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EF01CI02Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.

Vida e evoluçãoCorpo humano Respeito à diversidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com as crianças do 1º ano a habilidade de localizar, nomear e representar graficamente as partes do corpo humano é um desafio bem bacana. Quando a gente pensa nisso, a primeira coisa que vem à mente é: como é que os meninos conseguem ver o próprio corpo, né? É importante eles perceberem e nomearem cada parte, tipo olho, nariz, boca, braço, perna e por aí vai. Mas não é só isso. Eles também precisam entender pra que serve cada uma dessas partes. Então, na prática, o aluno precisa conseguir apontar pro nariz e dizer que ele serve pra cheirar e respirar, ou que os olhos são pra ver e identificar coisas ao redor. Aí é que entram as explicações práticas, do dia a dia.

Quando a turma chega pra mim no 1º ano, muitos já têm ideia básica do corpo humano. Na educação infantil, eles costumam passar por algumas atividades mais lúdicas sobre o corpo. Então a gente tem uma base pra trabalhar em cima. Eles sabem onde ficam as partes principais, mas ainda não sabem bem quais são todas as funções ou como desenhar isso. Aí meu papel é ajudar a aprofundar esse conhecimento e tornar isso mais palpável e prático pra eles.

Agora vou contar um pouco das atividades que faço por aqui. A primeira delas é o "Desenhe seu amigo". É bem simples e divertida pra começar a explorar o tema. Primeiro, peço pras crianças se dividirem em duplas. Cada um vai desenhar o contorno do outro em uma folha grande de papel kraft. Material simples: papel kraft e lápis de cor. Dura mais ou menos uma hora essa atividade. Eles adoram porque têm a chance de serem "artistas". Não raro começa aquele burburinho de "olha meu pé como ficou grande!" ou "minha barriga tá torta". Semana passada mesmo, a Ana Clara desenhou o amigo João Vitor e acabou desenhando cinco dedos na mão direita dele! Foi uma risada só na sala.

Outra atividade bem legal é o "Jogo das Funções", que também trabalha bem a habilidade EF01CI02. Aqui eu uso cartões com imagens das partes do corpo de um lado e funções no outro. Sabe aqueles jogos de memória? É parecido. Os alunos sentam em grupos de quatro ou cinco e se ajudam a achar os pares certos: uma parte do corpo e sua função correspondente. Isso leva uns 40 minutos e eles ficam super entretidos! É uma aula barulhenta porque eles ficam empolgados pra achar os pares certos antes do grupo ao lado. Na última aula que fiz isso, o Felipe gritou "achei!" e todo mundo ficou olhando até ele perceber que tinha feito o par errado.

Por último, eu faço um "Teatro das Partes do Corpo", que é um pouco mais elaborado mas vale muito a pena. Aqui os alunos criam pequenas peças teatrais sobre o cotidiano usando as partes do corpo. Dou pra eles umas roupas velhas pra fantasiarem - tipo chapéus, aventais e tal - e eles têm que encenar situações do dia a dia: como usar as mãos pra fazer carinho no cachorro ou os pés pra chutar uma bola. Essa atividade geralmente leva uns dois períodos de 50 minutos porque envolve preparação e apresentação. No final da última apresentação, a Maria Eduarda improvisou um palhacinho com o nariz vermelho (um pompom) e fez todos caírem na gargalhada com suas trapalhadas.

Essas atividades ajudam muito na compreensão dos alunos sobre como nosso corpo funciona de maneira integrada e como cada parte tem sua importância. As crianças adoram porque são oportunidades de aprendizado divertidas e interativas; além disso, elas se sentem mais confiantes para falar sobre seu próprio corpo e suas funções. E aí vai ficando natural pra eles conectar isso com respeito à diversidade - cada um tem seu jeito de ser, seu corpo com suas características únicas.

No fim das contas, perceber essa evolução é algo gratificante demais pra qualquer professor. Ver os olhinhos brilhando quando entendem algo novo é recompensador demais! Bom, essas são algumas experiências que tenho tido em sala de aula com essa habilidade da BNCC. Espero ter ajudado vocês aí com algumas ideias práticas! Qualquer coisa tô por aqui pro que precisarem compartilhar ou trocar ideia!

E aí, pessoal, tudo bem? Continuando nosso papo sobre a habilidade EF01CI02, eu vou falar um pouco sobre como a gente percebe que os alunos realmente aprenderam o que foi ensinado, sem precisar de uma prova formal. Afinal, como professor, a gente desenvolve uma intuição de perceber quando o aluno "pegou a ideia", sabe? E isso acontece muito no dia a dia da sala de aula.

Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala, sempre presto atenção nas conversas entre eles. Outro dia, vi a Ana explicando pro João que as mãos servem pra pegar e segurar as coisas. Ela tava toda empolgada, mostrando pra ele como ela conseguia pegar o lápis e levantar a borracha e o João ficou todo admirado. É nessas horas que você pensa: "ah, essa entendeu!". É muito gratificante ver esse tipo de troca entre eles.

Outra situação bacana é quando as crianças fazem desenhos. O Pedro fez um desenho da família dele e colocou todo mundo com orelhas, nariz e olhos. Ele tava todo feliz explicando que o nariz do pai dele era grande pra sentir o cheiro da comida da mãe. Dá pra ver que ele tá fazendo essa conexão entre a função das partes do corpo.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha aí, tem alguns clássicos. Por exemplo, a Maria sempre confunde o nome das partes do corpo. Uma vez, ela chamou o cotovelo de joelho e vice-versa. Eu acho que isso acontece porque às vezes a gente fala rápido demais ou usa termos que eles ainda tão assimilando. Quando percebo esse tipo de erro na hora, tento corrigir de forma leve, perguntando: "Certeza que o cotovelo dobra assim?", e aí ela mesma vai se corrigindo.

Já o Lucas tem dificuldade pra entender a função das partes do corpo. Ele sabe apontar pro olho e dizer que é um olho, mas às vezes esquece que é pra ver. Nesses casos, eu gosto de usar histórias ou músicas. Teve uma vez que eu usei uma música sobre o corpo humano e ele ficou cantando o dia todo. Funcionou super bem pra fixar na cabeça dele.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, eu faço algumas adaptações nas atividades pra que eles consigam acompanhar melhor. Com o Matheus, por exemplo, eu procuro dividir as atividades em etapas menores e mais curtas. Se a gente tá fazendo um desenho das partes do corpo, eu peço pra ele fazer primeiro só o rosto e depois ir fazendo o resto aos poucos. Isso ajuda ele a se concentrar mais em cada parte sem se perder no meio do caminho.

Com a Clara, procuro usar materiais visuais e táteis. Ela adora massinha de modelar, então quando a gente vai aprender as partes do corpo, eu levo massinha pra sala e peço pra ela fazer as partes do corpo com ela. No início eu tentei usar alguns vídeos animados mais rápidos mas percebi que ela ficava um pouco ansiosa com isso. Então agora prefiro atividades que ela possa tocar e manipular no ritmo dela.

O tempo também é algo importante de gerenciar com eles. A gente faz pequenas pausas durante as atividades mais longas para que tanto o Matheus quanto a Clara possam relaxar um pouco antes de voltar à atividade principal.

Bom galera, é isso aí! Espero ter ajudado compartilhando um pouco das minhas experiências com vocês aqui no fórum. Às vezes parece desafiador lidar com todas essas diferenças na sala de aula, mas no final do dia é muito recompensador ver cada aluno aprendendo ao seu modo. Qualquer coisa, tamo junto por aqui! Abraço!

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