Olha, essa habilidade EF05ER06 da BNCC é super importante e interessante de trabalhar com a galera do 5º Ano. O que ela basicamente quer que a gente faça é ajudar os meninos a entenderem o papel fundamental que os sábios e os anciãos têm nas culturas, especialmente naquelas tradições que passam de boca em boca, sabe? É tudo sobre aquela galera mais velha que conta histórias, lendas, mitos, e ajuda a gente a entender de onde viemos e como nosso povo enxerga o mundo.
Na prática, o aluno precisa ser capaz de ouvir uma história contada por um idoso, por exemplo, e perceber que aquilo não é só uma historinha pra passar o tempo. Eles têm que entender que tem ali um jeito de ver o mundo, um valor cultural que tá sendo passado adiante. E os meninos já chegam no 5º Ano com alguma noção disso porque no ano anterior a gente já começou a falar sobre culturas diferentes e como elas se expressam. Só que agora, a gente aprofunda e foca mais nesses contadores de histórias.
A primeira atividade que eu faço é convidar um senhor ou uma senhora da comunidade pra vir contar uma história pra turma. Eu costumo usar o pátio da escola, porque é um lugar mais aberto e parece até que cria um clima diferente, né? Aí a gente senta todo mundo em círculo ao redor do contador de histórias. Isso leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Na última vez que fiz isso, trouxe a Dona Conceição, que é avó do Luís Otávio da nossa sala. Ela contou uma história sobre um boto cor-de-rosa lá da região amazônica que ela ouviu do avô dela. Os meninos ficaram super atentos, nem piscavam! Depois disso, pedi pra eles desenharem o boto ou algum outro detalhe da história. A Maria Clara fez um boto com asas, e quando perguntei por quê, ela disse que era pra ele voar até outros lugares e contar mais histórias.
Outra coisa que faço é uma roda de conversa depois das histórias. Essa eu organizo na própria sala de aula. Faço com eles em grupos menores de 5 ou 6 alunos pra todo mundo poder falar. A gente debate sobre o que ouviram e como isso se parece ou é diferente das histórias que eles ouvem em casa. Isso costuma levar umas duas aulas porque gosto que eles realmente pensem e troquem ideias entre si. Na última vez, o João Pedro comentou como parecia com as histórias que a avó dele contava sobre o sertão nordestino. E aí a Mariana falou das histórias do pai dela de quando vivia no interior de Minas Gerais. Aí eu sempre puxo pro lado do respeito às diferenças culturais e como cada história tem seu valor.
A terceira atividade é mais prática: eles têm que criar uma pequena peça de teatro baseada numa história tradicional que ouviram em casa ou na comunidade. Dou umas duas semanas pra prepararem isso porque eles têm que ensaiar e preparar alguns materiais simples, tipo umas roupas ou objetos que tenham em casa mesmo pra usar como cenário ou figurino. Eles adoram essa parte porque podem ser criativos e brincar com o jeito de contar as histórias. Da última vez, o grupo do Felipe montou uma peça sobre a lenda do Curupira e foi tão engraçado! Eles botaram a Mariana pra fazer o Curupira usando umas perucas coloridas e uma camiseta ao contrário pra imitar os pés virados. E foi incrível ver como eles se envolveram com a lenda e trouxeram ela pra realidade deles.
No fim das contas, essas atividades ajudam os alunos não só a entenderem o valor da tradição oral mas também a desenvolverem respeito pelos mais velhos e pelas culturas diferentes da nossa. E é muito legal ver como eles se interessam e começam a fazer perguntas pros avós ou outros idosos da comunidade depois dessas aulas. Acho importante também deixar sempre espaço pras dúvidas e curiosidades deles porque aí sim você vê o brilho nos olhos quando eles fazem essas conexões entre as histórias ouvindo agora e as experiências pessoais deles.
Trabalhar com tradição oral é algo vivo, sabe? E quando vejo os meninos encantados escutando as histórias ou rindo durante as dramatizações, tenho certeza de que tô no caminho certo pra ensinar mais do que só conteúdo — tô ajudando a formar pessoas curiosas e respeitosas com suas raízes e as dos outros. E isso não tem preço!
contar de qualquer jeito, mas que tem uma carga cultural e histórica muito rica ali. Aí na sala eu gosto de fazer algumas atividades que envolvem os alunos ouvindo histórias contadas por pessoas mais velhas do nosso bairro, sabe? A gente já chamou a dona Cida, que é uma senhora aqui da comunidade, pra contar umas histórias do tempo dela e foi incrível.
Agora, como é que a gente percebe que os alunos realmente entenderam isso tudo? Olha, no dia a dia da sala de aula eu vejo muita coisa. Quando estou circulando pela sala, observando as atividades em grupo, dá pra perceber quem realmente captou a ideia. Tipo, quando os meninos começam a relacionar o que ouviram nas histórias com situações do dia a dia deles ou quando fazem perguntas mais profundas sobre as tradições da própria família. Teve uma vez que o João, após ouvir uma história, virou pro colega do lado e disse: "Nossa, isso é tipo o que minha avó sempre fala sobre plantar na lua certa". Aí você vê que ele entendeu que essas histórias têm um fundo cultural que ainda influencia a gente hoje.
Outro exemplo é quando você vê um aluno explicando pro outro com aquele entusiasmo todo. Uma vez, eu ouvi a Gabriela contando pro Miguel, que tinha faltado no dia da atividade, sobre a história da dona Cida. Ela falava com tanta propriedade e conectava com aulas passadas, isso é sinal claro de que ela absorveu bem. Essa troca entre eles é muito valiosa.
Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem sempre aquela galera que acha que história de idoso é só "coisa velha" e acaba não prestando atenção nos detalhes. O Lucas, por exemplo, outro dia comentou: "Ah professor, mas isso não tem nada a ver com nossa vida hoje". Eu percebo que esses erros acontecem porque muitos ainda não foram expostos à ideia de que o presente nasce do passado. Aí o papel do professor é mostrar essas conexões. Quando pego isso na hora, tento trazer exemplos práticos: "Pensa na comida típica que sua avó faz e como ela aprendeu com a bisavó...". Assim eles começam a ligar os pontos.
Sobre lidar com alunos com necessidades específicas como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Ah, isso aí é um aprendizado constante pra mim também. Com o Matheus, foi essencial incorporar mais atividades físicas nas aulas. Então quando temos uma história pra ouvir ou discutir, tentamos fazer isso ao ar livre ou num espaço maior onde ele possa se mover um pouco enquanto participa. Outra coisa que funciona bem é dividir as atividades em blocos menores pra ele não perder o foco.
Já com a Clara, o desafio é diferente. Ela se sai melhor quando tem previsibilidade. Então antes de contar uma história ou chamar alguém pra falar, eu aviso com antecedência e explico como será cada etapa. Com ela uso também materiais visuais e audiovisuais que ajudam na compreensão. Às vezes gravamos as histórias pra ela ouvir depois no tempo dela. Mas olha, já teve tentativa que não deu certo também, como aquela vez que fizemos um teatro sobre as histórias e ela ficou muito desconfortável com as mudanças repentinas na sala.
No fim das contas, cada aluno é único e adaptar as atividades faz parte do processo de ensino inclusivo. Às vezes bate aquele desespero de achar que não tá dando conta de tudo, mas aí vem uma pequena vitória dessas e a gente percebe que tá no caminho certo.
Bom pessoal, é isso aí! Compartilhei um pouco do que rola por aqui nas minhas aulas de Ensino Religioso. Espero ter ajudado quem tá buscando ideias ou se perguntando como lidar com esses desafios diários. Qualquer coisa tô por aqui no fórum se quiserem trocar mais ideia! Abraços!