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EF05HI05História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica.

Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo socialCidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF05HI05, do 5º ano, é basicamente sobre ajudar os meninos a entenderem que cidadania não é só um conceito bonito no papel. É mais sobre ver que os direitos que a gente tem hoje não caíram do céu, vieram de muita luta e história por trás disso. Aí, o negócio é fazer eles perceberem que tudo isso está ligado à conquista de direitos ao longo do tempo. É tipo assim: entender que lá no passado as sociedades brigaram por direitos que hoje a gente acha normal, como votar ou ter acesso à educação.

Eu sempre gosto de partir do que eles já conhecem. A turma do 4º ano já vem com uma noção de respeito às diferenças e tem uma ideia básica sobre o que são direitos e deveres. No 5º ano, o desafio é aprofundar isso, mostrando como esses direitos foram conquistados e quem participou dessas conquistas. Eles precisam conseguir ligar os pontos entre eventos históricos e a construção dos direitos que temos hoje. Por exemplo, entender que o direito ao voto para todos foi uma coisa conquistada ao longo do tempo e não algo que sempre existiu.

Agora, sobre as atividades que eu faço pra trabalhar essa habilidade, vou contar três que sempre rendem boas aulas. A primeira é uma roda de conversa. Eu junto a turma, deixo as cadeiras em círculo para todo mundo se ver. Levo textos curtos e simples sobre eventos históricos importantes para os direitos, tipo a abolição da escravatura ou o movimento das Diretas Já. Aí, a gente lê junto e eu vou guiando a conversa com perguntas abertas: "O que vocês acham que mudou depois disso?", "Por que foi importante?". Gosto de fazer isso em uma aula de 40 minutos. Os meninos costumam ficar animados, principalmente quando percebem que podem opinar sem medo. Lembro da última vez que fiz essa atividade, o João Pedro estava empolgadíssimo, falando como se fosse um advogado, defendendo um ponto de vista sobre como a abolição influenciou os direitos dos negros no Brasil.

Outra atividade é um trabalho em grupo sobre figuras históricas importantes na conquista de direitos. Divido a classe em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo recebe uma mini-biografia de uma pessoa importante — pode ser alguém como Zumbi dos Palmares ou Tiradentes. Eles têm uma aula para preparar uma apresentação curta para a turma sobre quem foi essa pessoa e qual foi seu papel na história da cidadania no Brasil. Eles usam cartolina, canetinhas e algumas imagens impressas que eu consigo na internet para fazer pôsteres. Os meninos adoram se expressar desse jeito e sempre saem apresentações bem legais. Da última vez, o grupo da Júlia fez um pôster sobre a Princesa Isabel com tanto capricho que quase parecia uma obra de arte!

A terceira atividade é meio interativa: uma visita virtual a um museu ou exposição online sobre história do Brasil. Como o acesso físico às vezes é complicado pra muitos, uso as ferramentas digitais mesmo. Tem uns museus muito bacanas com visitas virtuais guiadas, e isso é ótimo porque eles podem ver artefatos históricos e ouvir histórias de época contadas pelos próprios historiadores do museu. Para organizar isso, levo a turma para o laboratório de informática da escola, divido eles em duplas para compartilharem o computador e dou umas duas aulas inteiras pra gente explorar isso com calma. O legal é ver a reação deles percebendo como essas peças se ligam às histórias que já trabalhamos em sala. Na última visita virtual, por exemplo, a Maria Clara ficou surpresa ao ver um documento original da época da ditadura militar e associou com algo que ela tinha lido no livro didático.

Acho importante destacar sempre o quanto essas atividades ajudam eles a formarem uma visão crítica do mundo deles. E eu aprendo junto com eles também! No fim das contas, meu papel ali é mais mediar do que ditar informação. E aí vou percebendo como eles vão se tornando pequenos cidadãos conscientes de seus próprios direitos e deveres.

Bom, é isso! Espero que essas ideias possam ajudar algum colega aí também! Qualquer coisa tô aqui pra trocar ideia!

Bom, pra perceber que os meninos pegaram mesmo a ideia da EF05HI05, não preciso nem de prova formal, viu? É mais sobre prestar atenção no jeito que eles conversam, nas perguntas que fazem e até nos debates informais que rolam na sala. Tem uma menina, a Ana, por exemplo, que outro dia tava discutindo com o João sobre como o direito ao voto só foi conquistado depois de muita luta. Aí ela virou pro colega e falou: "Você sabia que antes as mulheres nem podiam votar?". Aí eu pensei: "Ahá! Entendeu a ideia!"

Outra coisa é quando estou circulando pela sala e ouço as conversas entre eles. Se começam a falar sobre como algumas coisas só mudaram porque houve mobilização e luta, já sei que entenderam o recado. Outra situação foi quando o Pedro explicou pro Lucas que a cidadania não é só um papel, mas sim uma prática do dia a dia. Ele deu o exemplo do próprio direito de estudar e foi ligando os pontos com as conquistas históricas. Cara, é nessas horas que você vê que o negócio fez sentido pra eles!

Agora, os erros... Ah, esses fazem parte do processo. O pessoal costuma confundir as datas e os eventos históricos. O Felipe, por exemplo, sempre troca a ordem dos acontecimentos. Uma vez ele achou que a abolição da escravidão tinha acontecido antes da independência do Brasil. Essas coisas acontecem porque é muita informação pra processar e eles estão começando a lidar com o conceito de linha do tempo agora. E aí, quando pego um erro assim na hora, tento fazer perguntas que os ajudem a pensar na lógica dos eventos: "Mas como poderia ser assim se...?" A ideia é fazer com que eles mesmos cheguem à resposta certa.

Ah, tem também o lance de generalizarem demais. A Maria já chegou falando que todo mundo sempre teve os mesmos direitos desde sempre. Aí eu faço aquele exercício de trazer exemplos concretos e perguntar: "Mas olha só, você acha que lá há 200 anos era igualzinho ao que é hoje?" E aí vou guiando até ela perceber essas diferenças históricas.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Cada um tem uma necessidade diferente e adaptar as atividades pra eles é uma coisa constante. Pro Matheus, eu tento sempre incluir atividades mais curtas e dinâmicas porque ele perde o foco rápido. Tipo usar jogos educativos ou coisas práticas onde ele possa mexer mais. Já fiz um jogo da memória com eventos históricos e direitos conquistados. Funcionou super bem porque ele ficou engajado do início ao fim.

Já com a Clara, a história é outra. Como ela tem TEA, precisa muito de previsibilidade e estrutura. Então eu sempre faço questão de manter uma rotina bem certinha na sala em relação às atividades de história. E sempre uso material visual como cartazes e esquemas porque ajudam ela a processar melhor a informação. Uma coisa que não funcionou foi tentar usar vídeos muito movimentados ou com muito som concomitantemente — isso só deixou ela mais ansiosa.

Com ela, a gente também conversa antes sobre o que vai acontecer durante a aula, assim ela se sente mais segura. E sempre deixo um tempo extra pra ela terminar as atividades se precisar. Com os dois é importante manter o diálogo aberto pra saber o que tá funcionando ou não.

Enfim, cada dia é um aprendizado pra eles e pra mim também. O importante é ir percebendo como cada um aprende melhor e criar esse ambiente onde eles sintam que podem errar e aprender sem medo. É isso aí pessoal, vamos nos falando! Abraços!

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