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EF05ER07Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver.

Crenças religiosas e filosofias de vidaAncestralidade e tradição oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF05ER07 da BNCC, na prática, é como ajudar a molecada a perceber que cada palavra de uma história contada tem muita coisa ali por trás. É meio que escutar e ver além do que tá dito, sabe? Quando a gente fala de ensinamentos de modos de ser e viver em textos orais, estamos falando de como as histórias carregam jeitos de ser, valores, costumes. É tipo quando a avó da gente conta uma história de como era na época dela, e a gente aprende um tanto de coisa só escutando. Pros meninos do 5º ano isso é importante porque traz aquela conexão com o que eles já ouviram em casa, com histórias familiares, e também faz eles reconhecerem e respeitarem outras culturas e tradições. Na série anterior, eles já tinham começado a tocar nesse assunto de uma forma mais leve, como contando e escutando histórias do cotidiano entre eles mesmos.

Então, pra trabalhar essa habilidade eu gosto de trazer algumas atividades bem práticas. A primeira delas é a contação de histórias com participação da turma. Eu costumo pegar um livro simples com fábulas ou lendas brasileiras e levo pra sala. Aí, divido a turma em grupos pequenos e cada grupo fica responsável por recontar uma parte da história mas com um toque pessoal deles, tipo usando coisas da vida deles ou do bairro. Isso leva uns 40 minutos. Os alunos reagem super bem porque eles se sentem parte da história. Da última vez, o Pedroca pegou uma fábula sobre bichos da floresta e incluiu a Dona Maria da esquina na história, dizendo que ela era quem fazia os remédios naturais pra todo mundo lá na mata. Foi super engraçado e a turma riu um bocado.

Outra atividade que faço é a roda de conversa com convidados. Às vezes chamo alguém mais velho da comunidade pra ir na escola contar algumas histórias da vida deles. Isso aproxima o pessoal da comunidade e ajuda os meninos a entenderem outros modos de viver. Já chamei o Seu Zé do mercadinho pra falar sobre como ele cresceu no interior e veio pra cidade grande. Ele contou de um jeito tão gostoso que até os mais agitados ficaram quietinhos escutando. Normalmente reservo uma aula inteira pra isso, umas 50 minutos, porque depois tem um tempinho pras perguntas. Na última vez, a Bia perguntou pro Seu Zé se ele tinha medo das histórias que ele contava sobre assombração na roça. Ele respondeu com uma risada e disse: "Medo não dá comida na mesa, menina!".

E por fim, tem também o projeto da árvore genealógica falante. Essa é mais trabalhosa mas vale a pena. Os alunos têm que entrevistar algum familiar sobre uma história antiga da família e depois trazer pra contar na aula como se fossem aquele parente. Eles adoram! Para isso pode usar papel A4 e lápis mesmo pra desenhar ou escrever alguns pontos principais da história. Dura umas duas aulas porque numa eles preparam e na outra eles apresentam. Da última vez, o Joãozinho trouxe uma história incrível sobre o bisavô dele que veio do nordeste num pau-de-arara e começou uma nova vida aqui no Goiás vendendo rapadura na feira. Ele contou imitando até o sotaque do bisavô, foi coisa linda de ver.

Trabalhar essa habilidade é dar voz pra tradição oral dentro da sala de aula e mostrar pra eles o quanto isso é valioso não só pra aprender sobre o passado mas também pra entenderem mais do presente deles mesmos. E assim a gente vai caminhando junto com eles nesse mundo das histórias, sempre aprendendo junto!

E aí, gente! Continuando o papo sobre a habilidade EF05ER07, depois que a gente faz aquelas atividades que eu comentei no post anterior, vem a parte de observar os meninos no dia a dia. Olha, sem aplicar prova formal, dá pra perceber quem pegou a ideia quando você tá ali rodando a sala, ouvindo as conversas e vendo como eles interagem. É uma coisa meio de prestar atenção nos detalhes mesmo.

Por exemplo, outro dia eu tava passando pelas mesas enquanto eles faziam uma atividade em grupo sobre uma lenda indígena. Aí ouvi o Lucas explicando pros colegas dele que a história não era só sobre um monstro do rio, mas sobre respeitar a natureza e tudo mais. Cara, eu pensei: "Ahá! Esse aí entendeu!". Ele conseguiu ligar os pontinhos entre a história e os ensinamentos por trás dela, sem precisar de ninguém explicar tudo mastigadinho. E tem também aqueles momentos em que você percebe que um aluno começa a fazer perguntas mais profundas, tipo quando a Ana perguntou se as histórias de outros povos também têm lições parecidas. Quando rola esse tipo de pergunta, eu tenho certeza de que eles tão indo além do básico.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros aparecem, e faz parte do aprendizado. Um erro comum é quando alguns meninos ficam muito presos à literalidade da história e não conseguem ver o que tá por trás. Tipo o João, que achava que o mito do saci era só sobre um moleque travesso e não conseguia ver que falava também sobre astúcia e sobrevivência enfrentando dificuldades. Isso acontece porque eles ainda tão desenvolvendo essa habilidade de pensar mais abstratamente. Quando percebo isso, tento puxar umas conversas meio filosóficas ou faço perguntas guiadas pra eles começarem a refletir mais profundamente. Não é algo que funcione de imediato pra todo mundo, mas ajuda bastante.

E falando no Matheus e na Clara... ah, sempre tem aquele desafio extra. O Matheus tem TDAH, então pra ele eu deixo as atividades mais dinâmicas e com menos texto escrito. Geralmente uso mapas mentais ou gráficos pra ele organizar as ideias das histórias. E ele adora quando tem alguma atividade prática ou um joguinho pra ajudar na concentração. Teve uma vez que tentei uma leitura silenciosa longa e foi um desastre, coitado! Mas colocando ele numa roda de conversa ou numa dramatização da história, aí sim ele brilha.

Já a Clara tem TEA e precisa de um pouco mais de apoio visual e rotina. Ela se dá muito bem com histórias ilustradas e sempre deixo à mão cartões com sequências visuais das narrativas pra ela acompanhar. Eu procuro não mudar muito o formato das atividades pra ela não se perder na confusão, e sempre aviso antes qualquer mudança de plano. Uma coisa que aprendi foi que no começo eu tentava usar muitos estímulos diferentes na mesma atividade achando que ia ajudar, mas no fim fazia era confundir a Clara toda. Foi ajustando aos poucos e agora tá fluindo melhor.

Olha, com cada aluno é um mundo diferente né? O importante é ir ajustando os métodos conforme sinto o pulso da sala e as necessidades específicas deles. E mesmo com todos os desafios, ver esses pequenos avanços no entendimento deles é muito gratificante.

É isso aí galera! Espero que esses exemplos do nosso dia a dia ajudem vocês também nas suas salas. Qualquer coisa, tamo junto pra trocar ideia!

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