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EF09GE13Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima.

Mundo do trabalhoCadeias industriais e inovação no uso dos recursos naturais e matérias-primas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09GE13 aí, é basicamente ajudar os meninos a entenderem como a produção agropecuária tá ligada com a vida urbana e industrial que a gente leva hoje. Parece complicado, né? Mas na prática é fazer eles perceberem que o que plantam e criam no campo não fica só no campo. Isso vira comida na mesa, vira matéria-prima pras indústrias e tá super conectado com o que a gente chama de desigualdade no acesso a esses recursos. Eles têm que conseguir ver que em alguns lugares tem de sobra e em outros falta. Aí a gente puxa o gancho com o que eles já estudaram antes, sobre como as cidades cresceram e a industrialização influenciou tudo isso. No 8º ano, por exemplo, eles já tinham visto um pouco sobre a Revolução Industrial, então dá pra conectar uma coisa na outra.

Então, como eu faço isso na sala? Bom, vou contar três atividades que sempre rolam por aqui.

A primeira coisa que eu faço é levar os meninos pro laboratório de informática da escola, quando ele tá disponível. Aí eu passo pra eles um documentário curto que explica de forma bem visual como funciona a cadeia produtiva de alimentos e como os produtos saem do campo e chegam até nossa casa ou vão pras indústrias. O material é simples mesmo, tem vários desses vídeos disponíveis online. Deixo eles assistirem em duplas ou trios pra poderem conversar entre si sobre o que tão vendo. Isso dura uma aula, uns 50 minutos. O resultado é sempre interessante, porque a galera começa a fazer umas conexões bacanas. Outro dia mesmo, o João levantou a mão e falou: "Professor, então quer dizer que quando tem seca em uma região do Brasil, pode faltar comida até no mercado aqui perto de casa?" Aí eu vejo que os meninos tão pegando o espírito da coisa.

Outra atividade que faço é montar um debate em sala sobre o tema da desigualdade no acesso aos alimentos. Antes do debate, eu sempre passo um texto curto com dados sobre fome no mundo e como isso se relaciona com a distribuição desigual dos recursos naturais. O legal é que não precisa ser nada muito elaborado, só pra eles terem uma ideia geral. Divido a turma em dois grupos: um que defende que a tecnologia vai resolver esses problemas de desigualdade, e outro que acha que isso é mais questão de política e distribuição justa. Deixo cada grupo se preparar por uns 15 minutos e depois mando ver no debate. A galera adora quando tem desafio assim. Na última vez, a Ana mandou muito bem dizendo: "A tecnologia pode até ajudar, mas se não tiver vontade política não adianta nada." Achei ótimo ver os meninos pensando criticamente.

A terceira atividade é mais mão na massa. A gente faz um projeto de mini horta na escola pra eles entenderem o processo todo da produção de alimentos. Aí tem todo aquele esquema: arrumar um pedacinho de terra ali no pátio da escola mesmo, conseguir mudinhas ou sementes (às vezes os próprios alunos trazem de casa), e plantar. A gente cuida da horta por algumas semanas e vai observando o crescimento das plantas. Durante esse tempo, aproveito pra discutir com eles sobre como até coisas simples como ter ou não água suficiente podem impactar toda uma produção agrícola. Geralmente deixo essa atividade rolar por umas quatro semanas, bem distribuída ao longo do bimestre. Os alunos adoram ver o resultado do próprio trabalho crescendo ali na frente deles. Teve uma vez que o Lucas ficou todo animado porque as alfaces do grupo dele foram as primeiras a crescerem bonitas, aí ele até trouxe a mãe pra ver.

Essas atividades ajudam demais porque tiram os meninos daquela teoria pura dos livros e fazem eles entenderem melhor o mundo ao redor deles. E eu sempre tento mostrar que mesmo aquela aula mais teórica tem aplicação prática na vida real deles. É legal ver como eles vão ficando mais conscientes do papel deles nesse sistema todo e mais críticos em relação ao mundo.

Bom, acho que é isso aí por hoje! Espero que essas ideias ajudem vocês nas suas aulas também. Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais figurinhas! Até mais!

Aí, galera, continuando o papo sobre a habilidade EF09GE13, uma das coisas que acho mais legal é perceber quando os alunos realmente entendem o conteúdo, sem precisar daquela prova formal, sabe? Pra mim, a melhor hora é quando tô circulando pela sala. Tipo, eu passo pelas mesas e ouço a conversa deles. Se vejo o João explicando pro Marcelo como a soja plantada lá no campo vira óleo de cozinha que a gente usa aqui na cidade, eu já sei que ele entendeu o lance. Ou então quando a Maria vira e diz pra amiga "Ah, então é por isso que o preço do arroz subiu, porque falta matéria-prima nas indústrias", aí dá aquele clique que eles tão ligando os pontos e trazendo pro dia a dia deles.

Outra maneira de ver isso é quando eles começam a associar os conteúdos em outras matérias. Tipo aquela vez que eu tava na sala e ouvi a Clara comentando com a Júlia sobre como a notícia da televisão falava do aumento do preço do milho por causa da seca no campo e como isso impactava quem vive na cidade. Ela tava ligando as notícias com o que aprendeu na aula de Geografia, e aí é que bate aquele orgulho, né?

Mas claro que nem tudo são flores e tem uns erros comuns nesse conteúdo. Um clássico é quando confundem os conceitos de produção agropecuária com industrial. O Pedro, por exemplo, um dia falou que a fábrica de sapatos dele era uma produção agropecuária. A gente riu junto, mas aí expliquei que agropecuária é mais sobre o que vem do campo mesmo, tipo o leite das vacas ou os grãos do milho. Esses erros acontecem porque muitas vezes as palavras são usadas meio soltas por aí e eles vão pegando pela metade. Quando pego um erro desses na hora, eu paro e tento usar exemplos que eles conhecem. Digo algo como "Imagina se você precisar fazer uma feijoada, o feijão vem do campo e vai pra indústria de alimentos antes de chegar na tua panela", aí eles clareiam as ideias.

Agora, falando especificamente do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, essa galera precisa de uma atenção especial. Pro Matheus, eu tento sempre manter as atividades mais curtas e variadas porque ele se dispersa fácil se fica muito tempo numa só coisa. Uma coisa que funciona bem é usar vídeos curtos ou mapas interativos. Já tentei fazer atividades longas como leitura de textos grandes, mas aí ele já perde o foco rapidinho.

A Clara já precisa de um ambiente mais tranquilo e previsível. Pra ela, gosto de usar gráficos e tabelas porque ajudam a organizar as informações de uma forma mais visual. Ela se dá bem com cores diferentes pra cada tipo de informação também. Teve uma vez que introduzi um quebra-cabeça sobre cadeias produtivas e foi um sucesso, mas já tentei jogos competitivos em equipe e ela não ficou à vontade.

Também adapto o tempo pra esses alunos. O Matheus recebe um pouco mais de tempo pra completar tarefas quando precisa e pra Clara gosto de explicar as atividades antes de todo mundo começar, assim ela sabe exatamente o que esperar.

Enfim, pessoal, acho que é isso por hoje. Cada aluno tem seu jeito de aprender e cabe a gente tentar encontrar essas brechas onde eles se conectam com o conteúdo. Isso vai além da prova formal; é sobre entender como eles pensam e veem o mundo através do que aprendem com a gente. Continuamos a conversa por aqui. Abraços!

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