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EF02HI11História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive.

O trabalho e a sustentabilidade na comunidadeA sobrevivência e a relação com a natureza
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF02HI11, o que a gente tá querendo mesmo é que os meninos entendam como o trabalho das pessoas na comunidade influencia o ambiente onde vivem. Tipo assim, eles precisam sacar que cada profissão tem um impacto no lugar onde a gente mora, seja positivo ou negativo. Isso tem a ver com sustentabilidade e como a gente cuida do nosso espaço. Na prática, os alunos devem perceber que, por exemplo, a plantação de uma horta comunitária é algo bom pro ambiente, enquanto uma serraria pode gerar resíduos que afetam o rio ali perto.

No 1º ano, os meninos já tiveram uma introdução sobre a comunidade e as profissões. Eles aprenderam sobre diferentes tipos de trabalho e como cada um contribui para a sociedade. Agora, no 2º ano, a gente vai além: não é só saber que o padeiro nos dá pão fresco todo dia, mas entender se a padaria usa lenha ou gás pra assar os pães e como isso pode impactar o ambiente.

Uma das atividades que faço é um passeio pela comunidade. Eu organizo a turma em duplas e peço aos pais pra ajudar com a supervisão, porque é importante ter bastante adulto por perto. A gente passa uma manhã visitando alguns lugares chave: a padaria, a horta comunitária e uma oficina mecânica. Antes do passeio, preparo um pequeno guia com perguntas pras crianças fazerem aos trabalhadores desses lugares, tipo: "Quais materiais você usa?" ou "Como você cuida do lixo?" Os meninos geralmente ficam animados — na última vez, o Pedro ficou fascinado com as máquinas da oficina e fez um monte de perguntas pro seu João, o mecânico.

Outra atividade que funciona bem é a roda de conversa com convidados da comunidade. Convido três profissionais: um agricultor, um padeiro e um mecânico. A escola tem um espaço legal pra isso, onde a gente senta em círculo e conversa. Cada convidado fala um pouco do seu trabalho e depois abre pra perguntas. É incrível ver como os alunos se engajam! A Sofia ficou super interessada na parte do pão e perguntou sobre o uso de energia elétrica na padaria. Esse tipo de interação enriquece muito o aprendizado deles.

E tem também o projeto de maquete sobre a comunidade sustentável. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou materiais recicláveis: caixinhas de papelão, garrafas pet cortadas, papel colorido e cola. A ideia é que eles pensem numa pequena comunidade onde todos os trabalhos são sustentáveis e amigos do ambiente. Essa atividade leva umas duas semanas, porque envolve pesquisa, discussão em grupo e execução. Na última vez que fizemos, o grupo da Juliana criou uma mini fazenda com placas solares feitas de papel alumínio. Eles ficaram tão empolgados que chegaram até a fazer uma apresentação para as outras turmas.

Aí você pode perguntar como os alunos reagem a tudo isso. Olha, no geral eles gostam bastante porque sai da rotina da sala de aula tradicional. Eles têm espaço pra expressar suas ideias e aprendem de forma prática o impacto dos trabalhos na comunidade. Claro, sempre tem aquele aluno mais tímido que precisa de um empurrãozinho pra se expressar — como é o caso do Lucas, que no começo era mais fechado mas agora já participa mais das conversas.

Eu acho muito importante trazer essas experiências reais pro aprendizado deles. As atividades tiram eles do papel passivo de só escutar e fazem pensar criticamente sobre onde vivem e como as ações do dia a dia podem fazer diferença no mundo ao redor. E também é bom ver como eles começam a valorizar mais o trabalho dos pais e outras pessoas da comunidade.

Sei que dá trabalho organizar essas coisas todas, mas te garanto que vale cada segundo quando você vê aquele brilho nos olhos deles ao entenderem algo novo ou ao se sentirem parte ativa da comunidade onde vivem.

Bom, espero ter ajudado aí quem tá pensando em aplicar essa habilidade na sala de aula. Qualquer coisa, tamo junto nessas empreitadas!

No 1º ano, os meninos já tiveram um contato inicial com essa ideia, mas é no 2º ano que a coisa fica mais séria. Aí, como é que eu vejo que eles aprenderam mesmo, sem precisar de prova formal? Ah, isso é no dia a dia, naquelas coisas que a gente percebe quando tá ali no meio da sala. Quando eu tô circulando pela sala, tipo, enquanto eles estão fazendo atividades em grupo ou até mesmo em projetos individuais, dá pra sacar quem tá entendendo de verdade o conteúdo.

Outro dia mesmo, tava lá na sala e ouvi o Pedro explicando pro Lucas sobre a importância da reciclagem na casa dele. Ele falava assim: "Cara, se a gente não separar o lixo direitinho, vai tudo parar no lixão lá da cidade e isso só polui mais". Quando eu escuto esse tipo de conversa, já me dá aquele alívio de que o garoto entendeu o recado. E quando a Rafaela comenta com a Ana que a horta comunitária que começaram na escola tá deixando o bairro mais bonito e as pessoas mais cuidadosas com os espaços verdes, aí é certeza de que elas sacaram que o trabalho delas faz diferença.

Agora, sobre os erros comuns, nossa, tem bastante! O João, por exemplo, sempre confunde as profissões e suas contribuições. Uma vez ele achou que o trabalho do lixeiro era ruim porque "o lixo é sujo e fede". Daí eu precisei parar tudo e fazer um exercício ali na hora: "João, imagina se ninguém recolhesse o lixo da sua casa. Como ia ficar?" E ele pensou um pouco e percebeu a importância do trabalho do lixeiro. Esses erros geralmente acontecem porque eles ainda tão desenvolvendo esse olhar crítico e é normal achar que só o que parece limpo ou bonito é bom.

E quando eu percebo esses erros na hora, tento corrigir ali mesmo. Eu gosto de puxar uma conversa mais descontraída ou propor um jogo rápido. Tipo assim, divido a sala em grupos e cada grupo precisa defender uma profissão diferente e explicar pros outros por que ela é importante pro ambiente e pra comunidade. Isso ajuda muito porque eles começam a ver as coisas de outro jeito.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, eu preciso ser bem criativo. Uma coisa que funciona muito pra ele são atividades mais dinâmicas. Tipo assim, ao invés de dar uma tarefa de escrita longa, eu sugiro que ele faça cartazes ou desenhos sobre como as profissões impactam o ambiente. Isso mantém ele interessado e focado por mais tempo. Além disso, faço intervalos curtos pra ele se movimentar um pouco. Ele gosta muito de ser meu assistente nas aulas práticas também — tipo cuidar das sementes da horta — porque isso ajuda ele a se sentir parte importante da turma.

Já com a Clara, que tem TEA, o esquema é diferente. Eu tento manter uma rotina bem previsível nas aulas e uso muito material visual pra ajudar ela a entender melhor os conceitos. Ela se dá bem com histórias em quadrinhos e sequências ilustradas que mostram como o trabalho das pessoas impacta o ambiente. Uma coisa bacana que funcionou foi usar fichas coloridas com imagens das profissões e pedir pra ela ordenar conforme o impacto no meio ambiente.

Uma vez tentei fazer um debate entre os alunos sobre qual profissão era mais importante pro meio ambiente e acabei percebendo que isso não funcionou nem pro Matheus nem pra Clara. Eles ficaram meio perdidos e não conseguiram acompanhar bem. Aí mudei o foco e voltei pras atividades individuais usando as estratégias que mencionei.

Bom, galera, é isso aí! A gente tá sempre aprendendo com eles também, né? Espero ter ajudado com essas ideias. É tudo na base da tentativa e erro mesmo e cada turma é uma experiência nova. Se alguém tiver mais dicas pra compartilhar ou quiser trocar uma ideia sobre outras estratégias, tô por aqui! E vamos juntos nessa missão! Abraço!

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