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EF01HI04História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem.

Mundo pessoal: meu lugar no mundoA escola e a diversidade do grupo social envolvido
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF01HI04 com a turma do 1º ano é algo que eu acho bem importante, sabe? A gente tá falando de ajudar os meninos a entenderem que os lugares onde eles passam o dia têm regras diferentes e que cada um tem suas características. Não é só sobre saber que em casa você dorme no seu quarto e na escola tem que sentar na carteira, mas é também sobre entender as diferenças nos hábitos e nas regras que têm em cada um desses lugares. A criança precisa conseguir olhar pro ambiente dela e perceber o que tem de específico ali, tipo, "Ah, aqui na escola eu tenho que pedir pra falar", enquanto em casa a conversa pode rolar solta. E isso se conecta muito com o que eles já vinham aprendendo nos anos anteriores sobre se comunicar e respeitar o espaço do outro.

Então, eu gosto de começar com uma atividade bem simples: uma roda de conversa. Eu puxo o assunto perguntando onde eles estiveram no final de semana e o que fizeram em casa. Aí, depois, a gente fala sobre como é aqui na escola e o que é diferente. É bacana porque os meninos começam a perceber sozinhos as variações nas regras e nos hábitos. Por exemplo, da última vez que fiz isso, o Pedro falou que em casa ele pode brincar com os brinquedos dele a hora que quiser, mas na escola tem hora certa pra isso. Eu uso só uma folha grande de papel pardo no chão, onde vou anotando as diferenças que eles falam. Esse bate-papo leva uns 30 minutos e a galera adora participar, sempre tem muita história engraçada.

Outra atividade legal é fazer um desenho sobre os lugares onde eles mais passam o tempo: a casa, a escola e algum lugar da comunidade, tipo a pracinha ou a igreja. Eu dou uma folha A4 pra cada um e eles desenham esses ambientes. Enquanto desenham, eles vão contando uns pros outros sobre as regras de cada lugar. Na última vez que a gente fez isso, a Maria desenhou a casa dela com um cachorro no jardim e disse que em casa ela pode correr atrás do cachorro quando quiser, mas na escola não tem cachorro e não pode correr nos corredores. É interessante ver como eles já têm essa percepção clara das diferenças. Essa atividade leva um pouco mais de tempo, umas duas aulas de 50 minutos cada.

E pra fechar com chave de ouro, eu gosto de fazer uma visita guiada pela escola com a turma. A gente vai andando por todos os espaços: sala de aula, biblioteca, pátio, cozinha... Em cada lugar, a gente para e conversa sobre o que pode ou não fazer ali. Por exemplo, na biblioteca tem que falar baixinho, mas no pátio pode gritar quando tá na hora do recreio. No último passeio desses que fizemos, o João perguntou por que não pode comer dentro da biblioteca, aí a Luiza respondeu toda empolgada: "Porque o livro pode sujar!" Dá uma satisfação danada ver como eles vão internalizando essas regras específicas dos ambientes diferentes. Essa atividade leva uns 40 minutos e eles adoram porque sai um pouco da rotina.

Enfim, trabalhar essa habilidade é muito legal porque você vê os meninos se dando conta do mundo ao redor deles e reconhecendo semelhanças e diferenças entre os ambientes onde vivem. Isso vai além do simples cumprimento de regras; é sobre formar cidadãos conscientes das suas ações em diferentes contextos. E aí, alguém aí faz algo parecido ou diferente? Como vocês trabalham essa questão dos ambientes com os pequenos?

...lar antes de sair da sala, mas em casa eu posso ir pro quintal quando quiser\". E aí, como é que eu percebo que os meninos tão pegando a ideia? Bom, sem precisar de prova formal, dá pra sacar muita coisa só observando eles no dia a dia, sabe?

Na hora de circular pela sala, eu vou prestando atenção nas conversas deles. Quando um aluno tá explicando pro outro, é um ótimo sinal. Teve um dia que o Pedro tava contando pra Luísa sobre as regras do parquinho novo da escola. Ele dizia algo tipo "aqui não pode correr perto do escorregador porque a professora falou que é perigoso". Aí eu pensei: "Bingo! Ele sacou que as regras têm um motivo e que a gente precisa respeitar pra todo mundo ficar bem". E também quando a gente tá numa roda de conversa e eles compartilham alguma experiência de casa ou de outro lugar com uma consciência maior das diferenças. Aí eu sei que tão entendendo o recado.

Mas, claro, tem aqueles erros comuns que aparecem. Às vezes, os meninos confundem as regras de um lugar com outro. Tivemos um caso engraçado com a Sofia. A gente tava conversando sobre regras na escola e ela mandou: "Na escola pode usar chinelo igual em casa, né professor?". Aí eu me toquei que ela não tava diferenciando bem. Esse tipo de erro acontece porque na cabecinha deles ainda não tá muito claro o que muda de um ambiente pro outro. O jeito é corrigir na hora, mas sempre explicando o porquê das regras e não só falando "porque sim". Fazendo perguntas pra ela pensar, tipo: "E se todo mundo na escola vier de chinelo, como seria na hora do recreio?". A discussão ajuda eles a refletirem.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Olha, com o Matheus, que tem TDAH, eu procuro adaptar as atividades deixando mais movimento no meio. Ele se beneficia de pequenas pausas pra se levantar ou fazer algo com as mãos. Por exemplo, se estamos fazendo uma atividade em grupo, ele pode ser o responsável por pegar materiais ou distribuir folhas. Assim ele não fica tão preso e consegue focar melhor nas tarefas. Teve uma vez que eu tentei fazer ele completar uma atividade escrita longa e percebi que não rolou. Ele ficou agitado e dispersou fácil. Então agora eu divido em partes menores e mais dinâmicas.

Já com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Eu preciso ser mais visual e consistente com as instruções. Uso muito cartões com imagens e rotinas visuais pra ela saber o que esperar durante o dia. Ajuda ela a se sentir mais segura e entender melhor o fluxo das atividades. Se vamos mudar algo na rotina, aviso ela antes, mostro numa cartolina o que vai acontecer no dia seguinte, assim ela não se surpreende tanto. Um desafio foi quando tentei fazer uma atividade muito aberta sem estrutura clara; aí percebi que ela ficava perdida. Então agora os encontros são sempre estruturados com começo, meio e fim bem definidos.

Mesmo assim, cada criança é única e estamos sempre testando coisas novas pra ver o que funciona melhor. A questão é estar sempre atento às necessidades deles e adaptar conforme vamos conhecendo melhor os alunos.

É isso aí galera. Compartilhar essas experiências aqui no fórum é muito legal porque a gente vê que não tá sozinho nas dificuldades e também nos acertos. Espero ter ajudado um pouco com essas histórias do dia a dia da nossa profissão. Vamos seguindo juntos! Abraços!

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