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EF09HI17História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a partir de 1946.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus desdobramentos em um país em transformação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF09HI17 aí da BNCC é meio que um desafio, mas daqueles legais que a gente curte. Basicamente, a ideia é fazer os meninos entenderem os processos que rolaram no Brasil desde 1946, né? Isso engloba tudo: social, econômico, cultural e político. A gente pega a Era JK, por exemplo, e tenta destrinchar tudo que aconteceu ali e como isso moldou o nosso país. Então, é mais do que só saber datas ou nomes. É perceber como essas transformações impactaram o nosso dia a dia lá atrás e continuam impactando agora.

Na prática, quer dizer que os alunos precisam reconhecer e analisar essas mudanças. Eles devem ver além do que tá escrito nos livros didáticos. É sobre conectar os pontos e entender as consequências das ações políticas e econômicas da época. A galera precisa sacar como a urbanização, por exemplo, tá ligada ao crescimento econômico e como isso mudou o cenário político e cultural do país. E tem ainda a comparação com o que eles já sabem de anos anteriores, tipo o entendimento básico da República Velha ou a Era Vargas. Eles vêm com esse conhecimento e conseguem fazer ligações com esses novos eventos.

Uma das atividades que eu curti muito fazer com a turma foi um debate sobre a construção de Brasília. Usei uns vídeos documentais que achei no YouTube, bem simples mesmo, só pra dar um contexto visual e histórico. Aí organizei a sala em dois grupos: um defendia a construção da nova capital naquele momento histórico e o outro apontava as críticas e problemas que isso gerou. Dei uns 40 minutos pra eles se prepararem com os argumentos e mais uns 30 minutos de debate.

Quando fizemos essa atividade na última vez, foi hilário ver o João defendendo com unhas e dentes que Brasília era o melhor projeto do JK, falando dos empregos e do desenvolvimento. Aí vem a Larissa e rebate com força, dizendo que o dinheiro podia ter sido usado pra diminuir as desigualdades nas outras regiões do Brasil. A discussão foi acalorada mas super produtiva, os meninos saíram da aula comentando sobre os prós e contras de decisões políticas.

Outra atividade interessante é uma pesquisa sobre as músicas da época da bossa nova, lá pros anos 50 e 60. Pedimos pra eles escolherem uma música, pesquisarem sua letra e contexto histórico, e pensarem em como essa música reflete as mudanças sociais e culturais do Brasil naquela época. Dou uns folhetos impressos com letras de músicas diferentes (e uns links pra ouvir online também). Eles têm uma aula inteira pra essa pesquisa (uns 50 minutos) e depois apresentam em grupos na aula seguinte.

Dessa vez, o Pedro escolheu "Chega de Saudade", do João Gilberto. Ele começou falando da letra mas se empolgou mesmo foi contando como a bossa nova era uma espécie de resposta cultural ao crescimento urbano e industrial de cidades como o Rio de Janeiro. E aí entra a Ana Paula, toda animada, pra complementar dizendo que mesmo com todo o glamour das músicas, a sociedade ainda lidava com muitos problemas sociais escondidos por trás dessa cortina de modernidade.

E não posso esquecer da atividade prática de mapas históricos. Distribui cópias de mapas do Brasil nas décadas de 50, 70 e hoje pros meninos compararem as mudanças nas cidades, rodovias e obras de infraestrutura. Eles têm uma aula pra essa atividade também (uns 50 minutos) mais um tempinho pra discutir as impressões em grupos pequenos.

Nessa última vez que fizemos essa atividade, fiquei impressionado com o Miguel. Ele notou sozinho como as estradas rasgando o país criaram novas rotas comerciais mas também isolaram algumas regiões menos desenvolvidas. E aí veio a Julia reforçando esse ponto ao mostrar no mapa como algumas cidades cresceram absurdamente enquanto outras ficaram meio esquecidas no tempo.

Essas atividades são maneiras dos alunos realmente verem na prática como decisões tomadas lá atrás ressoam até hoje na nossa sociedade. Eles começam a fazer perguntas mais profundas tipo "por que fulano decidiu isso?" ou "o que será que teria acontecido se tivessem escolhido outra coisa?". E eu acho isso genial porque é aí que eles tão realmente aprendendo história: não só decorando fatos mas pensando criticamente sobre eles.

Enfim, trabalhar essa habilidade é instigante tanto pra mim quanto pros alunos. É muito gratificante ver eles discutindo com entusiasmo temas históricos e percebendo o quanto essas coisas estão conectadas com o presente deles. E sempre acaba rolando alguma discussão extra no final da aula porque o pessoal fica animado demais pra encerrar!

transformações histórica e criticamente. E tipo, como é que a gente vê que eles realmente entenderam isso tudo sem enfiar um monte de prova formal goela abaixo? Olha, é no dia a dia mesmo. Quando eu tô ali circulando pela sala, ouvindo eles conversarem entre si ou quando um aluno explica algo pro outro, são esses momentos que entregam o jogo.

Teve uma vez, por exemplo, que o Joãozinho tava ali discutindo com a Maria e eles estavam falando sobre a industrialização no governo JK. Aí o Joãozinho solta: “Mas você viu que isso aí da indústria no Sudeste acabou mudando até como a galera do interior vivia, né?” A Maria ficou meio confusa, mas ele explicou do jeito dele, sobre a migração e tal. Eu fiquei só de canto escutando e pensando: “Ahá! Esse entendeu!” É massa ver eles relacionando as coisas desse jeito, sem medo de errar.

Agora, não vou te mentir, os erros comuns acontecem. Tipo o Pedro que sempre confunde conceitos econômicos com culturais. Uma vez ele tava todo empolgado falando sobre o milagre econômico, mas meteu uma de que era a época em que a música brasileira começou a ser mais valorizada lá fora, confundindo as coisas lindamente. Isso rola porque os meninos às vezes tentam decorar tudo de uma vez e acabam misturando os conceitos. Quando percebo isso na hora, já dou um toque pra eles pensarem em exemplos práticos que diferenciem uma coisa da outra. Como "o desenvolvimento econômico trouxe mais indústrias e empregos" enquanto "a música brasileira ganhando espaço lá fora tá mais ligado à Bossa Nova e à Tropicália". É tudo sobre ajudar eles a fazerem essas conexões direitinho.

E tem a questão do Matheus e da Clara. Com o Matheus, que tem TDAH, preciso ficar atento ao tempo das atividades. Ele se distrai fácil. Então procuro quebrar os conteúdos em partes menores e insiro algumas pausas planejadas pra ele conseguir se concentrar melhor. Descobri que usar atividades mais práticas e interativas funciona muito bem com ele. Teve um dia que usamos uma dinâmica de montar uma linha do tempo gigante no corredor da escola. Cada aluno trazia um evento marcante e colocava no lugar certo. Ele adorou, foi um dos primeiros a terminar de montar a parte dele.

Já com a Clara, que tem TEA, eu me preocupo bastante com a clareza nas instruções. Tudo precisa ser muito bem explicado e às vezes preciso usar materiais visuais pra ajudar. Ela reage melhor quando uso cards com imagens relacionadas aos temas históricos e ela pode organizar esses cards em ordem cronológica ou categórica. Isso ajuda ela a visualizar melhor as relações entre os eventos históricos sem se perder na abstração.

Mas olha, nem tudo é um mar de rosas. Já tentei fazer uma atividade em grupo com eles e não deu muito certo porque o Matheus ficou agitado demais e a Clara se isolou um pouco da dinâmica. A solução foi adaptar essa ideia: agora faço duplas específicas onde eles possam trabalhar juntos mas sem muita confusão envolvida. Tipo assim, uma dupla tranquila, sabe?

Enfim, é sempre um desafio encaixar todas essas necessidades em sala de aula, mas é aquele tipo de desafio gostoso, que faz a gente se sentir útil de verdade. E no final do dia, quando vejo jovens como o Joãozinho explicando economia pra Maria ou o Matheus vibrando porque conseguiu completar uma atividade sem se perder, percebo que tá valendo a pena.

Bom, acho que por hoje era isso que eu queria compartilhar com vocês aqui no fórum. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia ou ouvir as experiências de vocês também! Até mais!

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