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EF09GE14Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais.

Formas de representação e pensamento espacialLeitura e elaboração de mapas temáticos, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09GE14 da BNCC é um baita desafio, mas também uma oportunidade bacana pra galera do 9º ano começar a olhar o mundo de um jeito mais crítico e informado. Na prática, o que a BNCC tá pedindo é que os alunos consigam pegar dados complexos sobre o mundo e transformá-los em algo visual e compreensível, tipo gráficos de barras, gráficos de setores (aqueles famosos gráficos de pizza), mapas e croquis. É como se eles estivessem aprendendo a traduzir uma confusão de números e informações em figuras que fazem sentido. E isso vai além de fazer um gráfico bonitinho: é sobre entender o que aqueles dados estão dizendo sobre o mundo, como as desigualdades sociais, as diferenças políticas entre países, e assim por diante.

Antes de chegar no 9º ano, os meninos já tiveram alguma experiência com gráficos e mapas, mas geralmente de uma maneira mais superficial. Eles já sabem o básico de interpretação de um gráfico ou mapa simples, mas agora a ideia é aprofundar isso. É fazer eles interpretarem essas representações para entender questões mais complexas sobre o mundo. Por exemplo, pegar um mapa temático que mostra a distribuição de renda pelo mundo e entender como isso reflete nas relações geopolíticas.

Agora vou te contar como eu coloco isso em prática na sala com três atividades que têm dado certo.

A primeira atividade, eu chamo de "Mapa do Mundo Real". Eu pego um mapa mundi simples, tipo aqueles que a gente vê nos livros didáticos, e dou uma cópia pra cada grupo de quatro alunos. Aí dou também alguns dados, como PIB per capita ou IDH dos países. Cada grupo tem que escolher dois indicadores diferentes para transformar em mapas temáticos utilizando lápis de cor. Leva umas duas aulas, uma pra fazer o mapa e outra pra discutir os resultados. A galera fica empolgada, especialmente quando começa a ver as diferenças gritantes entre os países. Da última vez que fizemos isso, a Ana Clara ficou intrigada ao ver como alguns países da África tinham um PIB tão diferente dos europeus e começou a questionar por quê aquilo acontecia. Foi massa ver ela conectando os pontos.

A segunda é "Criando gráficos a partir de dados do bairro". A gente sai um pouco da sala e coleta dados simples do bairro da escola: número de comércios, escolas e serviços públicos por quadra. Depois, voltamos pra sala e cada aluno cria seu gráfico de barras ou de setores usando esses dados. Material simples: folhas quadriculadas e lápis coloridos. Essa atividade leva uma aula completa. O legal é ver os alunos se conectando com o entorno deles – tipo o Lucas, que ficou surpreso em ver que a quadra ao lado da casa dele tinha o dobro de serviços comparado à dele. Ele mesmo comentou: "Nunca tinha reparado nisso antes!" É incrível como essas descobertas geram reflexão sobre desigualdade local.

A terceira atividade se chama "Croquis e Desafios". Divido a turma em grupos e dou um desafio pra cada um: criar um croqui mostrando uma rota eficiente pra resolver um problema hipotético na comunidade – tipo achar o caminho mais curto com menos semáforos entre dois pontos importantes do bairro. Damos uma aula pra fazer o croqui e depois discutimos as rotas criadas em grupo. Sempre uso papel kraft grande pras apresentações ficarem legais no mural da escola. A reação geralmente é bem positiva porque eles gostam de pensar criativamente. Tenho um aluno chamado Pedro Henrique que adora desenhar e ele sempre capricha nos detalhes dos croquis. Na última vez que fizemos essa atividade, ele até desenhou pequenos pontos turísticos do bairro nos croquis dos colegas!

Essas atividades são ótimas porque não só desenvolvem a habilidade requerida pela BNCC mas também estimulam os alunos a pensarem criticamente sobre o mundo ao redor deles e além. É sempre gratificante ver eles conectando os conceitos com suas vidas diárias e começando a formar suas próprias opiniões sobre problemas globais. Bom, é isso aí pessoal! Vamos seguir firmes nesse desafio porque vale muito a pena!

...é sobre entender o porquê daquele gráfico ou mapa ser relevante, o que ele tá contando sobre o mundo.

Agora, sobre como eu percebo que os meninos tão pegando a matéria sem precisar de prova, isso é um exercício constante de observação, sabe? Quando tô na sala, circulando entre as mesas, eu presto atenção nas conversas. É incrível como dá pra sacar quem tá entendendo só pelo jeito que eles falam entre si. Tipo assim, outro dia eu tava andando pela sala enquanto eles trabalhavam em grupos num projeto sobre a distribuição populacional no Brasil. O Pedro tava explicando pra Ana como as migrações internas afetam a demografia de certas regiões. Ele tava lá, todo empolgado, usando exemplos da própria família que se mudou do Nordeste pro Centro-Oeste. Aí eu pensei: "Ah, o Pedro tá vendo a conexão entre teoria e prática!"

Outro jeito de perceber são aquelas perguntas que mostram um entendimento mais profundo. A Júlia chegou pra mim um dia e perguntou como as mudanças climáticas poderiam impactar os mapas de vegetação que tavam criando. A pergunta dela foi tão certeira que eu vi que ela tinha sacado a relação entre clima e geografia.

Mas é claro que nem tudo são flores, né? Os erros comuns também aparecem e é aí que a gente atua pra corrigir o rumo. O Lucas, por exemplo, sempre faz confusão entre latitude e longitude. Ele tenta usar as linhas do globo como referência, mas se embanana todo na hora de colocar essas informações num mapa específico. Isso acontece porque ele ainda não fixou aquela noção básica de como as coordenadas se conectam com o espaço real.

Quando pego esse tipo de erro na hora, chamo ele de canto e mostro um globo terrestre e um mapa comum lado a lado. Aí vou reforçando o que cada linha representa até ele começar a associar melhor. E também tem aqueles erros mais conceituais, tipo a Mariana que às vezes acha que todos os mapas têm que seguir o mesmo padrão de cores ou símbolos. Aí eu explico que depende do objetivo de cada mapa ou gráfico.

Agora, falando do Matheus e da Clara... cada um tem seu jeito único de aprender e a gente precisa adaptar as coisas pra eles sentirem que tão no mesmo barco que a turma toda. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Então quando faço atividades em grupo ou uso jogos educativos, ele se engaja melhor. Uma vez a gente fez um jogo de tabuleiro sobre recursos naturais e ele mandou super bem!

A Clara tem TEA e às vezes precisa de um pouco mais de estrutura e previsibilidade nas atividades. Pra ela, uso muito material visual e procuro fazer um roteiro bem claro do que vai acontecer em cada aula. Em uma aula sobre urbanização, usei vídeos curtos mostrando diferentes cidades e ela se interessou bastante. Mas já tentei usar mapas muito complexos sem uma explicação prévia clara e ela ficou um pouco perdida.

O tempo também é algo que ajusto pra eles. Pro Matheus, dou pequenas pausas pra ele não perder o foco. E pra Clara, dou um tempo extra ou começo com tarefas mais simples antes de ir pras mais complexas.

É isso, pessoal! Sempre tem jeito de fazer dar certo quando a gente conhece bem nossos alunos. Cada dia é uma descoberta e uma oportunidade de aprender junto com eles. Bom, vou ficando por aqui, mas depois conto mais umas histórias da sala de aula. Valeu!

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