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EF01CI04Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

Vida e evoluçãoCorpo humano Respeito à diversidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF01CI04 da BNCC com os pequenos do 1º ano é um desafio e tanto, mas é também super gratificante. A ideia principal aqui é ajudar os meninos a perceberem que todo mundo é diferente e que isso é legal demais. A gente tem que fazer eles entenderem que, mesmo sendo diferentes fisicamente, todos têm seu valor e merecem respeito. Então, quando vejo que eles conseguem olhar pro amiguinho do lado e falar algo tipo "Nossa, seu cabelo é diferente do meu, mas é muito bonito", eu sei que tô no caminho certo.

Os alunos chegam no 1º ano com aquela bagagem do infantil, onde já começaram a perceber que as pessoas não são todas iguais. Só que ali tudo ainda é muito superficial. Então, o trabalho no 1º ano é aprofundar isso, fazer eles realmente refletirem sobre essas diferenças e o porquê de serem importantes. Não tem jeito melhor de fazer isso do que conversando sobre aparência mesmo: cor do cabelo, cor da pele, altura, essas coisas. Mas sempre com o olhar pro respeito e acolhimento.

Uma atividade que faço direto é o "Espelho Amigo". É simples: peço pra cada aluno trazer um espelho pequeno de casa. Se algum não tiver, eu levo uns extras. Aí organizo eles em duplas. Cada um tem uns 10 minutinhos pra se olhar no espelho e depois olhar pro colega e descrever pra ele o que vê de diferente e de igual entre eles. Agora, a parte importante: têm que fazer isso elogiando. Nada de crítica! E claro, eu dou uma passada em cada dupla, dou umas dicas do tipo "O cabelo da Ana é cacheado e o seu é liso, que legal!" ou "Olha só como o João tem olhos castanhos clarinhos e você tem olhos escuros". Na última vez que fiz isso, o Pedro tava empolgado demais com a atividade, ficou vidrado no cabelo da Carolina que era todo enroladinho e loiro. No fim a galera fica mais próxima e eles começam a ver a beleza na diversidade dos coleguinhas.

Outra coisa que gosto de fazer é a "Roda da Diversidade". A gente senta em roda mesmo, no chão da sala. Escolho alguns temas pra gente conversar: tipos de cabelo, cores de pele, altura. Eu levo umas fotos pra ajudar também: pessoas com diferentes tipos de cabelo e tom de pele. Começamos falando sobre o que tá na foto e depois cada um fala sobre si. É um momento onde todos têm voz. E aí eu faço perguntas pra guiar a conversa tipo "Como você cuida do seu cabelo?" ou "Quem aqui tem alguém na família com cabelo assim?". O Thomas uma vez me surpreendeu respondendo super empolgado que sua avó tinha exatamente o mesmo tom de pele da pessoa da foto e ele achava isso muito bonito. Essa atividade leva uns 30 minutos e dá pra sentir como eles se sentem orgulhosos de quem são.

A última atividade que faço é mais lúdica: "Desenho Mágico". Dou uma folha em branco pra cada um e lápis de cor. Peço pra desenharem um autorretrato respeitando suas características físicas. Depois de terminarem os desenhos (leva uns 20 minutos), eles têm que trocar os desenhos com os colegas sem falar nada. Quem recebe o desenho precisa escrever ou desenhar algo legal sobre aquela pessoa baseado no autorretrato. Tipo assim: se a Mariana desenhou ela mesma com sardas, quem recebeu pode desenhar um sol brilhando sobre as sardas ou escrever algo como "Sardinhas bonitas!". Aí na última vez foi engraçado porque o Lucas desenhou ele mesmo com os dentes faltando (tava trocando os dentes) e a Marina escreveu "Sorriso lindo!" embaixo do desenho dele. Eles adoram essa parte porque se sentem valorizados pelos amigos.

O mais importante nessas atividades é criar um ambiente onde todo mundo se sinta seguro pra compartilhar quem são sem medo de julgamento. E aí quando vejo os meninos levando esse aprendizado pro recreio ou pros momentos de brincadeira fora da sala, sei que a lição ficou ali guardadinha com eles.

Bom, é isso aí pessoal, espero ter dado umas ideias legais pra vocês aplicarem na sala de aula também! Se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar como fazem esse trabalho aí nas escolas de vocês, vou adorar saber! Até a próxima!

já tiveram algum contato com essas ideias, mas a gente precisa aprofundar, né? E como eu percebo que os meninos aprenderam mesmo sem aplicar prova? Bom, na prática do dia a dia, é na interação deles que a gente vê o negócio acontecer. Tipo, quando eu tô circulando pela sala e vejo a Luísa explicando pro João que "não pode rir do óculos do Pedro porque ele tá usando pra enxergar melhor", aí eu vejo que o recado tá começando a fazer sentido. Ou então, quando eles tão brincando no recreio e me chamam pra ver como o Tiago é "rápido demais" e eles valorizam isso em vez de implicar com ele. São nesses detalhes que a gente percebe que a semente tá sendo plantada.

Outra coisa que acontece bastante é quando eles começam a se corrigir sozinhos. Um dia, ouvi o Lucas falando pro Miguel pra não chamar a Ana de "baixinha" de um jeito negativo. Ele disse: "Ela é baixinha, mas corre mais que você!" Achei ótimo! É esse tipo de atitude que mostra que eles estão entendendo a importância de respeitar e valorizar as diferenças.

Mas, claro, nem sempre tudo são flores. Os erros comuns aparecem e a gente tem que lidar com eles na hora. Um exemplo é quando os meninos usam as diferenças como forma de exclusão. Tipo, teve uma vez que o Caio virou pra Mariana e falou algo do tipo "você não pode brincar aqui porque não usa tênis igual ao nosso". Aí eu tive que intervir e fazer eles perceberem como isso não faz sentido. Esses erros acontecem porque eles estão num processo de aprendizagem social e é natural que tenham momentos de escorregão.

O importante é corrigir na hora e reforçar positivamente quando eles acertam. Quando acontece um erro assim, eu paro tudo e fazemos uma conversa em roda. Tento fazer eles entenderem como seria se fosse o contrário, se alguém fizesse isso com eles. É um exercício constante de empatia.

Aí tem o Matheus e a Clara, que trazem um desafio extra pro planejamento das atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem dinâmicas pra conseguir focar. O que funciona com ele são atividades curtas e variadas. Tipo, uso jogos rápidos ou atividades práticas onde ele possa se movimentar. Uma vez fizemos uma atividade em que ele teve que correr e pegar figuras de pessoas diferentes espalhadas pelo pátio escolar e depois explicar por que cada uma era especial. Ele adorou!

Pra Clara, que tem TEA, preciso ser bem estruturado e dar previsibilidade nas atividades. Ela se dá bem quando tem uma rotina clara e materiais visuais de apoio. Então, faço uso de cartões visuais pra cada etapa da atividade e dou um tempo maior pra ela processar as informações. Uma coisa que funcionou foi criar um quadro visual com fotos dos colegas onde ela podia associar características positivas a cada um deles. Notava-se como ela ficava mais à vontade pra interagir ao longo das semanas.

O negócio é ter paciência e estar disposto a adaptar sempre. Nem todas as tentativas dão certo logo de cara. Uma vez tentei usar música pra falar sobre diferenças culturais, mas o Matheus ficou agitado demais e não deu certo aquele dia. Já com a Clara, tive que ajustar meu tempo de explicação porque percebi que estava indo rápido demais.

Enfim, o importante é observar sempre, ajustar as velas conforme o vento vai mudando e celebrar cada pequeno avanço da turma como um todo. Cada sorriso, cada frase bem colocada pelos alunos me dá aquela certeza de que o caminho tá sendo trilhado da forma certa.

Então é isso, pessoal! Espero ter contribuído um pouco mais com vocês sobre essa habilidade tão importante no desenvolvimento das crianças. Vamos seguir trocando boas práticas, porque aprender juntos só tem a somar! Abraços a todos!

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