Oi gente, tudo bom? Hoje vou falar um pouco sobre como trabalho a habilidade EF07LI07 da BNCC com a turma do 7º ano lá na escola. Olha, quando a gente fala em "identificar informações-chave de partes de um texto em inglês", parece complicado, mas na prática é mais simples do que parece. Na real, é ajudar os meninos a pegarem o jeito de achar aquelas informações que são fundamentais para entender o texto sem precisar traduzir tudo palavra por palavra.
É tipo assim: você tem um texto em inglês e, em vez de ler cada linha devagar e tentar traduzir tudo, você ensina a galera a dar uma passada rápida pra pegar o principal. É como se fosse uma leitura dinâmica, sabe? O aluno precisa identificar qual é a informação mais importante em cada parágrafo. Isso ajuda não só em inglês, mas também em outras matérias, porque eles aprendem a focar no que realmente importa. E olha, essa habilidade é uma continuação do que eles viram no 6º ano, quando já começamos a trabalhar algumas estratégias de leitura como o skimming e o scanning.
Agora deixa eu contar como faço isso na prática com três atividades que costumo usar na sala.
A primeira atividade é bem tranquila. Eu uso textos simples que encontro na internet, normalmente notícias curtas sobre temas do interesse deles, tipo esportes ou música. Primeiro, divido a turma em duplas porque eles se ajudam bastante assim. Dou uns 10 minutos pra eles fazerem uma leitura rápida e depois peço pra cada dupla identificar as informações mais importantes de cada parágrafo. Uma vez, dei um texto sobre futebol que falava da última Copa do Mundo. O João e o Lucas se empolgaram tanto que começaram a discutir entre eles qual jogador tinha sido mais importante no jogo descrito no texto. Foi legal ver como eles estavam envolvidos e ainda praticando inglês sem perceber! A reação costuma ser boa porque eles gostam de competir entre si pra ver quem identifica mais rápido as informações-chave.
A segunda atividade envolve um pouco mais de movimento. Eu escolho um texto e divido ele em parágrafos soltos, imprimo cada parágrafo em uma folha e espalho pela sala. Aí peço pra eles andarem pela sala e fazerem uma leitura rápida de cada parágrafo, anotando as palavras ou frases que acham mais importantes num caderno. Depois nos reunimos e discutimos quais informações eles acharam chave pra entender o texto todo. Outro dia fiz isso com um texto sobre meio ambiente e lembra da Ana? Aquela menina super esperta que adora fazer perguntas? Ela achou uma frase sobre reciclagem que engatou numa discussão super interessante com os colegas sobre como a gente pode reciclar mais na escola. E aí a atividade levou uns 20 minutos no total.
Por último, tem uma atividade em que uso vídeos curtos em inglês com legenda. Passo o vídeo duas vezes. Na primeira vez, peço pra eles só assistirem sem anotar nada, prestando atenção nas imagens e no contexto geral. Na segunda vez, peço pra anotarem as palavras ou frases mais importantes que apareceram nas legendas. Um dia usamos um vídeo sobre um festival cultural e foi engraçado ver como o Pedro ficou fascinado com os trajes tradicionais que apareceram no vídeo. Ele achava que tinha visto aqueles trajes num jogo de videogame que ele gosta! Depois discutimos juntos quais eram as informações principais do vídeo e como elas ajudavam a entender o contexto geral. Normalmente essa atividade leva uns 15 minutos.
O legal é ver como essas atividades vão construindo confiança neles pra lidar com textos em inglês sem medo. Muitos chegam no 7º ano achando que precisam traduzir tudo para entender, mas quando percebem que podem captar o essencial só com leitura dinâmica ou identificando palavras-chave, vão ficando mais seguros na língua.
Bom, é isso aí! Espero que essas ideias possam ajudar vocês também. Se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar suas experiências trabalhando essa habilidade, estou aqui pra ouvir! A gente vai aprendendo junto né? Abraço!
Oi gente, tudo bom? Então, continuando a conversa sobre a habilidade EF07LI07, vou falar como eu percebo que os alunos estão aprendendo sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, pra mim é bem claro quando fico andando pela sala e ouço as conversas entre eles. Às vezes tô ali, circulando, e escuto o João falando pro Pedro sobre uma parte do texto que ele entendeu. Tipo assim, outro dia a gente tava lendo um texto sobre animais, e ouvi a Ana falando pra Maria: "Olha, aqui tá dizendo que o leopardo corre muito rápido, mas o mais importante é que ele já tá em perigo de extinção". Aí eu penso: "Ah, essa entendeu onde tá o foco".
Tem também aqueles momentos quando um aluno explica pro outro. É sempre um sinal ótimo de aprendizado. Teve uma vez que o Lucas tava com dificuldade num parágrafo, e a Sofia chegou e explicou: "Lucas, você não precisa entender cada palavra, olha só onde tá falando do que eles comem". Ela ajudou ele a focar nas informações principais e isso é exatamente o que quero que eles façam.
Claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns aparecem sempre que a galera tenta traduzir palavra por palavra. Aí já viu, né? O Miguel tava tentando entender um texto sobre clima e ficou empacado na palavra "humid". Ele achou que era alguma coisa relacionada a comida! É normal isso acontecer porque eles têm essa ansiedade de querer entender tudo. Nesses casos, eu tento mostrar que mesmo sem saber a tradução exata de cada palavra, dá pra pegar o contexto geral. Às vezes faço um jogo bem rápido: dou dicas e eles têm que adivinhar o sentido das palavras pelo contexto.
Agora vou falar um pouco do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, preciso ser bem estratégico nas atividades. A melhor coisa é dividir as tarefas em partes menores pra ajudar ele a focar. Por exemplo, se temos um texto grande, eu dou partes pra ele ir fazendo aos poucos com pausas entre elas. Já tentei dar o texto todo de uma vez e foi um desastre! Outra coisa é usar bastante material visual. Imagens ajudam muito ele a conectar ideias.
Com a Clara, procuro usar rotinas claras e previsíveis. Ela gosta de saber exatamente o que vem depois. Uma vez mudei de atividade sem avisar e percebi que ela ficou bem desconfortável. Então agora sempre aviso antes e explico direitinho o que vamos fazer. Também uso cartões com imagens pra ajudar na compreensão do texto. Ajuda ela a processar melhor as informações.
É isso, galera. Adaptar as atividades pras necessidades dos alunos faz toda diferença. Cada um aprende do seu jeito e como professores temos que estar sempre atentos e flexíveis pra ajudar cada um deles a desenvolver suas habilidades da melhor forma possível. Espero que essas dicas ajudem vocês na sala de aula também. Até mais!