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EF67EF07Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Propor e produzir alternativas para experimentação dos esportes não disponíveis e/ou acessíveis na comunidade e das demais práticas corporais tematizadas na escola.

EsportesEsportes de marca Esportes de precisão Esportes de invasão Esportes técnico-combinatórios
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67EF07 da BNCC tá aí pra gente ajudar os meninos a experimentar esportes que eles nem sempre têm acesso lá na comunidade deles. Não adianta só ficar naquele futebolzinho básico que todo mundo joga, né? É importante a galera aprender e propor coisas novas, ver que o universo dos esportes é bem maior. A ideia é mostrar esportes diferentes, aqueles que não são tão comuns e que eles talvez nunca tenham visto ou praticado. E isso envolve trabalhar não só o físico, mas também a criatividade e a capacidade de organização deles.

Pra entender essa habilidade no dia a dia, imagina que os meninos têm que ser capazes de pensar num esporte que eles não jogam no bairro ou na escola e encontrar maneiras de brincar disso. Tipo inventar jeitos de jogar vôlei mesmo sem ter uma quadra de vôlei à disposição. Eles precisam usar aquilo que aprendem nas aulas, como regras básicas e objetivos do esporte, e adaptar pro que têm disponível. Esse tipo de coisa já vem um pouco da série anterior, onde eles começaram a ter contato com regras de jogos e começaram a entender a importância de trabalhar em equipe, mas agora é levar isso pro próximo nível.

Bom, então vou contar como eu faço isso na minha turma do 7º ano. Uma das atividades que eu curto muito é introduzir esportes de precisão, como o golfe ou o boliche, mas de um jeito meio improvisado. Não dá pra levar os meninos pro campo de golfe, mas dá pra criar algo parecido na escola. Eu junto a galera no pátio e a gente usa garrafas PET como pinos de boliche e bolinhas diferentes como "bola". Leva uns 15 minutos pra organizar todo mundo e explicar as regras rapidinho. Dessa vez, o João se destacou. Ele teve umas ideias ótimas pra fazer obstáculos que deixaram o jogo mais desafiador. Os meninos ficam animados porque é algo novo, foge do tradicional futebol ou queimada.

Outra atividade é explorar esportes técnico-combinatórios, tipo ginástica ou até mesmo dança. Eu levo umas fitas, bambolês, coisas simples que temos na escola mesmo. A gente faz grupos pequenos porque assim todos participam ativamente. Normalmente gastamos uns 30 minutos nisso. Eu peço pra cada grupo criar uma sequência de movimentos combinando esses materiais e depois apresentar pros outros grupos. Da última vez, a Maria e a Ana inventaram uma coreografia com bambolê e as fitas que deixou todo mundo de boca aberta. A turma gostou tanto que pediram pra repetir na próxima aula.

A terceira atividade é sobre esportes de invasão, como handebol ou rugby — mas numa versão simplificada. Eu divido a turma em times pequenos e usamos cones ou qualquer coisa que sirva de marcador no pátio pra fazer as "traves". O tempo é um pouco maior aqui, uns 40 minutos pra dar tempo de todo mundo jogar e entender as regrinhas básicas. O truque é adaptar as regras pra nossa realidade ali sem perder o espírito do jogo. O Pedro foi um dos destaques nesse dia; ele conseguiu organizar bem o time dele e até improvisou algumas jogadas inteligentes sem perder o foco na diversão.

Essas atividades não só ajudam os alunos a conhecerem novos esportes mas também incentivam eles a pensarem fora da caixa, a trabalharem em equipe e desenvolverem habilidades sociais importantes. A reação deles é quase sempre positiva porque é diferente e divertido, mas também faz eles pensarem — dá pra ver nos olhos deles quando as ideias começam a surgir e eles começam a discutir qual seria a melhor forma de realizar alguma coisa. O legal é quando vejo que até os mais tímidos acabam se envolvendo porque o ambiente fica bem acolhedor quando todo mundo tá aprendendo junto.

Acho que o grande lance dessa habilidade da BNCC é isso: dar oportunidade pros alunos experimentarem coisas novas e perceberem que podem adaptar muitas situações à realidade deles. É legal ver quando eles percebem que têm capacidade pra criar e propor alternativas mesmo com recursos limitados. E no final das contas, isso é uma lição não só pro esporte mas pra vida toda.

Bom pessoal, espero que essas dicas ajudem vocês aí na prática! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar como faz essas atividades na sua escola, manda aí! Valeu!

nar aí uma sala cheia de alunos, cada um com sua própria história e jeito, né? Aí você pensa, como é que eu vou saber que eles realmente aprenderam sem botar todo mundo num cantinho com uma prova na frente? Pois é, é no dia a dia mesmo, naqueles momentos que a gente tá ali circulando entre eles, ouvindo as conversas, vendo como reagem às atividades.

Já peguei situações em que fiquei impressionado como os meninos absorvem as coisas sem a gente nem perceber. Tipo assim, tava lá no pátio outro dia, e a gente tinha acabado de fazer uma atividade de badminton. Aí o Joãozinho e o Pedro ficaram lá depois da aula, tentando organizar um mini campeonato entre eles. Na hora que vi o Pedro explicando pro Joãozinho como é que funcionava a pontuação, ali vi que eles tinham captado o negócio. Não foi a melhor técnica do mundo, mas a ideia tava lá, e isso já é um baita indicativo de aprendizado.

E tem também aquelas conversas que a gente finge que não tá ouvindo mas tá, né? Já escutei a Maria e a Ana discutindo as regras do frisbee enquanto voltavam da quadra. E quando um aluno consegue explicar pro outro sem enrolação, cara, é sinal de que ele entendeu mesmo. E isso é muito mais valioso do que um número numa prova.

Agora, falando dos erros que os meninos cometem, tem alguns clássicos. Um deles é achar que já sabem tudo só porque jogaram algo parecido na rua. Lembro do Lucas, que sempre vinha todo confiante pros jogos de vôlei porque jogava na rua com os amigos. Mas aí na hora do saque oficial ele não conseguia acertar de jeito nenhum. É engraçado porque ele achava que isso era besteira até perceber a diferença que faz. Esse tipo de erro geralmente acontece porque eles subestimam as nuances e regras específicas do esporte. Quando eu vejo isso rolando na hora, gosto de parar o jogo e fazer uma demonstração rápida pra alinhar todo mundo.

Outra coisa é quando eles não se ligam na importância de trabalhar em equipe. A Júlia sempre quer resolver tudo sozinha no handebol. Ela pega a bola e vai direto pro gol sem pensar em passar pros colegas. Isso acontece muito quando eles tão acostumados a jogar futebol na rua onde o individualismo é mais valorizado. Nesses casos, eu costumo dividir a turma em times pequenos e focar em atividades onde eles só podem marcar ponto se todos tocarem na bola antes.

Agora vem a parte do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e fica naquela agitação toda hora. Para ele, mudo algumas atividades colocando um foco mais dinâmico ou dando tempo extra para ele conseguir completar no próprio ritmo. Coisas como intervalos curtos entre as atividades ajudam muito também. Às vezes uso materiais visuais extras ou sons pra chamar atenção dele pra parte certa do jogo.

Já a Clara tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Com ela, é importante ter uma rotina bem definida e previsível nas aulas de Educação Física. Tipo assim, já percebi que ela se dá melhor quando sabe exatamente o que vai acontecer na sequência da aula. Uma vez fizemos uma atividade surpresa e ela ficou super desconfortável. Aprendi que com ela é melhor evitar grandes surpresas. Uso cartazes com sequências claras dos exercícios ou esportes do dia pra ir ajudando nesse processo.

O que não funcionou? Ah, tentar forçar o Matheus a ficar parado ou exigir muita interação da Clara sem preparação prévia foi furada total. Pro Matheus já tentei deixá-lo como juiz da partida achando que ajudaria a focar mais, mas foi um caos só. E com a Clara percebi rapidinho que atividades com muito barulho ou estímulo visual demais são um problema.

Bom, é isso aí galera! Espero que meu relato ajude vocês aí também com suas turmas cheias de personalidades e desafios únicos. Às vezes as soluções são bem mais simples do que parecem, né? Cada aluno tem seu jeitinho e aprender como lidar com cada um vai fazendo toda diferença no ensino deles. Fiquem à vontade pra comentar suas experiências também! Abraço!

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