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EF02HI01História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco.

A comunidade e seus registrosA noção do “Eu” e do “Outro”: comunidade, convivências e interações entre pessoas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02HI01 da BNCC é bem interessante de trabalhar com os meninos do 2º ano. Basicamente, a gente tem que ajudar as crianças a entenderem como funcionam os grupos sociais, por que as pessoas se juntam, ou até o que faz com que elas se afastem. Em outras palavras, é pra eles perceberem como a gente vive em sociedade, né? E isso começa desde cedo, com a família, a escola, os amigos da rua. É aquela coisa de "ah, eu sou parte disso aqui" e "aquele ali é meu amigo por causa disso".

Pra eles conseguirem pegar esse conceito, eles precisam observar e refletir sobre o próprio cotidiano. Por exemplo, perceber que jogam bola no recreio só com uma turma específica porque gostam das mesmas brincadeiras ou moram perto e têm mais tempo pra brincar juntos depois da aula. Ou então entender por que se afastam de alguém quando tem uma briga ou desentendimento. E claro, isso tudo tem a ver com o que eles já trazem das experiências no 1º ano. Nesse ponto da vida escolar deles, muitos já conseguem identificar quem são os amigos mais chegados e aqueles do "oi, tudo bem" e aprenderam um pouco sobre o respeito às diferenças.

Agora, vou contar umas atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso aí. A primeira atividade é o "Mapa da Amizade". É bem simples: eu dou pros meninos uma folha de papel ofício e lápis de cor. Peço pra eles desenharem um mapa do caminho de casa até a escola e aí marcarem quem são as pessoas importantes nesse trajeto — pode ser o vizinho que dá bom dia todo dia, a padaria onde encontram um amigo antes de entrar na escola, essas coisas. O legal é que eles começam a perceber a importância das relações no dia a dia. Da última vez que fiz essa atividade, o Lucas desenhou até a avó dele na janela de casa acenando pra ele todo dia quando ele sai! A atividade leva mais ou menos uns 30 minutos e eu sempre deixo eles conversarem durante o desenho — é incrível como eles gostam de contar histórias uns pros outros sobre o que estão fazendo.

Outra atividade que faço é o "Círculo dos Sentimentos". Aí eu junto a turma em um círculo (a famosa rodinha) e começo contando uma história curta de algum personagem que se sente excluído num grupo e depois peço pra cada um falar uma situação em que se sentiu assim ou viu algo do tipo acontecer. É importante fazer isso num ambiente seguro, então sempre reforço que ali ninguém vai julgar ninguém e que estamos todos aprendendo juntos. Da última vez, a Ana contou que se sentiu excluída quando não foi convidada pro aniversário de uma colega. Isso gerou uma discussão bem interessante sobre como a gente pode incluir mais nossos amigos nas coisas legais. Essa atividade dura uns 40 minutos porque às vezes as crianças têm bastante coisa pra compartilhar e a ideia é justamente dar espaço pra todo mundo falar.

A terceira atividade é a "Roda das Profissões". Nessa atividade eu mostro algumas imagens de diferentes profissionais — bombeiro, professora, médica, cozinheiro — recorto de revistas velhas mesmo. Depois peço pros alunos pensarem em quais dessas pessoas eles conhecem ou se identificam e por quê. Aí eles têm que compartilhar com o colega ao lado o motivo da escolha deles. O objetivo aqui é fazer eles perceberem os diferentes papéis sociais e como isso também nos aproxima ou nos separa dos outros. Na última vez que fizemos isso, o João contou que queria ser bombeiro porque o pai dele trabalha nisso e ele acha super legal ajudar as pessoas. Foi bacana ver como os olhos dele brilhavam falando disso! Essa atividade é mais rapidinha, leva uns 20 minutos no máximo.

E olha só, apesar de serem atividades simples, eu vejo como elas ajudam muito os meninos a enxergarem as relações ao redor deles com outros olhos. Não é só sobre reconhecer os grupos em si, mas sobre entender os sentimentos envolvidos nisso tudo também. E nessa idade eles já estão começando a formar opiniões sobre essas coisas todas.

Pra mim, ensinar história pros meninos do 2º ano através dessas atividades práticas torna tudo mais palpável e próximo da realidade deles. E acho que isso faz toda diferença na formação deles como seres humanos conscientes das suas relações sociais.

Então é isso aí pessoal! Espero ter dado umas ideias legais pra vocês também trabalharem essa habilidade aí nas turmas de vocês. É claro que cada sala tem sua dinâmica e adaptar é sempre necessário! Tamo junto nessa caminhada!

diano e das relações que eles têm. Aí, na sala de aula, eu gosto de propor atividades bem práticas, tipo rodas de conversa, jogos de imitação, onde um faz o papel do outro, e até teatrinho de fantoches.

Agora, como é que eu sei que eles realmente aprenderam? Bom, primeiro de tudo, eu adoro caminhar pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. É ali que você percebe as coisas acontecendo. Você vê o brilho nos olhos quando eles fazem uma descoberta ou entendem alguma coisa. Uma vez, por exemplo, a Ana estava explicando pro Joãozinho por que a gente precisa compartilhar as coisas. Ela disse: "Joãozinho, se você não emprestar seu lápis, o Pedro não vai conseguir desenhar também, e daí ele vai ficar triste e brigar com você." Na hora eu pensei, "olha só, entendeu direitinho sobre convivência!"

E quando eles estão em grupo, dá pra sacar muita coisa só ouvindo as conversas. Já vi o Caio falando com a Sofia: "Eu sei que a gente tem que escolher quem vai ser o chefe do grupo, mas todo mundo tem que dar ideia!" Isso mostra que ele tá entendendo ali a questão do diálogo e da liderança nos grupos sociais. Outro dia, a Mariana me deixou todo bobo quando explicou pro amigo que “na nossa casa todo mundo tem tarefa porque é justo assim”. É disso que tô falando!

Agora, os erros... Ah, os erros são parte do aprendizado também, né? Um erro bem comum que vejo é quando eles acham que só porque brigaram com um colega eles não são mais amigos. A Letícia outro dia virou pra mim e disse: "Professor, o Lucas não é mais meu amigo porque ele não quis jogar comigo ontem." Tive que sentar com ela e explicar que amizade é mais do que só concordar o tempo todo ou querer fazer a mesma coisa.

Aí tem o Pedro que às vezes acha que ser amigo é só emprestar coisas ou dar presentes. Ele chega pra mim e diz: "Olha, professor, eu dei um chiclete pra Luísa, então ela é minha amiga." Aí ensinei pra ele sobre como amizade também é escutar e respeitar o outro, não só trocar coisas.

E quando pego esses erros na hora, sempre procuro usar aquilo como uma oportunidade de ensinar. Faço perguntas pra eles pensarem: "Por que você acha isso?" ou "Você lembra da última vez que vocês se divertiram juntos?". Tento sempre trazer pro lado positivo pra eles refletirem e não desanimarem.

Agora vou contar um pouco sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e olha, ele é uma energia só! Pra ajudar ele a se concentrar nas atividades de grupo social, faço algumas adaptações. Tipo assim: atividades mais curtas e segmentadas funcionam bem. Então em vez de uma atividade longa de 30 minutos, faço três atividades de 10 minutos. E também uso timers visuais para ele saber quanto tempo falta para terminar cada tarefa. Isso ajuda demais ele a manter o foco.

Já a Clara tem TEA e gosta das coisas no seu tempo. Com ela eu uso histórias sociais – tipo historinhas curtinhas – pra ela entender melhor as situações sociais. E sempre dou as instruções de forma bem clara e objetiva. Às vezes também uso pictogramas pra ajudar na compreensão dela. Lembro de uma vez num teatrinho de fantoches onde ela foi incrível porque pôde planejar antes o que ia fazer e isso deixou ela tranquila.

Ah, mas nem tudo funciona sempre! Teve uma vez que tentei usar música na atividade pensando que ia ajudar os dois a se engajarem mais, mas acabou foi distraindo o Matheus ainda mais e deixou a Clara um pouco agitada. Então voltei pro método que já sabia que dava certo.

Enfim, é isso! Cada dia na sala é uma nova aventura, sempre aprendendo algo novo com os meninos. E acho que essa é a beleza de ser professor: ver como cada criança vai encontrando seu jeito no mundo e poder ajudar nisso um pouquinho a cada dia.

Espero ter ajudado aí com minhas experiências! Abraço pra todo mundo do fórum!

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