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EF03HI09História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.

A noção de espaço público e privadoA cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03HI09 da BNCC é bem bacana de trabalhar com os meninos do 3º ano. Na prática, eu entendo que ela é sobre ajudar a criançada a entender o que tem ao redor deles, no bairro, na cidade, e saber pra que serve cada lugar. Tipo assim, eles precisam olhar pros espaços que eles passam todo dia e conseguir dizer o que é público e o que é privado, identificar uma escola, uma praça, um hospital e saber a função de cada um. Aí eles começam a perceber que esses espaços públicos são de todo mundo, têm funções diferentes, e são importantes pro funcionamento da cidade.

Antes de chegar nessa parte, quando os meninos estavam no 2º ano, a gente já trabalhava um pouco com o conceito de comunidade e vizinhança. Eles ficavam sabendo mais sobre o que era perto da casa deles, mas sem entender muito sobre a função de cada lugar. Agora no 3º ano, a gente aprofunda isso. A ideia é que eles consigam visualizar o mapa mental do bairro deles e saibam onde estão as principais coisas e como essas coisas ajudam a vida do dia a dia.

Bom, vou contar três atividades que faço pra trabalhar isso com a turma. Uma delas é um passeio pelo bairro em volta da escola. Organizamos tudo com antecedência: peço autorização dos pais, uso um mapinha simples impresso só pra gente ir marcando os lugares que passamos. Normalmente a gente leva uma manhã inteira pra fazer isso. Divido os alunos em duplas ou trios e cada grupo fica responsável por identificar tipos de lugares específicos: uns ficam com ruas e praças, outros com prédios públicos como a escola mesmo ou um posto de saúde. Na última vez que fizemos isso, lembro do João e da Ana Clara super empolgados ao perceberem que a escola deles ficava perto de uma praça que tinha uma árvore enorme onde eles adoraram brincar.

Outra atividade que gosto bastante é a construção de maquetes dos lugares públicos. Depois do passeio, a gente traz toda essa informação pra sala e eu dou papelão, caixas de sapato, tinta guache... coisinhas fáceis de arrumar. A turma então faz grupos de quatro ou cinco alunos e começa a criar miniaturas dos lugares que viram. Dá umas duas aulas pra concluir isso. Eles amam essa parte! Da última vez, o Pedro fez uma maquete incrível da Câmara de Vereadores com caixas pequenas empilhadas e ainda adicionou uns bonequinhos representando os vereadores. E ele explicava todo orgulhoso pras outras turmas.

A terceira atividade é mais reflexiva: faço um debate em sala sobre a importância desses espaços públicos. A gente senta em círculo e eu começo perguntando coisas simples do tipo "Por que será que precisamos de hospitais públicos?" ou "O que aconteceria se não tivesse mais parques na cidade?". Deixo eles falarem bastante antes de direcionar pra algum ponto específico. Costumo gastar uma aula inteira nisso. É bem legal porque até aqueles alunos mais tímidos, como a Sofia, acabam participando quando percebem como o assunto impacta diretamente na vida deles.

Uma situação interessante aconteceu nesse debate um tempo atrás: o Lucas trouxe uma ideia bacana sobre como os espaços públicos podem ser melhor cuidados se todo mundo fizer sua parte. Ele escolheu falar sobre as lixeiras na praça perto da escola e sugeriu que cada um fizesse um cartaz pra colocar lá lembrando as pessoas de jogar lixo no lixo. A turma se animou tanto com isso que acabamos fazendo os cartazes como parte das aulas de Arte.

Essas atividades ajudam muito os meninos a desenvolver essa habilidade da BNCC porque eles conseguem ver na prática o mapa mental do bairro, interage com ele e refletem sobre sua importância. É assim que eles vão entendendo esse conceito de espaço público versus espaço privado também, afinal quando eles vêem tudo isso acontecendo nos arredores deles fica muito mais fácil conectar teoria com prática.

Enfim, trabalhar essa habilidade não é só ensinar sobre locais físicos — é ajudar as crianças a construírem uma relação mais consciente e cidadã com o espaço onde vivem. E é muito gratificante ver isso acontecendo aos poucos durante o ano letivo! Então é isso aí pessoal! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar figurinhas sobre essas atividades tô por aqui!

Antes de chegar na parte de provas, vou te falar, na prática do dia a dia, como eu percebo que os meninos tão pegando a matéria. A melhor parte é quando você tá circulando pela sala e vê aquele brilho no olho de alguém que finalmente entendeu. Às vezes, eu nem preciso perguntar nada. Tipo, uma vez tava rolando aquela confusão boa na sala, sabe? A galera toda conversando e eu ouvindo meio de longe. Aí escuto o João virar pro Pedro e dizer assim: "Ah, então a praça lá perto de casa é tipo de todo mundo, mas cada um tem que cuidar, né?". Na hora pensei, "é isso!". Na hora que eles usam a vivência deles pra entender o conteúdo, sinto que a coisa engrenou.

Outra situação foi quando eu vi a Mariana explicando pra Ana: "Olha só, a escola é um lugar público porque é de todo mundo que estuda aqui. Mas a casa da gente não, é só da nossa família". Quando eles conseguem explicar com as próprias palavras, usando exemplos do cotidiano deles, fica claro que entenderam bem o conceito.

Agora, sobre erros comuns... Olha, tem uns que sempre aparecem. O Tiago, por exemplo, uma vez confundiu tudo e disse que o shopping era público porque muita gente tava lá. Eu entendo isso porque eles associam muito o público ao acesso livre e à quantidade de gente. Então, na hora eu puxei ele e falei: "Olha Tiago, pensa aqui comigo: qualquer pessoa pode entrar no shopping, mas quem manda no shopping? Quem cuida das regras lá dentro?". Aí ele deu aquele sorriso sem graça e entendeu rapidinho.

Outra coisa que acontece direto é confundir as funções dos espaços. A Sofia uma vez achou que a praça era feita só pra brincar. Aí a gente teve uma conversa legal sobre como ela também serve pra caminhada dos idosos ou pra eventos comunitários. Normalmente, esses erros acontecem porque eles veem o espaço só do ponto de vista deles mesmos. É aí que entra puxar uma discussão mais ampla pra incluir outras perspectivas e funções.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Cada um é diferente e precisa de um olhar especial. O Matheus tem TDAH e pra ele ficar focado numa atividade é um desafio diário. Então o que eu faço é dividir as atividades em etapas menores e específicas. Tipo assim, se a gente tá falando das funções dos espaços públicos, primeiro focamos só em identificar os espaços com imagens bem visuais. Depois passamos pra funções com exemplos concretos. Pra ele funciona bem ter esse passo-a-passo, e sempre dar um tempo curto pra cada tarefa antes de mexer.

A Clara, que tem TEA, se beneficia muito com material visual e concreto. Eu uso muitas imagens e figuras em cartões pra ela associar os lugares aos seus usos. Uma coisa que ajuda demais é repetir a rotina das atividades; ela se sente mais segura sabendo o que esperar. Teve uma vez que tentei fazer uma atividade mais aberta em grupo e percebi que ela ficou desconfortável com o tanto de estímulo ao mesmo tempo. Aprendi aí que ela precisa de um ambiente mais controlado em relação ao som e informações visuais.

Com os dois, tento sempre dar feedback individual com aquela atenção especial. Funciona bem elogiá-los pelo progresso em pequenas etapas ao invés de focar no resultado final grande.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter dado umas ideias legais do dia a dia da sala de aula com essa habilidade EF03HI09. Cada aluno tem seu jeito de aprender e ensinar história assim vira um aprendizado pra mim também todo dia. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências aí do outro lado, manda ver! Valeu por ler até aqui!

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