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EF03HI10História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as diferenças entre o espaço doméstico, os espaços públicos e as áreas de conservação ambiental, compreendendo a importância dessa distinção.

A noção de espaço público e privadoA cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF03HI10 da BNCC é uma dessas coisas que, quando a gente começa a aprofundar, percebe o quanto é importante pro desenvolvimento dos meninos. A ideia, assim, na prática, é que eles consigam ver a diferença entre o que é uma casa, um parque, uma praça e aquelas áreas onde a natureza tá mais preservada, tipo um parque estadual ou uma reserva. E não só ver, mas entender como cada espaço tem sua importância e função. Então, não é só falar "isso aqui é público e aquilo ali é privado", mas sim fazer eles pensarem sobre como a gente usa esses espaços e porque é importante cuidar de cada um.

Na série anterior, os alunos já têm uma noção básica disso. Eles falam de casa e escola como espaços diferentes e sabem que as praças são lugares de brincar. Aí, no 3º ano, a gente dá um passo a mais. Quero que eles comecem a ver o espaço como algo que tem regras diferentes e importância diferente dependendo do uso e da conservação necessária.

A primeira atividade que faço pra trabalhar isso é bem simples, mas super eficaz. Uso papel kraft, canetinhas e revistas velhas. Peço pra galera fazer um grande mural na sala. Divido eles em grupos e cada grupo fica responsável por um tipo de espaço: doméstico, público ou de conservação ambiental. Aí eles recortam imagens das revistas e colam no mural, destacando as características de cada espaço. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos. A reação da turma é sempre boa, eles gostam de mexer com revista e acabam discutindo bastante entre eles sobre o que cada imagem representa. Da última vez que fiz isso, o Lucas achou uma foto de uma família fazendo piquenique num parque e ficou todo empolgado falando que parecia com o piquenique que ele fez com os pais na semana passada.

Outra atividade que faço é levar os meninos pra fora da sala de aula, até as áreas ao redor da escola (se tiver parque por perto, melhor ainda). A ideia é eles observarem e registrarem num caderninho as diferenças e semelhanças entre os espaços que encontram pelo caminho. Isso leva uma manhã toda se a gente puder ir mais longe ou uns 90 minutos se ficar só nas redondezas. Eles andam em duplas ou trios, e mesmo sendo algo simples, gera muita discussão boa. A última vez que fizemos isso, a Júlia começou uma conversa super interessante sobre como certas áreas perto da escola tavam meio mal cuidadas e como isso podia ser perigoso pras crianças menores.

Por último, adoro propor um jogo de tabuleiro que inventei com papelão e botões. É tipo um jogo da vida, mas adaptado pra o tema dos espaços. Eles têm que avançar nas casas do tabuleiro respondendo perguntas ou cumprindo desafios sobre questões do espaço urbano e ambiental. O bom do jogo é que dá pra adaptar o tempo: em 30 minutos já dá pra jogar uma rodada rápida ou dá pra deixar rolar por uma aula inteira se eles estiverem engajados. E eles ficam loucos com isso! Na última rodada que jogamos o Pedro me surpreendeu com sua percepção: ele falou sobre como era importante ter mais áreas verdes perto das casas porque ajuda até a respirar melhor.

Enfim, essas atividades são formas práticas de fazer os alunos verem na prática o que é espaço público, privado e de conservação ambiental e pensarem criticamente sobre isso. E veja bem, não é só passar conteúdo... É fazer eles se questionarem sobre o mundo à volta deles! E no fundo eu tô sempre aprendendo junto com eles também.

É isso aí pessoal! Espero ter ajudado quem tá procurando ideias pra trabalhar essa habilidade com os pequenos. Se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar o que têm feito também na sala de aula, bora trocar ideia! Até a próxima!

Aí, continuando o papo, vou te contar como eu percebo que os meninos pegaram a ideia sem precisar aplicar prova formal. Eu adoro ficar circulando pela sala, né? É ali que eu capto aquelas nuances de aprendizado. Às vezes, os alunos estão discutindo entre eles e aí você percebe um insight. A Camila, por exemplo, uma vez tava explicando pro Joãozinho como ela enxerga o parque da cidade. Falou que o parque é um lugar onde ela pode brincar e correr à vontade, mas também onde as plantas e os passarinhos têm o espaço deles pra viver sem serem incomodados. Na hora pensei “ah, essa entendeu”. É um indicativo claríssimo de que ela captou aquela relação entre uso humano e preservação ambiental.

Outro momento bacana é quando você pede pra galera fazer um desenho ou uma maquete do bairro deles. O Lucas fez um mapa onde colocou a casa dele, o supermercado, a escola e, no meio de tudo isso, uma praça. Ele desenhou uns balanços ali e falou que é onde ele vai pra jogar bola. Quando eu perguntei por que tinha plantado árvores ao redor do campo desenhado, ele disse “pra dar sombra pros meninos descansarem”. Isso é aquele clique de que ele compreendeu a função do espaço público no nosso dia a dia.

Mas olha, nem tudo são flores, né? Tem uns erros comuns que aparecem de vez em quando. Tipo assim, o Pedro às vezes confunde espaço público com privado. Uma vez ele desenhou o quintal da casa dele como parte do espaço público porque falou que todo mundo da rua pode entrar lá quando quiser. Aí tive que explicar que, na verdade, é um espaço privado porque tá dentro da casa dele e não é aberto pra todo mundo sem pedir permissão.

Já a Maria às vezes mistura as funções dos lugares. Teve uma aula onde ela falou que o parque é só pra gente fazer piquenique e relaxar, esquecendo das trilhas e da importância pras espécies de plantas e animais que vivem lá. Então eu tento sempre trazer exemplos práticos, tipo “você já viu aquele passarinho diferente na árvore tal?”. Aí ela conecta com a ideia de preservação. Quando pego esses erros na hora, gosto de chamar a atenção com um exemplo concreto ou até mesmo tirar eles da sala pra dar uma volta na escola e mostrar ali na prática.

Falando do Matheus e da Clara, cada um tem suas necessidades específicas. O Matheus tem TDAH e precisa sempre de atividades com mais movimento. Eu adapto alguns exercícios pra ele poder sair da cadeira e interagir com o ambiente escolar. Um exemplo legal foi quando fizemos um caça ao tesouro onde ele tinha que encontrar objetos em diferentes lugares da escola que simbolizavam os diferentes tipos de espaços que discutimos. Funcionou bem porque ele se engaja quando tá em movimento.

A Clara, com TEA, às vezes precisa de atividades mais estruturadas e previsíveis. Com ela, uso bastante cartões visuais pra explicar conceitos antes de partir pras atividades práticas. Faço também horários visuais pra ela saber o que vai acontecer em cada parte da aula. Uma coisa que testei e não deu muito certo foi uma atividade em grupo muito barulhenta; percebi que ela se perde no meio de muita agitação. Então procuro criar ambientes mais tranquilos quando sei que ela tá envolvida.

Cada aluno tem seu ritmo e sua maneira de aprender. E isso é o legal da sala: cada dia é uma nova descoberta desses pequenos detalhes que fazem toda a diferença no aprendizado deles.

Bom, acho que deu pra compartilhar bastante coisa aqui sobre como a habilidade EF03HI10 ganha vida lá na sala com os meninos. Sempre bom trocar ideia com vocês por aqui! Se tiverem mais dicas ou histórias parecidas, manda aí também! Valeu demais pela conversa!

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