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EF05HI02História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado e/ou de outras formas de ordenação social.

Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo socialAs formas de organização social e política: a noção de Estado
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF05HI02 é uma daquelas que a gente precisa pegar pela mão e ir mostrando pro aluno como funciona na prática. A ideia por trás disso é ajudar os alunos a entenderem como o poder político se organiza e o que é esse tal de Estado que a gente tanto fala. Na prática, eles precisam conseguir olhar pra nossa sociedade e perceber quem manda, quem obedece, quem faz as leis e por que é importante ter essa estrutura toda. Isso ajuda eles a perceberem que as regras e autoridades não tão ali só pra encher o saco, mas pra organizar a vida em sociedade. E eles já vêm com essa base lá do 4º ano, onde começam a aprender sobre comunidade e convivência, então é só pegar isso e aprofundar.

Agora vou te contar como eu trabalho isso na minha turma do 5º ano. Eu tento sempre deixar as coisas bem concretas, porque teoria demais perde a molecada.

A primeira atividade que eu faço é usar um joguinho simples de simulação chamado "Cidade Imaginária". Pegamos cartolina e lápis de cor, e cada grupo de alunos cria sua cidadezinha. O lance é que eles têm que decidir quem será o prefeito, os vereadores e quem faz o papel de cidadãos. Eles precisam criar umas regras básicas pra cidade não virar bagunça. Eu divido a turma em grupos de cerca de cinco alunos, e isso leva umas duas aulas de 50 minutos. Os meninos adoram, principalmente quando começa a discussão sobre qual regra é mais importante ou quem manda mais. Teve uma vez que o Miguel insistiu que na cidade dele não podia ter toque de recolher, enquanto a Júlia queria obrigar todo mundo a plantar árvores no quintal. Foi hilário ver como eles negociavam pra chegar num consenso.

Outra atividade que rola muito bem é uma pesquisa sobre os diferentes sistemas políticos ao redor do mundo. A galera divide em trios e cada trio pesquisa um país diferente: como é o governo lá, quem tem o poder, essas coisas. Eles usam internet da sala de informática da escola (ou pesquisa em casa, quando dá) e depois compartilham com o resto da turma por meio de cartazes ou apresentações orais rápidas. Essa atividade demora umas quatro aulas, porque além da pesquisa tem o tempo de preparar e apresentar pros colegas. E é legal ver como eles ficam surpresos ao descobrir que nem todo lugar é igual ao Brasil. O Pedro, por exemplo, ficou chocado quando descobriu que no Japão tem imperador, foi até engraçado.

E tem uma atividade que sempre faz sucesso que é trazer convidados pra sala de aula. Eu já consegui trazer um vereador da cidade pra conversar com os meninos sobre como funciona a Câmara Municipal e quais são as responsabilidades dele. Também trouxe o diretor da escola pra falar um pouco sobre como ele se organiza pra gerenciar tudo por aqui. A turma fica super empolgada com essas visitas, perguntam um monte de coisa e ainda tiram fotos com os convidados. Esse tipo de atividade costuma ser mais rápida, dura uns 50 minutos no máximo. Na última vez que fiz isso, o vereador respondeu pacientemente à pergunta do Lucas sobre por que ele tinha escolhido ser vereador em vez de prefeito. Foi muito bacana ver como os alunos se interessaram pelas respostas.

Essas atividades ajudam bastante os alunos a verem na prática como as coisas funcionam além dos muros da escola. E tem aquele momento mágico quando alguém solta: "Ah, agora entendi por que tem essas regras todas!". É gratificante pra caramba ver essa ficha cair pros meninos. E olha que não é fácil trabalhar com poder político com crianças dessa idade, mas quando você traz pro universo deles fica bem mais tranquilo.

Então é isso aí, pessoal! Espero que essas dicas ajudem vocês também na sala de aula. Se tiver alguma outra ideia ou quiser compartilhar experiências, vamos nessa! A troca entre a gente faz toda diferença. Um abraço!

Ah, gente, então, falando de como eu percebo que os alunos aprenderam, é assim: não é só na hora da prova que dá pra ver, não. Eu ando pela sala e vou ouvindo as conversas deles. Dá pra captar muita coisa quando eles não estão pensando que tão sendo observados. Tipo, teve uma vez que a Ana tava explicando pro Lucas o que era divisão dos poderes. Ela falou algo assim: "Lucas, pensa que o presidente não pode fazer tudo sozinho. Ele precisa do pessoal lá do Congresso pra aprovar as coisas, e quem põe ordem quando dá briga é o Supremo". Aí eu pensei comigo: "Caramba, a Ana pegou a ideia!" Ela colocou tudo numa linguagem simples e prática, do jeito que eles entendem. Outro dia, eu tava circulando pela sala e vi que o Pedro tava discutindo com a Maria sobre quem manda em quê na escola. Ele falou algo como: "A diretora é tipo o chefe do Executivo aqui na escola, né?" E a Maria respondeu: "É, mas quem faz as regras mesmo são os professores, tipo o Legislativo". Nesse momento, vi que eles conseguiram ligar os assuntos da aula com a realidade deles.

Agora, sobre os erros mais comuns que aparecem, tem alguns que são bem frequentes. Um deles é confundir Legislativo com Judiciário. O João vive trocando as bolas. Uma vez ele virou e disse: "O Congresso decide se alguém vai preso ou não". Na hora eu já percebi que tinha rolado uma confusão aí e precisei parar pra explicar de novo como cada poder tem sua função específica. E olha, esses erros acontecem porque esse assunto é meio abstrato pra eles, sabe? Eles tão acostumados com coisas mais concretas e práticas. Então, quando eu vejo esses erros acontecendo na hora, já dou uma segurada no ritmo da aula e tento usar exemplos ainda mais simples. Às vezes falo de coisas do dia a dia deles: tipo dividir tarefas em casa entre irmãos ou amigos.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu preciso adaptar um pouco as atividades. Pro Matheus, por exemplo, tento sempre deixar tudo bem claro e objetivo. Faço atividades mais curtas e interativas pra ele. Ele adora quando tem jogo ou dinâmica em grupo porque ele aprende melhor se movimentando. Eu também dou algumas pausas durante a aula pra ele dar uma caminhada rápida pela sala ou tomar água. Isso ajuda a manter o foco dele.

Agora a Clara é mais tranquila com atividades visuais. Eu uso muito material visual com ela: cartazes coloridos, diagramas simples. Ela responde bem quando eu dou instruções passo a passo no papel ou mesmo quando uso imagens pra ilustrar uma ideia complexa. Mas teve uma vez que tentei usar um vídeo animado achando que iria ajudar e não funcionou muito bem; ela ficou um pouco perdida com tanta informação rápida. Então aprendi a dosar melhor o uso de recursos audiovisuais.

E assim vou adaptando as abordagens de ensino pros dois de forma individualizada. Não posso tratar todos os alunos do mesmo jeito porque cada um tem sua maneira única de aprender.

Bom, gente, é isso aí! Contem aí como vocês fazem com as turmas de vocês! Trocar ideias sempre ajuda a gente a melhorar nosso trabalho na sala de aula. Um abraço!

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