímida, minha amiga? Como essa timidez se manifesta? Quando é que você viu isso?". Porque as famílias e as futuras professoras precisam entender a experiência da criança ali no nosso espaço.

Pra escrever um bom parecer, a gente precisa ter material concreto. Então, desde o começo do período letivo, é importante observar e registrar tudo que a criança faz. Pega aquele caderninho ou o celular e anota as palavras ou sons novos que estão saindo na hora do lanche, como a criança reage à hora do sono ou ao barulho da turma, se ela já tá conseguindo segurar a colher sozinha. Um exemplo bacana: teve uma vez que vi o pequeno Ítalo dar seus primeiros passinhos em direção à mesinha do lanche e isso foi um marco incrível pra registrar no parecer. Ou então a Rebeca que deu um sorriso enorme quando conseguiu encaixar uma pecinha pela primeira vez, mostrando todo o esforço e concentração dela naquela tarefa.

Vamos falar dos erros comuns? Tem muita frase vazia que não diz nada. Tipo "É um amor de criança". Gente, amor como? O texto bom seria: "Sorridente e afetuosa, Luiza busca frequentemente o colo da professora e demonstra carinho com os colegas ao dividir os brinquedos". Julgamento também não ajuda em nada. Ao invés de "João é preguiçoso", descreva: "João ainda prefere explorar os brinquedos sentado, mas tem se interessado em engatinhar quando incentivado pela música". E nada de copiar e colar texto trocando só o nome das crianças, viu? Cada criança é única e merece um parecer feito com carinho. E cuidado com rótulos. Não escreva "Laura é teimosa". Em vez disso, diga: "Laura mostra persistência em completar tarefas sozinha, mesmo quando encontra dificuldades".

Agora vamos fechar bem esse parecer com continuidades e encaminhamentos. Você precisa deixar claro o que vem pela frente nas experiências da criança. Se ela tá começando a formar algumas palavras, a gente pode sugerir que continue sendo incentivada em casa com histórias e músicas. Se o desfralde tá engatinhando (com trocadilho mesmo), podemos anotar pros familiares ficarem atentos aos sinais que essa fase tá chegando. A ideia aqui é dar um caminho de continuidade no desenvolvimento da criança e abrir espaço pras famílias participarem mais ativamente.

Então é isso, viu? O parecer descritivo é uma oportunidade de mostrar pras famílias e pros colegas como cada criança tá se desenvolvendo no seu ritmo único. É sobre contar histórias reais do cotidiano deles com detalhes e carinho. Bora lá fazer valer essa ferramenta tão valiosa na educação infantil!

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Modelos prontos de parecer descritivo — Berçário e maternal

5 exemplos completos, um por perfil. Os nomes são fictícios — adapte as cenas ao que você observou na sua turma.

Modelo 1Bebe de 8 meses em adaptacao

Lucas, de 8 meses, está passando por um período de adaptação no berçário. Nas primeiras semanas, Lucas demonstrou algumas dificuldades em aceitar o colo das educadoras, mas agora já se mostra mais confortável e seguro, permitindo que elas o acolham sem estranhamento. Durante as atividades no chão, ele começou a engatinhar com maior frequência, interessado em alcançar os brinquedos coloridos e sonoros que são disponibilizados no espaço.

Observamos que Lucas se sente atraído por brinquedos que emitem sons, o que estimula sua curiosidade e incentiva a exploração do ambiente. Quando colocado de bruços, ele levanta a cabeça e segue com os olhos os movimentos das educadoras e das outras crianças. Nessas interações, já é possível perceber pequenos sorrisos e balbucios, indicando um vínculo crescente.

Para continuar apoiando seu desenvolvimento, será importante manter a rotina de acolhimento e proporcionar momentos de estímulo sensorial e motor. As educadoras seguirão incentivando suas explorações seguras pelo espaço, garantindo um ambiente rico e acolhedor para Lucas se desenvolver plenamente.

Modelo 2Menina de 1 ano e 2 meses dando primeiros passos

Ana Clara, com 1 ano e 2 meses, deu seus primeiros passos na creche recentemente. Durante as atividades no tapete macio, ela vem demonstrando confiança ao soltar a mão das educadoras e seguir caminhando por alguns passos até alcançar brinquedos ou encontrar outras crianças. Esse avanço tem sido comemorado pelas educadoras e também pelas próprias crianças do grupo.

Além dos primeiros passos, Ana Clara começou a balbuciar palavras como "mamá" e "papa", especialmente durante os momentos de refeição. Ela se mostra atenta às interações ao seu redor e frequentemente tenta imitar os sons que ouve das educadoras e dos colegas. Esse comportamento indica um desenvolvimento saudável da linguagem inicial.

Para apoiar Ana Clara nesse momento de conquistas significativas, as educadoras continuarão promovendo um ambiente seguro para suas caminhadas exploratórias e incentivando a ampliação do seu vocabulário através de músicas, histórias curtas e diálogos diários. Esses estímulos são fundamentais para fortalecer seu desenvolvimento motor e linguístico.

Modelo 3Menino de 1 ano e 8 meses explorador

Miguel, com 1 ano e 8 meses, é um explorador nato. Ele demonstra grande interesse pela caixa de tesouros, uma proposta onde diversos objetos atraentes são dispostos para livre exploração. Miguel frequentemente escolhe peças que fazem barulho ou têm texturas diferentes para manipular. Ao explorar esses objetos, ele se concentra profundamente, observando cada detalhe antes de passar para o próximo item.

Nos espaços externos da creche, Miguel exibe entusiasmo ao correr livremente pelo gramado e brincar com pequenos obstáculos montados pelas educadoras. Ele gosta particularmente de observar os insetos e folhas que encontra pelo caminho. Nessas ocasiões, Miguel às vezes busca compartilhar suas descobertas com os colegas ou as educadoras, apontando e balbuciando sons de alegria.

Para continuar incentivando Miguel em suas descobertas, as educadoras planejam introduzir novos elementos na caixa de tesouros regularmente e propor atividades ao ar livre que desafiem suas habilidades motoras e cognitivas. Esse tipo de estímulo é essencial para seu desenvolvimento integral.

Modelo 4Menina de 2 anos e meio em desfralde

Beatriz, com 2 anos e meio, está em processo de desfralde no maternal. Durante as rotinas diárias, as educadoras têm acompanhado sua iniciativa em avisar quando precisa ir ao banheiro. Beatriz já consegue baixar as roupas sozinha com orientação ocasional e demonstra orgulho ao completar essa parte do processo com sucesso.

Na hora das refeições, Beatriz vem ganhando autonomia ao utilizar talheres adequadamente para se alimentar. Ela demonstra preferência por alimentos como frutas cortadas em pedaços pequenos que pode pegar sozinha. Essa independência crescente nas refeições tem sido observada positivamente pelas educadoras.

Para apoiar Beatriz no avanço dessa fase importante da infância, as educadoras continuarão reforçando suas conquistas no desfralde com paciência e encorajamento. Além disso, manterão o incentivo ao uso dos talheres nas refeições para fortalecer sua autonomia alimentar diariamente.

Modelo 5Menino de 3 anos no faz de conta

Caio, com 3 anos, iniciou o faz de conta no maternal 2 recentemente. Durante as brincadeiras no canto da casinha, Caio gosta de imitar adultos em situações do cotidiano como cozinhar ou cuidar dos bonecos como se fossem bebês. Ele convida colegas para participar dessas atividades imaginativas, mostrando-se colaborativo nas interações sociais.

O vocabulário de Caio tem se ampliado significativamente a cada semana. Ele frequentemente utiliza novas palavras aprendidas nas histórias contadas pelas educadoras ou em músicas cantadas na roda. Caio demonstra interesse em repetir expressões novas e faz perguntas sobre os significados delas durante as conversas coletivas ou individuais.

Para continuar promovendo o desenvolvimento linguístico e social de Caio, as educadoras planejam ampliar ainda mais o repertório de histórias lidas para o grupo e diversificar os materiais disponíveis nas brincadeiras de faz de conta. Essas estratégias são fundamentais para nutrir sua imaginação fértil e enriquecer seu vocabulário cada vez mais.

Mais sobre a BNCC na Educação Infantil

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