Oi pessoal, tudo bem? Hoje quero falar com vocês sobre como ando trabalhando a habilidade EF67EF09 da BNCC com a minha turma do 7º ano. Pra quem ainda não decorou, essa habilidade fala sobre construir coletivamente procedimentos e normas de convivência que ajudem todo mundo a participar dos exercícios físicos, pensando na saúde. É algo que parece complexo mas, na prática, é mais simples do que parece.
Então, como eu entendo essa habilidade? Olha, o foco aqui é fazer com que os alunos aprendam a criar regras juntos pra que todo mundo possa participar das atividades de educação física de uma forma saudável e respeitosa. A ideia é que eles mesmos entendam a importância de respeitar o espaço e o tempo dos colegas, além de saberem escutar, sugerir e aceitar sugestões. Eles precisam conseguir se organizar em grupos, pensar em soluções quando alguma coisa não tá dando certo e garantir que ninguém fique de fora por falta de organização ou respeito. É aquela coisa de aprender a viver em comunidade, sabe?
No 6º ano, eles já começam a aprender sobre respeito e participação nas atividades físicas, mas no 7º ano a gente precisa reforçar isso e ir um pouco além. Eles já sabem como fazer exercícios básicos e têm uma noção do que é necessário para uma prática segura. Agora, precisamos garantir que eles consigam estabelecer essas práticas de forma coletiva, sem que eu precise ficar ditando cada regra.
Bom, agora vou contar pra vocês três atividades que faço com a galera pra trabalhar essa habilidade. Primeira delas é uma introdução à ginástica de condicionamento físico. Eu levo uns colchonetes daqueles simples que temos na escola mesmo e monto um circuitinho básico na quadra. Tudo bem simples: pular corda, abdominais, polichinelos e flexões. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos, dependendo do número total da turma. Cada grupo escolhe um líder pra ajudar a organizar a ordem dos exercícios.
Essa atividade geralmente leva uns 40 minutos, contando com o tempo de explicação inicial. A última vez que fizemos isso, o Lucas, sempre muito empolgado, quis ser líder do grupo dele e acabou se perdendo um pouco na contagem do tempo de cada exercício. Aí os colegas começaram a reclamar que não estava justo porque uns estavam fazendo mais do que outros. Foi uma oportunidade ótima pra parar tudo e levá-los a discutir como poderiam resolver essa situação. No fim, decidiram usar um cronômetro do celular do João e todos concordaram com isso.
Outra atividade é um jogo cooperativo chamado “Passe Rápido”. Aqui usamos bolas leves, tipo aquelas de vôlei ou futebol murchinhas pra não machucar ninguém. A ideia é formar um círculo grande com toda a turma e passar a bola sem deixar cair no chão. Quem segura a bola tem que gritar o nome do colega pra quem vai passar antes de lançar. Se a bola cair, todo mundo começa de novo mas sem briga ou apontar culpados.
Essa atividade demora cerca de 30 minutos e é ótima pra eles perceberem como as regras precisam ser claras pra tudo funcionar. Da última vez, rolou uma situação engraçada: o Matheus sempre gritava os nomes muito rápido e confundia todo mundo. A Júlia sugeriu que ele respirasse antes de falar pra não embolar tudo. No final das contas, ajudou bem e eles conseguiram melhorar o tempo sem derrubar a bola.
Por fim, tenho uma atividade chamada “Estações da Ginástica”, onde monto diferentes estações na quadra com exercícios variados: alongamento em uma estação, flexões na outra e assim por diante. Os meninos rodam pelas estações em grupos pequenos e ficam cerca de 5 minutos em cada uma. Uso cones pra demarcar as áreas e cartazes simples explicando o exercício da estação.
Essa atividade costuma levar uns 50 minutos no total e sempre gera bastante conversa sobre como respeitar o espaço do colega e seguir as instruções dos cartazes. Uma vez o Pedro achou complicado seguir as imagens dos cartazes e acabou fazendo um exercício diferente do planejado. A galera riu bastante mas isso nos levou a discutir sobre como melhorar as instruções para a próxima vez.
Essas atividades me ajudam muito a fazer os alunos vivenciarem na prática o que significa construir regras juntos pra garantir uma participação saudável nos exercícios físicos. Acho que é um aprendizado que acabam levando pra vida toda, não só pra aula de educação física.
Bom pessoal, por hoje é isso! Espero ter dado uma boa ideia de como tô trabalhando essa habilidade por aqui. E vocês? Como têm feito isso aí? Abraço!
lma mais inclusiva. E, gente, eu adoro fazer isso através de jogos cooperativos e atividades em grupo que exigem que eles conversem entre si e criem suas próprias regras. É nesse ambiente que vejo o aprendizado deles florescer de verdade.
Agora, como eu percebo que os meninos realmente aprenderam, sem aplicar uma prova formal? Ah, é quando estou ali, circulando pela sala ou pelo campo, que dá pra ver a mágica acontecendo. Aí, você vê o aluno como o João explicando pro Pedro como eles podem se revezar nas jogadas pra ninguém ficar de fora. Ou quando a Júlia sugere uma regra nova durante um jogo e a galera toda para pra ouvir e chega a um consenso. Esses momentos são ouro! Mostram que eles entenderam que a ideia é colaborar, criar juntos e garantir que todos participem. Uma vez o Caio chegou pra mim e disse: "Professor, acho que se a gente mudar o jeito de escolher os times, ninguém vai mais ficar por último." Aí você percebe que ele entendeu direitinho a importância da inclusão e do respeito nas atividades.
Mas nem tudo são flores, né? Os erros também fazem parte do processo. Um erro comum que vejo acontecer é a turma querer resolver tudo na base do grito, sem ouvir de verdade o que o outro tá dizendo. O Lucas, por exemplo, tem essa mania de falar mais alto pra tentar impor suas ideias e às vezes acaba não ouvindo os colegas. Isso acontece porque eles ainda estão aprendendo a importância da escuta ativa. Quando vejo isso acontecendo, paro a atividade e faço uma roda de conversa rápida, onde cada um precisa falar e ouvir sem interrupção. Outra situação bem comum é quando alguém cria uma regra nova no meio do jogo e não explica direito pros outros, tipo o Felipe que inventou uma nova forma de marcar ponto que ninguém entendeu. Aí o jogo para e vira uma bagunça. Quando pego isso na hora, procuro ajudar a explicar melhor ou incentivo quem entendeu a explicar pro resto da turma.
Agora, falando sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, a gente sabe que cada aluno tem suas necessidades e é importante ajustar as atividades pra incluí-los de verdade. Com o Matheus, por exemplo, percebo que atividades mais curtas e variadas ajudam muito. Ele se dispersa rápido em atividades longas, então faço blocos menores de tempo com pausas pra ele dar uma respirada. Também uso materiais visuais como cartões coloridos pra ajudar na organização das ideias dele.
Já com a Clara, é importante estruturar bem as atividades e avisar com antecedência o que vai ser feito. Ela se sente mais confortável quando sabe exatamente o que esperar. Pra ela, uso roteiros simples com imagens do passo a passo da atividade. E olha só, uma coisa que funcionou bem foi criar um espaço mais calmo onde ela pode ir quando precisar se afastar um pouco do grupo. Às vezes deixo ela escolher um colega pra ir junto e dar apoio durante as atividades.
Claro que nem tudo dá certo sempre. Já tentei jogos mais barulhentos achando que eram estimulantes pra todos, mas acabei percebendo que tanto pro Matheus quanto pra Clara isso gerou mais ansiedade do que engajamento. Aprendi que o segredo é estar sempre atento ao feedback deles e fazer ajustes no caminho.
Bom pessoal, é isso aí. Espero que esse relato ajude vocês a pensar em estratégias práticas e inclusivas na hora de trabalhar essa habilidade com suas turmas também. Qualquer dúvida ou ideia nova que quiserem compartilhar, tô por aqui! Um abraço!