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EF67EF04Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Praticar um ou mais esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios oferecidos pela escola, usando habilidades técnico-táticas básicas e respeitando regras.

EsportesEsportes de marca Esportes de precisão Esportes de invasão Esportes técnico-combinatórios
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67EF04 parece um bicho de sete cabeças, mas na verdade é bem mais simples do que parece. O lance é que a gente tem que ensinar os meninos a praticar uns esportes diferentes, tipo os de marca, precisão, invasão e aqueles mais técnicos, combinatórios. Basicamente, eles precisam entender o básico de cada um desses esportes e conseguir aplicar isso respeitando as regras. No 6º ano, o que a gente quer é que eles tenham uma noção geral dessas modalidades, consigam jogar uma partida de maneira justa e se divirtam fazendo isso. Na série anterior, eles já tiveram um contato inicial com alguns esportes, como futebol e vôlei, então agora é expandir o horizonte deles.

Primeiro, vamos falar dos esportes de marca. Aqui a ideia é fazer eles entenderem como funciona a competição com base em tempo ou distância, tipo corrida ou salto em distância. E aí tem os esportes de precisão, que são aqueles onde acertar o alvo é a chave, como no basquete ou no arremesso de dardo. Nos esportes de invasão, como futebol ou handebol, eles têm que aprender a estratégia para invadir o campo adversário e marcar ponto. Já nos técnico-combinatórios, como ginástica artística ou nado sincronizado, a coisa envolve mais coordenação e combinação de movimentos.

Agora, vamos às atividades pra botar tudo isso em prática. Um esporte de marca que eu sempre faço com eles é a corrida de revezamento. Não precisa de muita coisa: só alguns cones pra marcar o percurso e bastões que a gente improvisa com pedaços de madeira ou tubos de PVC. Divido a turma em equipes de 4 ou 5 alunos e explico as regras básicas do revezamento. Essa atividade leva uns 40 minutos. Os meninos adoram porque tem aquele espírito de equipe rolando solto. Na última vez, o Joãozinho quase caiu na hora de passar o bastão pro Pedro, mas se recuperou rapidinho e a turma toda foi ao delírio.

Pra trabalhar a precisão, a gente faz um circuito de arremesso com bolas de basquete. Ponho alguns cestos a distâncias variadas e eles têm que acertar as bolas dentro dos cestos. Cada acerto vale um ponto e quem fizer mais pontos em 20 minutos ganha uma surpresa (geralmente um chocolate ou um adesivo). O legal é ver como a galera se concentra e tenta ajustar a força e o ângulo do arremesso. Da última vez que fizemos essa atividade, foi engraçado ver a Luísa contando até três pra ela mesma antes de fazer cada arremesso. Ela dizia "concentração é tudo", e não é que ela acertou quase todos?

Quando trabalho os esportes de invasão, gosto muito do jogo de queimado porque eles já conhecem bem as regras e dá pra adaptar várias estratégias legais pra invasão do campo adversário. Uso bolas leves pra não machucar ninguém e divido o espaço da quadra em dois campos iguais. A atividade dura cerca de 30 minutos porque cansa bastante. Os meninos ficam animados demais! Na última rodada que fizemos, o Miguel teve a ideia genial de fazer uma "finta" pra esquivar da bola e todos ficaram impressionados com a agilidade dele.

O lance é que essas atividades ajudam eles a desenvolverem habilidades técnicas e táticas básicas sem se dar conta disso. E além da técnica, tem todo um aprendizado sobre trabalho em equipe, respeito às regras e convivência saudável. Os meninos aprendem que cada esporte tem seu jeito próprio, suas dificuldades e suas alegrias – assim como na vida.

E aí os alunos acabam saindo da aula cheios de histórias pra contar pros pais, pros amigos… Acho que isso faz parte do nosso papel como professores também: instigar essa curiosidade pelo novo e mostrar que praticar esporte não é só competir – é se divertir, aprender coisas novas todo dia.

Sei que pode parecer desafiador no começo integrar essas práticas todas num só semestre ou ano letivo, mas devagarzinho vai ficando mais fácil. Às vezes é só uma questão de adaptar as atividades ao espaço ou ao material disponível. E olha, ver o brilho nos olhos deles quando percebem que conseguiram algo novo não tem preço.

Então pessoal, bora seguir nessa missão aí! Até mais!

E aí, pessoal, continuando aqui o papo sobre essa habilidade de Educação Física do 6º ano. Então, como é que a gente percebe que o aluno realmente aprendeu sem ter que aplicar uma prova forma? Bom, tem várias maneiras. Eu sou daqueles que adora circular pela sala ou pela quadra, ficar ali prestando atenção no que os meninos estão fazendo. O jeito que eles jogam, se posicionam, a forma como se comunicam durante o jogo... tudo isso já dá uma boa pista.

Por exemplo, teve um dia no jogo de handebol, vi o João explicando pro Pedro onde ele devia ficar pra defender melhor. O João fez o movimento com o corpo, mostrou na prática e o Pedro entendeu na hora. Ali eu fiquei pensando: "Ah, o João já pescou como funciona essa questão de posição no jogo". Também presto atenção quando eles estão conversando entre si, às vezes até nas discussões! Elas são ótimas pra entender se eles realmente sabem do que estão falando. Quando vejo um aluno corrigindo o outro e acertando os erros com argumentos sólidos, é um baita sinal de que ele tá dominando o conteúdo.

Agora, falando dos erros mais comuns que a galera comete nesse conteúdo... Olha, um clássico é a questão das regras. O Lucas, por exemplo, sempre esquecia que no basquete não pode dar mais de dois passos sem quicar a bola. Aí ele ficava frustrado toda vez que eu apitava falta. Isso acontece porque eles estão acostumados com outros esportes ou às vezes nem prestaram muita atenção na regra mesmo. O que eu faço é parar o jogo na hora e pedir pra alguém da turma explicar a regra pro colega que errou. Isso ajuda a fixar melhor.

Outra coisa comum é a galera não respeitar o espaço do outro nas modalidades de invasão. Teve uma vez que a Ana trombou feio com a Júlia porque tava muito focada em pegar a bola e esqueceu de olhar ao redor. Aí eu paro tudo e mostro como é importante observar não só a bola mas também o espaço ao redor e os outros jogadores. Faço alguns exercícios focados em percepção espacial pra ajudar nisso.

Agora, com relação ao Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, eu preciso adaptar algumas coisas pra eles nas aulas. Pro Matheus, por exemplo, atividades que demandam muita concentração podem ser um desafio. Então eu tento dividir as tarefas em passos menores e dou pausas mais frequentes pra ele não se sobrecarregar. Também uso materiais coloridos e diferentes texturas pra ajudar na concentração dele.

Já a Clara, com TEA, costuma se sair melhor quando as atividades são mais estruturadas. Então eu procuro dar instruções bem claras e visuais pra ela. Uso cartazes com as regras do jogo ou como se posicionar na quadra. Isso ajuda muito! Uma coisa que tentei e não deu certo foi colocar a Clara pra liderar um grupo sem preparação prévia; ela acabou se perdendo nas instruções e ficou ansiosa. Então agora sempre dou tempo pra ela se preparar antes.

Além disso, é importante dar um retorno positivo pra eles sempre que conseguem algo novo ou participam bem da atividade. No caso do Matheus, quando ele consegue focar por mais tempo do que de costume, faço questão de elogiar essa melhora. Com a Clara, quando ela consegue seguir as instruções direitinho ou participa bem de um jogo em grupo sem ficar desconfortável, também dou aquele feedback positivo.

Bom, gente, acho que é isso. A gente tá sempre aprendendo junto com os alunos também e adaptando as coisas conforme necessário. É importante manter essa flexibilidade nas aulas de Educação Física e tentar sempre criar um ambiente em que todos possam aprender e se divertir juntos apesar das diferenças.

Fico por aqui hoje! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias da sala de aula. Abraços e até a próxima conversa!

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