Olha, gente, essa habilidade EF07LI03 da BNCC, que fala sobre mobilizar conhecimentos prévios pra entender um texto oral, é basicamente o aluno conseguir pegar o que ele já sabe e usar isso pra entender algo novo que tá ouvindo em inglês. Sabe quando você tá assistindo a um filme em inglês e entende uma parte porque já viu algo semelhante antes? Então, é mais ou menos isso que a gente quer que os meninos façam.
Na prática, o aluno precisa ser capaz de ouvir um texto em inglês e fazer conexões com outras coisas que ele já conhece. Pode ser uma música que ele ouviu, uma expressão que ele aprendeu na aula passada ou até algo do dia a dia dele. Por exemplo, se eles tão ouvindo uma conversa sobre comida no restaurante, eles têm que lembrar das palavras que já aprenderam sobre isso ou até mesmo pensar nas vezes que foram comer fora e como foi a experiência. Isso tudo ajuda na compreensão do que estão ouvindo. E bom, essa habilidade de puxar da memória o que já sabemos é meio que um degrau acima do que eles já aprendiam na série anterior, onde a gente focava mais em construir o vocabulário.
Agora, deixa eu contar como eu coloco isso em prática com minha turma do 7º Ano. Tenho três atividades bem legais que sempre faço.
A primeira delas é o "Listen and Match". Eu uso uns áudios simples de conversas do dia a dia. Não precisa de nada muito elaborado não, até porque a internet tem um monte de material grátis. Coloco o áudio pra tocar e distribuo umas cartelas com imagens e palavras-chave relacionadas ao tema da conversa. Aí, eles têm que ligar as imagens com as palavras enquanto escutam. Essa atividade não leva mais que uns 20 minutos. É rapidinha! Da última vez que fiz isso, o João e a Larissa estavam super animados. O João se destacou porque ele lembrou direitinho de algumas palavras da aula passada, tipo "breakfast" e "dinner", quando a conversa era sobre refeições. Dá pra ver que a galera fica empolgada quando percebe que consegue entender mais do que achava.
Outra atividade é o "Story Chain". Funciona assim: começo contando uma história curta em inglês e paro em algum ponto. Então chamo um aluno pra continuar a história usando o que entendeu e o que já sabe. Os outros completam a sequência. Isso ajuda muito na construção coletiva do conhecimento e eles se sentem parte do aprendizado do colega. A turma fica em círculo e leva uns 30 minutos no total, mas depende muito do quanto os meninos se empolgam. Na última vez, a Ana e o Pedro deram um show de criatividade! A Ana lembrou de umas expressões legais de filmes e séries e o Pedro aproveitou pra inserir umas palavras novas que tinha aprendido recentemente.
Por fim, tem a atividade chamada "Music Time". Música é sempre uma forma bacana de conectar com os meninos e eu adoro usar músicas conhecidas. Escolho uma música em inglês com tema relacionado ao conteúdo da aula e levo a letra impressa com algumas lacunas para eles preencherem enquanto escutam. Eles ficam em duplas ou trios e depois discutimos as lacunas preenchidas juntos. Geralmente leva uns 25 minutos essa brincadeira toda. Todas as vezes que fiz isso, percebi como os olhos dos alunos brilham quando reconhecem uma música ou entendem alguma parte dela! Na última vez, a Mariana tava toda empolgada dizendo que conhecia aquela música por causa de um TikTok famoso. E ela ainda ajudou o Lucas, colega dela, a lembrar algumas palavras por conta disso!
No fim das contas, essas atividades não só ajudam a trabalhar essa habilidade específica da BNCC como também motivam os meninos a se envolverem mais com o idioma fora da sala de aula. E olha, ver eles crescendo no aprendizado é sempre gratificante demais! Ver as conexões sendo feitas e eles usando o que aprendem em situações reais é simplesmente sensacional.
Bom pessoal, espero ter ajudado vocês com essas ideias aí! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais ideias ou ouvir sugestões também! Abraço!
E aí, continuando aqui com essa habilidade EF07LI03, vamos falar sobre como é que eu percebo que a molecada tá pegando o jeito, sem ter que fazer prova formal. A gente sabe que a sala de aula é um lugar vivo, né? E a gente consegue perceber muito bem o aprendizado dos alunos naquelas interações do dia a dia.
Quando eu tô circulando pela sala, por exemplo, dá pra sacar quando um aluno realmente entendeu o conteúdo. A galera adora conversar durante as atividades. Às vezes eu passo pelas duplas ou grupos e ouço um aluno explicando pro outro uma frase que ouviu em inglês. Tipo, teve uma vez que o João tava explicando pro Pedro sobre uma cena de um filme que eles tinham assistido na atividade anterior. Ele usou um monte de referência que a gente já tinha visto na aula. Na hora pensei: "Ah, esse entendeu". Ele fez umas conexões com outras coisas que já tinha aprendido antes e conseguiu transmitir isso pro colega.
Outro exemplo legal é quando os meninos conseguem se virar com palavras novas só pelo contexto. A Maria tava ouvindo uma música em inglês e outra aluna perguntou o que era "rain". Aí a Maria falou: "Ah, é tipo quando cai água do céu". Pronto! Ela lembrou de uma aula que a gente falou sobre clima e conseguiu usar o contexto pra explicar uma palavra nova. É nesses momentos que você vê que a coisa tá funcionando.
Agora, falando dos erros mais comuns, olha, tem uns clássicos. Tipo, os meninos têm mania de traduzir tudo ao pé da letra. O Lucas outro dia tava tentando entender a expressão "break a leg" e ficou super confuso. Ele achou que alguém tava mandando quebrar a perna mesmo! Esses erros acontecem porque eles ainda tão muito presos na tradução literal e têm dificuldade de pensar nas expressões do jeito que elas são usadas culturalmente. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento explicar com exemplos concretos. Falo algo do tipo: "Imagina que você tá no Brasil e alguém diz 'quebrar um galho'. Você não vai imaginar um galho sendo quebrado literalmente, né? É só uma forma de falar".
Outra coisa é o uso incorreto dos tempos verbais. A Clara, por exemplo, vira e mexe troca o passado pelo presente ou vice-versa. Isso acontece porque eles ainda não têm firmeza nos tempos verbais em português e acabam se enrolando no inglês também. Nessas horas eu procuro reforçar com atividades práticas, sempre trazendo exemplos do cotidiano deles.
Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA, a estratégia é adaptar as atividades pra eles se sentirem incluídos e confortáveis. Com o Matheus, eu sempre procuro dividir as atividades em etapas menores porque ele tem dificuldade em se concentrar por muito tempo. Uso materiais visuais mais coloridos e chamativos pra prender a atenção dele e sempre dou feedbacks curtos e motivadores. Já tentei usar jogos interativos no computador pra ele aprender e funcionou super bem. Mas olha, teve uma vez que tentei fazer uma atividade longa de escuta sem pausas e foi um fiasco. Ele ficou totalmente disperso.
Com a Clara, que tem TEA, o lance é mais sobre rotina e previsibilidade. Eu sempre aviso com antecedência qualquer mudança que vai ter na aula e tento seguir um padrão nas atividades. Uso muitos gráficos e imagens porque ela responde melhor a estímulos visuais do que auditivos. Uma coisa legal foi usar cards com ilustrações de palavras novas pra ela conseguir associar as imagens aos termos em inglês. Já tentei colocar ela em grupos grandes pra fazer dinâmica, mas percebi que ela fica mais confortável em duplas ou sozinha mesmo.
Enfim, cada dia é um aprendizado novo e a gente vai ajustando as estratégias conforme vê o que funciona ou não. É desafiador? Com certeza! Mas ver os alunos aplicando o que aprenderam de formas tão diferentes faz tudo valer a pena.
Bom gente, acho que é isso por hoje. Espero ter contribuído aí com algumas ideias pra vocês também testarem por aí nas salas de aula de vocês. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências, tô por aqui!
Abraço!