Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF01CI06 da BNCC, é basicamente ajudar os meninos a entenderem como o ciclo de dias e noites influencia a vida da gente e dos outros seres vivos. Tipo, fazer eles perceberem que a gente dorme à noite e faz outras atividades durante o dia por causa dessa sucessão natural. E não é só com pessoas, não. As plantas, os bichos, tudo vive nesse ritmo. Os alunos do 1º ano já têm uma ideia disso, porque desde pequenos eles escutam que “agora é hora de dormir” ou “agora é hora de brincar”, mas o que a gente faz na sala é sistematizar isso de uma forma que eles consigam relacionar melhor essas informações.
Quando comecei a trabalhar essa habilidade com a minha turma, eu primeiro quis ver o que eles já sabiam. Perguntei como era um dia comum deles, e aí a turma começou a falar de acordar, tomar café, ir pra escola. A coisa fluiu porque eles já estão meio que acostumados a seguir uma rotina, ainda que não percebam a relação disso com o dia e a noite.
Aí, vou contar como faço as atividades. Uma das primeiras coisas que fiz foi usar um calendário simples e um relógio de brinquedo. Divido os meninos em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco. A ideia é que eles usem os ponteiros do relógio pra mostrar em que parte do dia estamos: manhã, tarde, noite. Dura uns 30 minutos essa atividade. Eles adoram mexer nos ponteiros! Teve uma vez que o Pedro se empolgou tanto que colocou um cenário pra cada horário. Colocou o solzinho de papel no alto pro meio-dia e uma lua gigante pra meia-noite! É divertido ver como eles visualizam as coisas.
Outra atividade bacana é levar eles pro pátio da escola pra ver as sombras. Eu faço isso geralmente cedo de manhã e depois no final da tarde, uns 20 minutos cada vez, pra mostrar como as sombras mudam conforme o sol se movimenta. Ficam todos fascinados! Na última vez, a Ana ficou surpresa ao perceber que a sombra dela tava maior à tarde do que de manhã. Ficou andando de um lado pro outro tentando se fazer gigante! É uma forma deles sentirem na prática como o sol afeta nosso dia.
Por fim, faço uma roda de conversa com eles sobre as atividades dos animais durante o dia e à noite. Levo algumas imagens: coruja caçando de noite, girassóis se virando pro sol durante o dia, coisas assim. Dura uns 40 minutos porque a molecada adora falar dos bichos! O João sempre dá um show nessa hora, contando histórias de quando foi pro sítio do avô e viu as vacas levantando bem cedinho. Ele até imita o galo cantando! Outro dia mesmo ele explicou pros colegas porque alguns animais acordam à noite — “eles têm olhos especiais”, ele falou todo empolgado.
Essas atividades deixam tudo mais concreto pra eles e ajudam a relacionar o que aprendem na escola com o que veem no cotidiano. E como falamos bastante sobre as mudanças de luz ao longo do dia, isso também abre espaço pra discutir outros assuntos mais adiante, tipo as estações do ano e até mesmo por que temos horários diferentes em outros países.
O legal é que essas pequenas descobertas deixam eles sempre curiosos pra saber mais. A gente vai plantando essa sementinha desde cedo, mostrando que tudo tá conectado e como nosso dia a dia é influenciado por fenômenos maiores na natureza. E os meninos vão se apropriando desse conhecimento pouco a pouco.
Bom, espero ter explicado direitinho. Gosto muito dessas atividades porque são simples e despertam muito interesse na criançada. Enfim, é isso por hoje! Se alguém tiver outras dicas ou formas diferentes de abordar essa habilidade, tô aqui aberto pras sugestões!
Olha, uma das coisas que mais gosto na sala de aula é observar os meninos quando eles começam a juntar as peças do quebra-cabeça e entender de verdade um conceito. E isso não acontece só nas provas, não, tá? Muito pelo contrário, eu percebo que eles aprenderam mesmo quando tô circulando pela sala ou escutando as conversas entre eles. É nesse momento que você vê aquele brilho nos olhos, sabe?
Por exemplo, teve um dia que a turma tava discutindo num grupo sobre por que algumas plantas florescem só durante o dia. Aí eu ouvi a Ana explicando pro colega que a luz solar ativa umas "coisas" nas plantas (ela quis dizer fotossíntese e outras funções biológicas, mas ainda tem tempo pra aprender isso). Ver ela tentando explicar isso pro colega me fez perceber que ela entendeu o principal: o ciclo de luz influencia diretamente o comportamento dos seres vivos. E quando vejo um aluno explicando assim, sei que ele tá no caminho certo.
Agora, claro, também tem os erros comuns nessa parte do conteúdo. Tipo o Pedro. Teve uma vez que ele achava que todo ser vivo dormia à noite e ficava ativo de dia, mesmo os noturnos como corujas e morcegos. Até os insetos têm seus próprios ciclos! Isso acontece porque eles veem nosso padrão humano como universal, né? O que faço quando pego esse tipo de erro na hora é perguntar pra classe se alguém consegue pensar em algum animal que não siga esse padrão de dormir à noite. Normalmente, sempre tem um aluno que lembra do morcego ou da coruja, aí vira uma discussão legal e todo mundo aproveita pra entender melhor.
Um desafio bom é adaptar as atividades pro Matheus e pra Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, manter ele engajado é fundamental. Então, faço atividades mais curtas e variadas pra ele não perder o foco. Tipo, se eu percebo que ele tá começando a se distrair, troco de atividade rapidinho ou dou uma tarefa pra ele fazer em pé mesmo, tipo colar cartazes no quadro. O movimento ajuda muito ele a se concentrar de novo.
Pra Clara, que tem TEA, o segredo é rotina e previsibilidade. Eu sempre explico antes o que vai acontecer na aula e uso materiais visuais mais estruturados. Eu criei uns cartões com imagens do dia e da noite com desenhos simples de atividades típicas, essas coisas ajudam muito. Uma coisa que não funcionou foi tentar um jogo de tabuleiro que tinha regras muito complexas. Acabou deixando ela ansiosa, então agora procuro jogos mais simples e diretos.
A organização do tempo também precisa ser flexível. Embora eu tenha um plano de aula na cabeça, sempre deixo um espaço pra improviso porque cada turma reage de um jeito diferente às atividades. E isso é fundamental quando temos alunos com necessidades especiais.
No fim das contas, ensinar essa habilidade é ver os meninos entendendo o dia a dia deles e das outras formas de vida sob uma nova perspectiva. Não tem nada mais gratificante do que ver aquelas cabecinhas pensando: "Ah, então é por isso!" E depois do "ah", eles começam a fazer perguntas novas e diferentes que abrem nosso olhar pra outras curiosidades.
Bom, gente, acho que é isso por hoje. Espero ter contribuído um pouco com as experiências da sala de aula. Ficou alguma dúvida ou quiserem saber mais alguma coisa sobre outro conteúdo ou metodologia, estão convidados a continuar a conversa aqui no fórum. Vamos trocar umas ideias! Até mais!