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EF09HI16História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos fundamentais e de defesa da dignidade humana, valorizando as instituições voltadas para a defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação.

Totalitarismos e conflitos mundiaisA Organização das Nações Unidas (ONU) e a questão dos Direitos Humanos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF09HI16 da BNCC é fundamental no 9º ano, porque a gente tá falando de relacionar a Carta dos Direitos Humanos com direitos fundamentais e dignidade humana. A molecada precisa entender como é que esses direitos foram surgindo, quem são as instituições que defendem isso, e também identificar quem viola esses direitos por aí. É um processo de conscientização mesmo, de fazer os meninos perceberem que não é só teoria, não, isso tá no dia a dia deles. Da série anterior, quando estavam no 8º ano, eles já tinham uma noção básica sobre o que são direitos e deveres, mas agora a coisa fica mais profunda, sabe? A ideia é que eles consigam discutir e colaborar com essa visão global de direitos humanos que começa lá na ONU e vai se refletindo nos direitos fundamentais que a gente tem hoje.

A primeira atividade que eu faço com a galera é uma roda de conversa. Olha, eu sei que parece simples, mas funciona! Eu pego um texto básico sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, daqueles que você acha fácil na internet mesmo. Levo pro pessoal ler em casa primeiro e depois a gente senta em roda lá na sala. O material é só o texto impresso mesmo. Aí eu começo perguntando o que eles acharam mais importante ou até chocante. Geralmente, essa parte leva umas duas aulas de 50 minutos. Os alunos adoram participar, mas olha, sempre tem um ou outro que começa meio tímido. Na última vez que fizemos isso, o João, um dos mais quietos da turma, veio com uma reflexão sobre como alguns países ainda não respeitam esses direitos e todo mundo ficou bem atento ao que ele dizia. Foi massa ver a turma toda engajada.

Outra atividade que faço é um debate sobre instituições que defendem os direitos humanos. Eu divido a turma em grupos e cada grupo representa uma instituição diferente: pode ser a ONU, uma ONG famosa como a Anistia Internacional, ou até mesmo o próprio governo brasileiro. Eles têm uma aula inteira pra pesquisar (geralmente na biblioteca ou no laboratório de informática) e depois apresentam pra classe na próxima aula. Cada apresentação leva uns 10 minutos no máximo pra não ficar cansativo. Depois rola um debate mesmo, com perguntas e respostas entre os grupos. Na última vez teve um grupo que representou a ONU e outra galera foi meio cética sobre o impacto real da ONU nos conflitos atuais. Nesse ponto o Felipe deu uma aula de diplomacia! Foi engraçado ver ele tentando acalmar os ânimos e explicar que as coisas são mais complexas do que parecem.

A terceira atividade é meio artística: criar cartazes sobre casos reais de violação de direitos humanos e como as instituições intervieram nesses casos. Eu trago algumas notícias impressas sobre situações atuais ou histórias conhecidas do passado recente. A turma se divide em duplas ou trios pra trabalhar num cartaz durante duas aulas. Eles precisam mostrar o caso real e como ele foi tratado por alguma instituição de defesa dos direitos humanos. Olha, essa parte é sempre um sucesso! Os meninos gostam de desenhar, pintar e usar colagens pra deixar tudo bem visual. Da última vez, teve um caso sobre refugiados sírios que mexeu muito com a turma toda. A Luana fez um cartaz tão impactante que até levamos pra exposição na escola depois.

Essas atividades todas ajudam a molecada a se enxergar como parte desse mundo maior onde os direitos humanos são fundamentais. Eles veem que não tá distante deles: tá ali na TV, na internet, até nas conversas de família. E olha só: não é só sala de aula não; já vi aluno debatendo isso no intervalo como se fosse algo corriqueiro.

Acho muito importante também sempre trazer exemplos concretos do nosso cotidiano para essas discussões todas. Tipo assim: recentemente falamos sobre como as redes sociais podem ser ferramentas de denúncia de violações desses direitos mas também podem ser usadas para violar esses mesmos direitos quando mal utilizadas. É incrível ver como eles conseguem fazer essas conexões todas e trazer experiências pessoais pras discussões.

Bom, por hoje é isso! Acredito muito no poder dessas atividades práticas e reflexivas para ensinar história de uma forma que faz sentido pra eles. Se alguém aí tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências similares, vamos trocar uma ideia! Ah, e se alguém precisar do material dessas atividades ou quiser saber mais detalhes, só falar aqui no fórum mesmo. Bora continuar esse papo!

Olha, sabe como eu percebo que o aluno realmente aprendeu sobre a Carta dos Direitos Humanos e entendeu a habilidade EF09HI16? Não é só na hora da prova não, é no dia a dia mesmo. Às vezes eu tô ali circulando pela sala, ouvindo as conversas dos meninos e dá pra sacar quem tá sacando a parada. Outro dia tava ouvindo o Pedro explicando pra Maria sobre como os direitos humanos estão presentes na escola, tipo o direito à educação gratuita. Ele falou com uma convicção e clareza que eu pensei "ah, esse entendeu". E não é só isso, é quando eles começam a usar esses conceitos pra argumentar durante as discussões em aula ou até mesmo quando eles tão debatendo entre si sobre alguma notícia que viram. Quando um aluno consegue ligar uma situação atual com a Carta dos Direitos, tipo "ah, isso aqui é igual àquele artigo da Carta", aí é batata que eles tão no caminho certo.

Agora, erros comuns que os alunos cometem, vou te contar. Um erro que eu vejo direto é a galera ficar confusa entre o que é direito humano e o que é direito individual ou social. A Letícia, por exemplo, uma vez tava falando de direito à liberdade como se fosse algo só individual e esqueceu de mencionar o contexto social da coisa. E eu percebo que isso acontece porque muitas vezes eles misturam os conceitos na cabeça por causa das próprias experiências pessoais. Aí, quando eu pego esse tipo de erro na hora, tento reorganizar o pensamento deles mostrando com exemplos do cotidiano, tipo "sabe quando você tem o direito de estudar aqui? Isso é tanto individual quanto social porque impacta a sociedade também". Uso muito exemplos concretos, notícias da TV ou situações da vida real pra ajudar a clarear essa confusão.

Agora, com relação ao Matheus e à Clara, tem todo um jeitinho especial de trabalhar. O Matheus tem TDAH e aí o desafio é manter a atenção dele nas atividades. Pro Matheus, eu sempre tento variar as atividades pra serem mais dinâmicas e envolventes. Jogos educativos têm funcionado bem com ele. Tipo aquele jogo da memória com os direitos da Carta que fizemos uma vez. Ele ficou super engajado e conseguiu fixar vários conceitos assim. Também dou tempo extra quando ele precisa completar alguma tarefa ou faço atividades em partes menores pra não sobrecarregar.

Já a Clara tem TEA e precisa de um pouco mais de estrutura e previsibilidade nas atividades. Pra ela, rotinas são chave. Sempre aviso antes o que vamos fazer no dia seguinte e deixo claro os passos de cada atividade. Mapas visuais também têm ajudado bastante. Uma vez montamos juntos um mapa mental das instituições que defendem os direitos humanos e ela adorou colocar figurinhas e cores pra separar cada uma delas. Não funcionou muito bem aquela vez que tentamos um debate mais aberto em sala, porque ela prefere atividades mais estruturadas e onde ela sabe exatamente quando vai falar.

E olha, termino aqui dizendo que não tem uma receita única quando lidamos com os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos. É sempre um processo de observação e adaptação constante. Mas cada conquista do aluno, seja ela pequena ou grande, vale todo o esforço. E continuo aprendendo junto com eles também.

E aí, pessoal do fórum, se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui pra trocar ideia! Abraço!

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