Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF05HI01 da BNCC, eu vejo como uma forma de ajudar os meninos e meninas a entenderem como os povos e culturas se formam e como isso tem tudo a ver com o espaço geográfico que eles ocupam. Na prática, é mostrar pra eles que tudo que eles veem na cidade deles, no bairro, na própria escola, tem uma história. É tipo mostrar que não é só um monte de prédios e ruas do nada, sabe? Tem todo um processo histórico por trás disso.
Então, os alunos precisam conseguir identificar e relacionar esses processos históricos com o lugar onde vivem. Por exemplo, entender que os primeiros povos que viviam aqui no Brasil eram nômades e, aos poucos, foram se sedentarizando e criando culturas próprias. Eles também precisam saber que esses processos aconteceram em diversos lugares do mundo e que o espaço geográfico influenciou muito em como esses povos viveram. Isso se conecta com o que eles já viram antes sobre a história das suas famílias e comunidades, porque a gente sempre fala pra eles que entender o passado ajuda a entender quem a gente é hoje.
Agora vou contar pra vocês três atividades que faço com os meninos e meninas do 5º ano pra trabalhar essa habilidade.
A primeira atividade que eu sempre gosto de começar é um papo reto sobre o bairro onde moramos. Eu peço pra cada aluno trazer uma história ou uma curiosidade sobre o bairro deles. Pode ser algo que escutaram dos avós ou dos pais. Não precisa ser nada muito elaborado. A ideia é criar conexões entre as histórias pessoais e o que a gente vai estudar. Então, a gente senta em círculo na sala de aula, sem muita regra, só uma conversa mesmo. Isso normalmente leva uns 30 minutos. E olha, os alunos adoram contar as histórias! Da última vez, a Sofia contou sobre um casarão antigo que tinha perto da casa dela e como era usado como ponto de encontro no passado. Aí já puxei um gancho pra falar de encontros culturais e formação de comunidades.
A segunda atividade envolve mapas simples, aqueles de papel mesmo. Divido a sala em pequenos grupos de três ou quatro alunos e dou um mapa da cidade ou do estado pra cada grupo. Peço pra eles identificarem regiões onde acham que houve maior troca cultural ou mudanças importantes ao longo do tempo. Aqui a gente faz um comparativo com mapas antigos que eu consigo na biblioteca da escola ou mesmo na internet. Essa atividade leva cerca de 1 hora porque eles têm que discutir entre si e depois apresentar pro resto da turma. Quando fiz isso recentemente, o João ficou super animado ao descobrir que o bairro dele era rota de tropeiros no passado. Ele ficou zoando dizendo que ia procurar ouro no quintal.
A terceira atividade é uma simulação de "povoamento". A sala vira uma grande maquete viva. Eu recorto pedaços de papelão pra representar diferentes áreas geográficas: montanhas, rios, planícies. Cada grupo recebe um conjunto de recursos (pedrinhas pra representar comida, pecinhas de lego como pessoas) e tem que decidir onde instalar seus "povos" pensando nas condições geográficas do lugar. Leva umas duas aulas de 50 minutos porque eles montam tudo e depois discutimos as escolhas feitas. A galera fica bem envolvida! Na última vez, a Ana Laura insistiu em colocar sua aldeia bem no meio do rio porque queria ser "vendedora de peixes". Foi engraçado porque o grupo dela teve que negociar com outros grupos por mais terra firme depois.
Essas atividades são legais porque trazem o conteúdo pro mundo deles, sabe? Eles começam a perceber que a história não tá só nos livros, mas tá ali no dia a dia deles também. E aí quando você vê aquele brilho nos olhos deles quando descobrem algo novo sobre o próprio bairro ou cidade, percebe que tá fazendo diferença.
É isso aí galera, espero que essas ideias ajudem vocês aí nas salas também! Se alguém tiver outra dica ou quiser trocar ideia sobre isso, tô aqui! Abraço!
Então, os alunos precisam conseguir identificar e relacionar esses processos históricos com o lugar onde vivem. Por exemplo, entender que as ruas do centro da cidade não foram simplesmente jogadas lá do nada, tem toda uma história de por que elas estão onde estão. E aí, como é que a gente percebe que eles realmente entenderam isso sem fazer aquela prova tradicional? Olha, é na hora que a gente circula pela sala, escuta o papo entre eles ou quando um tá explicando pro outro uma parada que entendeu. Vou te contar uns exemplos.
Teve um dia, durante uma atividade em grupo, que eu tava andando pela sala e ouvi a Júlia explicando pro Pedro sobre como o nome do bairro deles, Setor Campinas, tá ligado à história da ocupação daquela região por bandeirantes. Ela falou algo como: "É tipo quando eles vieram explorar e foram abrindo caminhos, né? Por isso que tem esse nome". Na hora pensei: "Essa entendeu bem a ideia!" Outro momento foi quando o Lucas lembrou da nossa aula sobre os indígenas na nossa região e comentou com o João que muitas das palavras que a gente usa vêm das línguas indígenas. Viu como ele fez essa conexão sozinho? É aí que a gente vê que os meninos estão sacando o conteúdo.
Agora, claro que nem tudo são flores. Tem uns erros bem comuns que o pessoal comete nesse tema. Um erro frequente é confundir a ordem dos acontecimentos históricos. Tipo, já teve vez do Gabriel falar que os bandeirantes vieram depois dos imigrantes italianos pra região. Aí tive que dar um toque: "Gabriel, vamos lembrar daquele exercício que fizemos com a linha do tempo? Quem chegou primeiro?" Isso acontece muito porque eles ainda estão pegando jeito de organizar esses eventos na cabeça.
Outra coisa é quando eles pensam que tudo aconteceu rápido. A Sofia uma vez falou: "Ah, então o pessoal chegou aqui ontem e já tá tudo assim?" Aí é aquele momento de explicar que a história é um processo demorado e gradual. Digo pra eles pensarem na construção de uma casa: primeiro vem o alicerce, depois as paredes e por aí vai. Quando pego esses erros na hora, tento mostrar de uma forma mais visual ou prática. Às vezes rola até de desenhar no quadro!
E aí tem as adaptações pras crianças como o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e curtas. Então pra ele, eu sempre tento dividir as tarefas em partes menores e dou umas pausas pro menino não se perder na concentração. Um dia eu trouxe um jogo com cartas de figuras históricas bem coloridas pra ele e funcionou super bem! Ele ficou engajado e não dispersou tanto.
Já com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela se dá melhor com rotinas bem definidas e com materiais visuais. Então, sempre aviso antes quando vamos mudar algo na aula e uso bastante infográfico e imagem nas explicações. Teve uma vez que fiz um mural com fotos antigas da cidade e ela adorou participar colocando as imagens no mural. O que não funcionou tão bem foi quando tentei usar música nas aulas; ela se incomodou com o barulho e aí tive que reformular essa atividade.
No fim das contas, é isso. Cada aluno tem seu tempo e jeito de aprender, e cabe a gente ir ajustando as velas conforme o vento muda. É recompensador ver quando acerta na dose e percebe que eles realmente entenderam o conteúdo. Enfim, é sempre um desafio bacana trabalhar essas habilidades com a galera.
Bom, acho que é isso. Espero ter ajudado com essas ideias! Bora continuar trocando experiências por aqui porque sempre tem coisa nova pra aprender com os colegas de profissão. Até mais!