E aí, galera! Hoje tô aqui pra falar sobre uma habilidade da BNCC que eu trabalho com a turma do 7º ano na aula de inglês. A habilidade é a famosa EF07LI05. Antes de mais nada, deixa eu te explicar do meu jeito o que essa habilidade significa na prática. É assim: a molecada tem que conseguir contar histórias em inglês sobre coisas que aconteceram no passado. Sabe essas histórias de personalidades importantes, eventos que marcaram o mundo? Então, é isso. Só que em inglês e de forma oral.
A ideia é que eles consigam pegar um fato ou uma pessoa importante e desenrolar uma narrativa sobre isso. Tipo, se a gente falar sobre a ida do homem à Lua, eles têm que conseguir contar quando foi isso, quem tava envolvido, por que foi importante e tal. Isso se conecta com o que eles já viram no ano anterior, porque no 6º ano a turma já começa a brincar com frases simples no passado, tipo "I went to the park" ou "She saw a movie". Então, agora no 7º ano, a gente só tá subindo um degrau.
Bom, mas deixa eu te contar umas atividades que faço pra trabalhar isso com os meninos. Primeira coisa que faço é usar materiais simples. Nada muito sofisticado porque a gente sabe como é escola pública, né? Então, sempre dá pra adaptar.
Uma das atividades é o "Who Am I?". Eu levo algumas fotos impressas de personalidades históricas. Aí o jogo é assim: divido a turma em pequenos grupos e cada grupo recebe uma foto sem mostrar pros outros grupos. Eles têm uns 20 minutos pra pesquisar e montar uma historinha curta sobre a pessoa. Depois, eles têm que contar essa história pro resto da turma. O pessoal gosta muito dessa atividade porque vira meio que um jogo de adivinhação. Teve uma vez que o João e a Ana estavam descrevendo o Albert Einstein e começaram falando dos cabelos dele. A sala caiu na risada e foi aquele burburinho até adivinharem quem era.
Outra atividade que faço é o "Timeline". Aqui eu dou uma linha do tempo básica de um evento, tipo assim: Revolução Francesa ou Segunda Guerra Mundial. Cada aluno recebe uma parte desse evento pra pesquisar em casa (nada muito grande). Depois, na aula seguinte, a gente junta tudo pra montar um mural falado na sala. Eles têm que contar suas partes e fazer as conexões entre elas. Funciona bem porque cada um se sente responsável por uma parte da história, e aí a coisa flui. Lembro quando a Maria tinha que falar sobre o início da Segunda Guerra Mundial. Ela pegou aquele nervosismo básico mas depois arrasou contando como tudo começou!
A última atividade é bem divertida, é o "News Report". A ideia é simular um programa de TV onde os alunos são os repórteres de um evento histórico acontecendo em tempo real. Isso normalmente leva umas duas aulas seguidas porque precisa de um pouquinho mais de preparação. Eu deixo eles escolherem os eventos históricos que querem "reportar" e dou liberdade pra serem criativos nos detalhes (desde que façam sentido). Quando fizemos isso pela última vez, o Pedro escolheu reportar sobre a chegada dos portugueses no Brasil como se estivesse acontecendo naquele momento. Ele colocou tanto humor na coisa que virou um evento! A galera se amarrou.
Então, gente, essas são algumas das estratégias que uso pra trabalhar essa habilidade com a galera do 7º ano. O mais importante é criar um ambiente onde eles se sintam à vontade pra errar e tentar de novo porque é assim que eles aprendem mesmo. E olha, posso dizer com certeza que quando eles pegam confiança pra contar essas histórias em inglês, é incrível ver o crescimento deles.
Espero ter dado umas ideias aí pra vocês também! Qualquer coisa me manda uma mensagem aqui no fórum mesmo. Abraço!
Tipo assim, você logo percebe quando os meninos tão pegando o jeito da coisa sem ter que aplicar uma provona chata e formal. No dia a dia, eu tô de olho neles, circulando pela sala, ouvindo as conversas. Aí, quando vejo um aluno contando pra outro sobre algo que aconteceu no final de semana, usando o passado em inglês, é aí que percebo: "ah, esse entendeu". E não é só isso, ver eles ajudando uns aos outros é demais. Quando o João vira pra Maria e fala "não é 'she go', é 'she went'", eu fico assim: missão cumprida!
Teve uma vez que rolou uma situação engraçada com a Luana. Ela tava meio travada pra falar, mas aí lembrou de uma música que adora e começou a usar a letra como referência pra contar uma história. Tipo assim, ela não tava decorando regras gramaticais, mas sim vivendo o inglês. É nessas horas que vejo o aprendizado acontecendo fora do papel.
Agora, falando dos erros comuns, tem uns que aparecem bastante. O Pedro, por exemplo, sempre confunde "did" e "was". Ele falava "I was go to the park" e eu explicava que não precisava do "was" com o verbo no infinitivo. Isso acontece porque português e inglês têm essas pegadinhas diferentes de tempo verbal. Aí eu faço ele repetir a frase certa algumas vezes e tento fazer com que ele associe à estrutura certa em situações reais.
Outra coisa é a galera esquecer de usar o "ed" lá no final dos verbos regulares. A Júlia vive dizendo "I visit my grandma", em vez de dizer "I visited". Nessas horas, peço pra ela pensar nas terminações das palavras como se fossem as nossas conjugações verbais em português. Tipo uma dica prática pra lembrar.
Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tá no espectro TEA, eu tive que dar uma adaptada boa no meu jeito de ensinar. Pro Matheus, o lance é manter ele engajado sem sobrecarregar. Faço atividades mais curtas e dinâmicas. Por exemplo, uso cartões com imagens e peço pra ele contar uma história sobre aquilo em poucos minutos. Assim ele não perde a concentração. O tempo tá sempre controlado pra ele saber que logo vai mudar de atividade.
Pra Clara, já é diferente. Ela precisa de um ambiente mais calmo e previsível. Então eu monto um cronograma visual com desenhos do que vamos fazer na aula. Isso ajuda ela a não se sentir perdida. E quando faço atividades de contar histórias, deixo ela usar bonecos ou fantoches. Com isso, percebo que ela se solta mais e consegue organizar as ideias melhor.
Claro que nem sempre tudo sai como planejado. Lembro de ter tentado usar um jogo eletrônico com a turma toda achando que ia ser legal pro Matheus e um desastre aconteceu! Ele ficou tão animado que não conseguia focar em nada do jogo em si. Aí aprendi que às vezes menos é mais.
E tem aquele dia que tentei um teatro improvisado achando que seria bacana pra Clara se expressar melhor. Só que o improviso deixou ela ansiosa demais porque fugiu do roteiro previsto que ela tanto gosta. Aprendi que preciso ir ajustando conforme a resposta deles.
Então é isso aí pessoal, sempre tô tentando maneiras novas de ajudar cada um do seu jeito e aprender com os erros também faz parte do processo. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas com os alunos de vocês, estou aqui pra ouvir! Até mais!