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EF02HI02História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades.

A comunidade e seus registrosA noção do “Eu” e do “Outro”: comunidade, convivências e interações entre pessoas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, EF02HI02, é super importante pra galera lá do 2º Ano, porque ajuda os meninos a entenderem melhor o mundo ao redor deles. Quando a gente fala de identificar e descrever práticas e papéis sociais, na prática, estamos incentivando as crianças a observarem e reconhecerem como as pessoas agem e se relacionam nas suas comunidades. É sobre mostrar pra eles que cada pessoa tem um papel, seja na família, na escola, no trabalho ou no bairro. Então, por exemplo, o aluno precisa perceber que o carteiro tem um papel importante entregando cartas, que o padeiro faz o pãozinho que eles comem de manhã, e que a professora tá ali pra ensinar.

Os meninos já chegam com uma ideia de comunidade desde o 1º ano. Eles sabem que têm um grupo familiar, um grupo de amigos na escola e no bairro. Mas agora, no 2º ano, a gente aprofunda isso mostrando a diversidade de papéis e funções sociais. Eles começam a perceber que essas interações são mais complexas e importantes pro funcionamento do dia a dia.

Então vou contar aqui três atividades legais que faço com minha turma pra trabalhar essa habilidade.

Uma das atividades é o "Mapa da Comunidade". Funciona assim: eu levo umas folhas grandes de papel kraft e canetinhas coloridas. Divido a turma em pequenos grupos, tipo quatro ou cinco alunos. A ideia é que eles desenhem o mapa do bairro onde moram ou da região que eles conhecem melhor. Dá pra fazer em uma aula de uns 50 minutos. Pede pros meninos pensarem nos lugares importantes: escola, posto de saúde, mercadinho, pracinha... E também nas pessoas que trabalham nesses lugares.

Na última vez que fizemos essa atividade, o João ficou super empolgado porque queria desenhar o mercadinho da esquina da casa dele. Ele disse que conhece todo mundo lá e até contou pros colegas sobre o seu Zé, o dono do mercado. Foi legal ver como eles se engajaram em explicar os lugares uns pros outros. No final, eles compartilharam os mapas com a turma toda e cada grupo falou um pouquinho da sua comunidade.

Outra coisa que gosto de fazer é uma "Simulação de Mercado". A gente faz isso na sala mesmo, com os materiais mais simples: algumas caixas vazias (tipo de leite ou cereal), etiquetas de preços feitas de papel e umas notinhas de mentira. Aí a gente organiza a sala como se fosse um mercadinho e cada aluno tem um papel: caixa, cliente, vendedor... Cada "compra" leva cerca de 10 minutos dependendo do tamanho da fila! Com isso eles aprendem não só sobre os papéis mas também sobre interação social.

Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria foi a caixa e ficou super séria no seu papel. Era engraçado ver como ela tentava calcular o troco certinho (mesmo sendo só brincadeira) e ficava nervosa quando a fila crescia muito! O Pedro era um cliente insistente e perguntava mil coisas sobre cada produto. No fim das contas, todo mundo se divertiu e aprendeu sobre as relações nesse microcosmo social.

Pra fechar com chave de ouro, faço uma atividade chamada "Entrevista com a Comunidade". Aqui é simples: eu peço pros alunos entrevistarem uma pessoa da comunidade sobre o papel dela no bairro ou na família. Eu dou um roteirinho básico com perguntas como "O que você faz no seu trabalho?" ou "Por que esse trabalho é importante?". Os alunos fazem isso em casa e trazem as respostas pra sala.

Na última vez que fizemos isso, o Lucas entrevistou o avô dele que é pedreiro. Ele contou pra turma toda como o avô constrói casas e até falou dos desafios do trabalho em dias de chuva. Foi muito bacana ver a turma prestando atenção e fazendo perguntas depois. Acho que esse tipo de atividade ajuda eles a perceberem e valorizarem mais as pessoas ao redor e suas contribuições.

Bom, essas são algumas formas de trazer essa habilidade pro cotidiano da sala de aula. É gratificante ver como as crianças começam a entender melhor os papéis sociais e as relações dentro da comunidade delas. Com certeza prepara melhor eles pro futuro! E por aí, como vocês têm trabalhado isso? Alguém tem sugestões diferentes?

E aí, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF02HI02, uma coisa que eu sempre me pergunto é: como a gente sabe que os meninos realmente estão entendendo o que é ensinado, sem precisar aplicar uma prova formal? Bom, no dia a dia da sala de aula, dá pra perceber isso de várias maneiras. É engraçado como, só de circular pela sala e prestar atenção nas conversas deles, dá pra sacar bastante coisa.

Um dia desses, eu tava andando pela sala enquanto os meninos faziam uma atividade em dupla sobre os diferentes papéis sociais. Aí ouvi o Lucas explicando pra Amanda: "É tipo assim, a gente precisa duma professora pra ensinar as coisas, né? Igual a tia Cida lá na cantina que faz nossos lanches". Na hora que ouvi isso, pensei: "Ah, esse tá pegando o espírito da coisa". É quando eles conseguem fazer essas conexões do cotidiano que vejo que a ficha caiu.

Outro exemplo foi com a Thais. Os alunos estavam numa roda de conversa e discutiam sobre profissões. A Thais virou e falou: "Meu pai conserta carros e ajuda as pessoas a irem pro trabalho todo dia". Achei bacana ela entender e conseguir explicar o papel do pai dela na sociedade, dá aquele orgulhozinho de professor, sabe?

Agora, falando dos erros mais comuns nessa área, já vi de tudo um pouco. Um erro clássico é a galera achar que só quem trabalha fora tem um papel importante. Teve uma vez que o João disse: "Minha mãe não trabalha, só fica em casa". Tive que parar tudo e explicar que cuidar da casa e da família também é um papel social super relevante. Muitas vezes esses erros vêm porque a sociedade mesmo coloca essas ideias na cabeça da criançada. Quando pego esses erros na hora, faço questão de parar e abrir uma discussão com toda a turma pra gente desmistificar essas ideias juntas.

E tem também aqueles casos especiais na turma que merecem uma atenção diferente. Tenho o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Com eles, as estratégias são outras. Pro Matheus, que às vezes se dispersa rapidinho, eu tento deixar as atividades mais curtas e variadas, pra não perder o foco dele. Uma vez fizemos um jogo de cartas onde cada carta era um papel social diferente. Ele adorou porque tinha que ficar sempre atento ao próximo papel!

Já com a Clara, que é autista, notei que ela se dá muito bem com materiais visuais. Usei umas figuras de revistas e livros infantis pra ela montar painéis sobre profissões. E olha, funcionou super bem! Mas tem coisas que não rolaram tão bem. Tentei uma vez fazer atividades em grupo com ela sem adaptar muito antes e não deu certo porque ela ficou desconfortável. Aprendi que preciso organizar esses momentos com mais calma e garantir que ela tenha um lugar tranquilo onde ela possa se sentir segura.

Um outro ponto importante é lidar com o tempo dessas atividades. Pro Matheus preciso dar pausas regulares pra ele poder gastar um pouco daquela energia acumulada. Já pra Clara dou muito mais tempo pra ela processar as informações no ritmo dela. E sempre reforço positivamente quando eles participam ou conseguem completar tarefas.

Bom, acho que é isso! Espero ter ajudado vocês aí do outro lado com essas histórias sobre como percebo o aprendizado dos meus alunos. Cada criança é única e traz seus desafios e alegrias pra sala de aula, e é essa diversidade toda que faz nosso trabalho tão especial. Se vocês tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar histórias parecidas, vou adorar ouvir!

Até mais! Abraços!

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