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EF07LI06Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Antecipar o sentido global de textos em língua inglesa por inferências, com base em leitura rápida, observando títulos, primeiras e últimas frases de parágrafos e palavras-chave repetidas.

Estratégias de leituraCompreensão geral e específica: leitura rápida (skimming, scanning)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar com essa habilidade EF07LI06 na prática é bem interessante porque estamos ajudando os meninos a desenvolverem essa capacidade de “ler nas entrelinhas” quando estão diante de um texto em inglês. Na verdade, a gente tá falando de ensinar eles a pescarem o sentido geral do texto sem ter que traduzir palavra por palavra. O que quero dizer é que os alunos precisam conseguir olhar pra um texto e, a partir de elementos como o título, as primeiras e últimas frases dos parágrafos e algumas palavras que aparecem várias vezes, ter uma noção do que se trata. Isso ajuda muito quando eles vão fazer leitura rápida, tipo skimming e scanning.

Aí, se conectarmos isso com o que a galera já sabia da série anterior, tem tudo a ver com o que fizeram no sexto ano, onde começaram a ter contato com estratégias básicas de leitura. Lá, eles aprendem a identificar alguns cognatos, aquelas palavras que parecem com o português, e começam a treinar o olho pra achar informações específicas. Então agora no sétimo ano a ideia é dar um passo à frente e construir essa habilidade de captar o sentido global.

Agora deixa eu contar pra vocês três atividades que tenho feito na sala para trabalhar essa habilidade com a turma do 7º ano. Primeiro, tem uma que chamo de “Caça ao Título”. Eu pego algumas matérias curtas de jornais ou revistas em inglês (mas coisa simples mesmo) e entrego pra cada grupo de quatro alunos. Divido a turma em grupos porque assim eles discutem entre si antes de chegarem a uma conclusão, sabe? Dou uns 10 minutos para eles olharem o título, o subtítulo se tiver, e discutirem sobre o que acham que aquele texto vai abordar. Na última vez que fizemos isso, o Pedro começou a viajar dizendo que um texto sobre “Climate Change” era sobre filmes de ficção científica só por causa da imagem no canto. Aí a Maria respondeu “mas aqui tá escrito ‘temperature’!”. Foi uma boa discussão e eles acabaram chegando à ideia certa.

A segunda atividade é o “Final Alternativo”. Essa é legal porque usa a criatividade dos meninos. Eu dou um parágrafo inicial de uma história ou artigo curto e peço para cada aluno escrever como acham que termina, mas sem terminar de ler o texto original. Isso leva uns 20 minutinhos e depois compartilham com os colegas. Daí eu revelo qual era a frase final do texto original. Eles adoram essa parte! Na última vez, quando fizemos isso com um parágrafo sobre um robô assistente pessoal, o João escreveu um final onde o robô dominava o mundo. A galera toda riu na hora.

Por fim, tem a atividade “Palavras-Chave”. Eu escolho um texto mais longo, tipo uma página simples sobre um tema como esportes ou tecnologia. Peço para eles lerem rapidamente destacando palavras ou frases que aparecem repetidamente. Depois fazemos um debate na sala sobre quais são essas palavras-chave e como elas ajudam a entender do que trata o texto. Isso costuma levar uns 15 ou 20 minutos no máximo. Na última vez, escolhi um texto sobre esportes olímpicos e foi interessante como a Ana destacou mais palavras relacionadas aos sentimentos dos atletas enquanto o Lucas focou nos nomes dos esportes.

Essas atividades têm funcionado legal porque dão aos alunos diferentes maneiras de acessar um texto sem ficarem presos à tradução literal. E isso os deixa mais confiantes pra enfrentar tanto textos mais simples quanto aqueles mais desafiadores em inglês. Também percebo que essas estratégias acabam ajudando nas outras disciplinas porque eles entendem melhor como tirar informações importantes dos textos rápido.

Bom, é isso! Espero que essas dicas ajudem vocês aí na sala também! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências, vamos conversando por aqui!

Olha, pessoal, quando a gente tá ali no dia a dia da sala de aula, tem uns jeitos bem legais de perceber que os meninos tão pegando mesmo o conteúdo, sem precisar de prova formal. É na hora que a gente tá circulando pela sala que dá pra ver, sabe? Tipo, eu passo pelas carteiras, dou uma conferida no caderno de um, no rabisco do outro, e vejo as notas que eles fazem sobre os textos. Às vezes eles escrevem em português do lado pra lembrar o que é tal palavra em inglês, e só de ver como eles ligam as coisas eu já percebo que estão entendendo o principal.

Outro momento bacana é quando eles começam a conversar entre si. Aí você vê um aluno explicando pro outro, tipo o Lucas falando pro João: "Ah, essa palavra aqui é tipo isso em português" e o João só balançando a cabeça e anotando. Nessas horas eu penso "ahá, tá sacando!". E é muito legal também quando eles conseguem argumentar entre eles. Tipo assim, teve uma vez que a Sofia falou pro Pedro: "Não, mas olha aqui o título, tá falando sobre meio ambiente, então esse parágrafo deve ser sobre poluição", aí eu penso "essa menina pescou a ideia!"

Agora, os erros mais comuns... Bom, acho que o maior erro que acontece é quando eles tentam traduzir tudo palavra por palavra. O Marcos faz muito isso. Ele fica ali com o celular tentando achar cada palavra no tradutor e acaba se perdendo no sentido geral do texto. Acontece porque eles têm essa ansiedade de entender tudo 100% e acabam esquecendo que o importante é captar a ideia principal. Quando percebo isso na hora, chego junto e falo: "Marcos, tenta olhar pro todo. Vê aqui essas palavras-chave e o título. Não precisa saber todas as palavras pra entender!" A gente trabalha muito em cima da ideia central pra evitar isso.

E aí tem também os falsos cognatos que pegam sempre um ou outro. Tipo a Larissa que certa vez achou que "actual" em inglês era "atual" em português e tentou encaixar assim na resposta dela. Erro clássico! Eu explico pra galera que "actual" é "real" ou "verdadeiro", essas coisas. E uso exemplos concretos pra eles gravarem melhor, tipo: "na verdade", em inglês pode ser "actually". É na prática mesmo.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, bom, cada um tem suas necessidades específicas e a gente vai adaptando pra dar conta disso. Com o Matheus, por exemplo, eu divido as atividades em partes menores e dou pequenas pausas entre elas. Ele se perde fácil se a atividade for muito longa ou se tiver muita coisa pra fazer de uma vez só. Então faço assim: uma parte do texto agora, uma parte depois do intervalo. E sempre com um timer visual ajudando ele a saber quanto tempo falta.

A Clara já é diferente. Com ela eu procuro usar muito material visual porque ajuda ela a se situar melhor no contexto do texto. Gosto de usar mapas mentais ou imagens relacionadas ao tema. Teve um texto sobre animais marinhos que levou ela a se engajar bastante e usar desenhos pra expressar o que entendeu. Algo que funciona bem também é dar um glossário com figuras ao lado das palavras difíceis antes de começar a leitura.

Mas olha, nem tudo funciona de primeira. Já tentei usar áudio para o Matheus pensando que ia ajudar ele a focar mais, mas vi que ele ficava ainda mais disperso tentando ouvir e ler ao mesmo tempo. Agora sei que pra ele é melhor separar essas etapas.

Bom, gente, acho que por hoje é isso! A verdade é que cada dia em sala de aula é uma novidade e a gente vai aprendendo junto com os meninos. Ensinar é também aprender sobre como cada um deles lida com suas próprias dificuldades e como superam isso à sua maneira. Espero ter ajudado vocês aí com minhas experiências! Até a próxima!

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