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EF01HI01História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade.

Mundo pessoal: meu lugar no mundoAs fases da vida e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01HI01 da BNCC é uma daquelas que, quando a gente lê, parece meio complicada, mas na prática é bem legal de trabalhar com os pequenos. Basicamente, o que a gente quer é que os meninos comecem a perceber a história deles, tipo assim, como eles eram antes, como estão agora e como vão ser. Isso é importante porque ajuda eles a entenderem que fazem parte de uma história maior, que tem passado, presente e futuro. A ideia é que eles consigam olhar para as próprias experiências e ver como elas se encaixam na história da família e da comunidade.

Quando chegaram no 1º ano, os meninos já tinham uma noção básica de tempo, tipo o que é ontem, hoje e amanhã. Eles também já sabiam uma coisinha ou outra sobre contar histórias de quando eram bebês. Então, o desafio agora é aprofundar isso aí. Eles precisam conseguir olhar uma foto antiga e identificar mudanças nos próprios corpos ou até nas roupas e nos brinquedos. Ouvir histórias dos avós sobre como era a vida antigamente, comparar com o que eles vivem agora. Isso tudo ajudando a entender que o mundo está sempre mudando e que eles fazem parte desse movimento.

Uma das atividades que eu faço é a "Linha do Tempo Pessoal". Esse é clássico, mas funciona. Peço para os meninos trazerem fotos deles desde bebês até agora. Não precisa imprimir não, pode ser no celular dos pais mesmo. Aí, em sala, cada um faz sua linha do tempo num pedaço de papel craft bem grandão. Eles colam as fotos e desenham ou escrevem alguma mudança importante em cada fase: "Aqui comecei a falar", "Aqui fui pra escola". Eu organizo em duplas pra um ajudar o outro a lembrar das histórias por trás das fotos. Dá uma manhã inteira essa atividade, mas é sucesso garantido. Da última vez, a Ana Júlia trouxe uma foto dela com um vestido verde de bolinhas e contou toda animada que era a mesma roupa da festa de aniversário da prima dela esse ano! A turma toda riu quando ela falou que não trocaria por vestido novo nenhum.

Outra atividade que eu gosto de fazer é "Histórias dos Avós". A galera adora ouvir histórias de outras épocas. Eu peço pra eles conversarem com os avós ou parentes mais velhos e trazerem algum objeto antigo ou uma história curiosa pra contar na roda de conversa da sala. Pode ser uma foto antiga ou um brinquedo de quando o pai era criança, por exemplo. Uso só cadeiras em círculo e um espaço aberto na sala pra facilitar o diálogo. Leva uns 50 minutos mas sempre dá vontade de estender mais. Uma vez o Pedro trouxe um relógio antigo do avô e contou como ele acordava todo dia às 5h pra ajudar na lavoura. Aí a turma começou a comparar com os despertadores do celular deles hoje em dia. Foi massa ver como as crianças ficaram surpresas ao descobrir que antigamente não tinha celular!

E tem também a "Caminhada pela Comunidade". Essa é tipo um passeio pela vizinhança da escola, onde a ideia é observar as mudanças nos prédios, ruas ou qualquer coisa em volta. Antes da caminhada, conversamos na sala sobre o que observar: prédios antigos versus novos, placas antigas, árvores grandes... Coisas assim. Vou com eles junto das professoras auxiliares pra segurança e levamos papel e lápis pra anotar ou desenhar o que acharem interessante. Geralmente leva umas duas horas entre sair e voltar pra sala. Da última vez, ficamos parados uns minutos olhando uma casa antiga que está bem diferente das outras - tipo assim, ainda tem telhadinho de cerâmica laranja - e a Julia comentou: "Parece casa de vó mesmo!". Aí aproveitamos pra discutir como cada casa tem sua história e como podemos fazer parte disso.

Bom, são atividades simples mas são legais exatamente porque conectam as crianças com suas próprias histórias e com a comunidade delas. A galera fica envolvida porque falamos das coisas pessoais deles e eles curtem isso aí - saber mais sobre si mesmos através dos olhos dos outros também! Sempre acaba rolando conversa boa com os pais depois dessas atividades porque as crianças levam pra casa o que aprendem em sala sobre si mesmas e isso acaba voltando em forma de novas perguntas pros adultos.

E é isso pessoal! Espero que tenha ajudado aí quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade na prática. Se alguém já fez algo parecido ou diferente, conta aí também!

Quando chegaram no 1º ano, os meninos ainda estavam se acostumando com a dinâmica da escola, né? Aí, a gente tem que fazer esse trabalho de forma bem gradual mesmo. O que sempre me ajuda a perceber que eles estão aprendendo é ficar de olho nas conversas que eles têm entre si. Tipo, outro dia tava circulando pela sala e ouvi o Joãozinho contando pro amigo sobre como o avô dele costumava fazer pipas quando era pequeno, e como ele queria aprender também. Isso é um indicativo forte de que ele tá começando a ligar as experiências pessoais com a história da família dele.

Outra forma de perceber é quando eles explicam um pro outro. Teve uma vez que a Mariana estava contando sobre uma fotografia antiga da mãe dela, e o Pedro perguntou como ela sabia que a foto era antiga. Aí, a Mariana explicou que a roupa e o cabelo eram diferentes dos de hoje em dia. Nessa hora, você vê que ela realmente entendeu o conceito de tempo e mudança através das gerações. São esses momentos pequenos e cotidianos que mostram que o aprendizado tá acontecendo.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem muitos! Um erro clássico é confundir passado e futuro. O Lucas, por exemplo, uma vez falou que "amanhã eu brinquei com meu pai". Ele misturou tudo! Isso acontece porque, nessa idade, eles ainda tão entendendo como usar as palavras pra falar de tempo. Quando pego um erro assim na hora, eu costumo repetir a frase do jeito certo pra eles ouvirem como fica. Tipo: "Lucas, quer dizer que amanhã você vai brincar com seu pai?" Às vezes faço isso de um jeito meio brincalhão pra não deixar ele se sentir mal.

Outra coisa comum é eles pensarem que tudo no passado era igual ao presente. Tipo, a Ana achava que os avós dela também tinham videogame quando eram crianças. Aí eu aproveito esses momentos pra mostrar fotos antigas ou contar histórias sobre como as coisas eram diferentes. Isso ajuda eles a verem as mudanças de uma forma mais concreta.

Agora, falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de umas adaptações pra conseguir focar nas atividades. Uma coisa que funciona bem é dividir as tarefas em partes menores. Se a gente vai trabalhar com linha do tempo, por exemplo, eu dou pra ele só um pedacinho de cada vez pra ele não ficar sobrecarregado. Também uso aquelas fichas coloridas que ajudam ele a visualizar melhor o antes e depois. Já tentamos usar apps no tablet pra ajudá-lo a se concentrar com recursos visuais e sons, mas percebi que ele acabava se distraindo mais com o aparelho do que prestando atenção no conteúdo.

Com a Clara, que tem TEA, preciso ficar atento ao jeito que ela prefere interagir com o mundo. Ela adora rotina, então qualquer atividade nova precisa ser introduzida de forma bem previsível. Uso muito material visual com ela: desenhos, cartões ilustrados... isso ajuda bastante. Quando fizemos uma atividade sobre as diferenças entre as gerações usando roupas antigas e novas, deixei ela explorar os tecidos e texturas porque percebi que esse tipo de estímulo sensorial ajudava na compreensão dela. Tentei uma vez fazer uma roda de conversa com toda a turma pra discutir o tema, mas vi que ela ficava mais retraída. Então agora eu faço pequenos grupos ou conversas individuais com ela.

E é isso aí pessoal, cada dia na sala é um aprendizado tanto pros alunos quanto pra mim também. Espero que essas dicas ajudem quem tá trabalhando com essa faixa etária! Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar experiências também, manda aí! Vamos trocar figurinhas porque ensinar é isso mesmo: aprender junto! Abraço!

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