Olha, essa habilidade EF09HI19 da BNCC parece complicada à primeira vista, mas na prática é mais sobre ajudar os alunos a entenderem o contexto histórico da ditadura civil-militar no Brasil. A gente precisa que eles consigam não só identificar como isso começou e se desenvolveu, mas também que compreendam as consequências desse período, especialmente no que diz respeito às violações dos direitos humanos. E claro, é importante encorajar a galera a discutir sobre memória e justiça, essas coisas que ainda ecoam muito forte nos dias de hoje.
Na prática, isso quer dizer que os meninos do 9º ano precisam ser capazes de pegar um texto ou um documentário sobre o golpe de 64, por exemplo, e entender quem são os atores envolvidos, quais eram os interesses, como isso afetou a população e como foi a resistência contra o regime. Eles têm que se conectar com a história das pessoas que viveram aquele tempo e refletir sobre como o passado ainda influencia o presente. E olha, eles já chegam no 9º ano com uma noção básica de conflitos históricos por causa do que viram no 8º ano sobre a Segunda Guerra Mundial e tal, então dá pra fazer umas ligações legais.
Agora, vou contar pra vocês algumas atividades que costumo fazer na sala de aula pra trabalhar essa habilidade. Bom, uma das atividades favoritas da turma é fazer uma roda de conversa depois de assistir a um documentário. Da última vez, eu escolhi "O Dia que Durou 21 Anos", que é bem didático. A galera assiste em partes, porque né, são quase duas horas de filme. Então, eu divido em blocos e após cada bloco, rola um bate-papo. Tipo assim, a sala se divide em pequenos grupos (eu coloco uns cinco em cada), e aí eles conversam sobre o que viram. Dura umas três aulas no total. E olha só, sempre sai coisa boa! Teve uma vez que o João se empolgou tanto que trouxe um livro da biblioteca municipal pra me mostrar porque ficou interessado em ler mais sobre o tema.
Outra atividade que faço bastante é um debate organizado sobre as questões indígenas e negras durante a ditadura. A gente usa uns artigos curtos do jornal da época, umas fotos e uns trechos de música também pra instigar a reflexão. Eu divido a turma em dois grupos: um foca nas questões indígenas e outro nas negras. Eles têm uma aula pra pesquisar e se preparar, aí na aula seguinte rola o debate mesmo. Foi numa dessas que a Ana levantou um ponto interessante sobre como a censura afetou as músicas de protesto da época e isso virou um gancho pra discutir a resistência cultural.
E por último, algo que funciona bem é convidar alguém da comunidade que viveu naquela época pra vir conversar com os alunos. Já trouxe ex-militar reformado e até uma ex-professora aposentada que tem histórias incríveis sobre como era dar aula naquela época. Minha ideia aqui é humanizar o conhecimento. Na última vez que fiz isso, trouxe o Sr. Antônio, que foi estudante universitário nos anos 70. Ele contou da experiência dele nos protestos e os meninos ficaram impressionados com as histórias. O Pedro até perguntou por que ele continuou lutando mesmo correndo risco de ser preso e isso gerou uma discussão bem legal sobre coragem e princípios.
Essas atividades são maneiras de tornar o conteúdo mais palpável pros alunos, sabe? Eles reagem muito bem quando conseguem fazer ligações entre o conteúdo teórico e as histórias reais das pessoas. O Gabriel comentou uma vez que aprendeu muito mais ouvindo o Sr. Antônio do que lendo qualquer livro porque "parecia história de filme", palavras dele! E é exatamente isso: fazer com que a história deixe de ser só data e fato pra virar algo vivo e relevante.
Bom, então é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês também nas suas salas de aula. Se alguém tiver outras atividades legais pra sugerir ou quiser saber mais detalhes das minhas práticas na sala, é só falar! abraço!
Na prática, isso quer dizer que os meninos do 9º ano precisam se envolver nas discussões de verdade, não só repetir o que tá no livro. Eu gosto de atividades que puxam pela curiosidade deles, tipo aquela em que a gente analisa músicas da época da ditadura. Cara, é incrível como eles ficam vidrados quando percebem que certas músicas tinham mensagens escondidas, que eram uma forma de resistência. Aí você vê aquele brilho no olho e pensa: "pô, estão entendendo!"
Agora, sem uma prova formal, eu percebo que eles aprenderam quando estou circulando pela sala e ouço as conversas entre eles. Quando um aluno começa a explicar pro outro o porquê de um acontecimento ter sido importante, ou como aquilo reflete na sociedade de hoje... cara, é ali que você vê que pegaram a ideia. Teve um dia que eu tava caminhando pela sala e o Pedro tava explicando pra Ana por que o AI-5 foi um marco tão pesado na ditadura. Ele falava com tanta clareza e segurança que eu fiquei parado ali ouvindo, orgulhoso.
E tem aqueles momentos em grupos também. Quando eles estão fazendo um trabalho em equipe e você vê eles debatendo, discordando mas com argumento, sabe? Outro dia, a Júlia e o Lucas estavam discutindo sobre como as leis da época ainda influenciam algumas práticas políticas atuais. Não é todo dia que eles acertam tudo, mas só de ver a profundidade da conversa já dá pra perceber o aprendizado.
Mas claro, nem sempre é perfeito. Os erros mais comuns que eles cometem nesse conteúdo envolvem confundir as datas e os nomes dos eventos. Tipo o João, que sempre troca o AI-5 com o AI-1. Isso acontece porque são muitos números e siglas pra decorar, e eu entendo essa confusão. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento explicar de um jeito mais contextualizado. Digo algo tipo: "João, pensa assim: o AI-5 foi aquele estouro! Depois dele é que as coisas ficaram bem mais duras." Trazendo isso pro impacto das coisas às vezes ajuda a fixar.
Aí tem também quando eles não conseguem fazer a ligação entre o passado e o presente. A Maria, por exemplo, uma vez não entendeu por que ainda falamos tanto sobre a ditadura hoje em dia. Eu expliquei pra ela: "Imagina se te tirassem a liberdade de falar o que pensa agora? A gente fala disso pra garantir que a história não se repita."
E sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA na turma... olha, é sempre um desafio mas também uma lição diária de como adaptar nosso jeito de ensinar. Pro Matheus, eu percebi que funciona usar materiais visuais e dividir as atividades em partes menores. Assim ele não fica tão perdido nem sobrecarregado. Por exemplo, nas discussões sobre períodos históricos, eu dou pra ele mapas mentais já meio prontos e peço apenas algumas contribuições dele. O negócio é ir guiando ele aos poucos.
Com a Clara que tem TEA, já percebi que ela precisa de uma rotina bem definida. Ela responde melhor quando sabe exatamente o que vai acontecer na aula. Então eu costumo enviar para os pais dela um resumo do planejamento da semana toda vez que posso. E nas atividades em grupo, dou tarefas mais individuais pra ela iniciar sozinha antes de juntar com os colegas.
O negócio é ter paciência e perceber o ritmo deles, né? Já tentei usar recursos tecnológicos como vídeos longos pra engajar os dois mas não rolou muito bem... vídeos curtos funcionam melhor porque prendem mais a atenção deles sem cansar.
Enfim, cada aluno é um universo particular e a gente vai ajustando as velas conforme necessário. Acho importante escutar o feedback deles também e ver o que dá certo ou não. Bom pessoal, vou ficando por aqui hoje! Espero ter ajudado contando um pouco da minha experiência com essa habilidade de História no 9º ano. E aí na escola de vocês? Como vocês percebem quando a galera realmente aprendeu? Abraços!