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EF07LI22Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explorar modos de falar em língua inglesa, refutando preconceitos e reconhecendo a variação linguística como fenômeno natural das línguas.

Comunicação interculturalVariação linguística
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF07LI22 com a turma do 7º ano é uma experiência muito rica, mas também desafiadora. A ideia é que os meninos consigam entender que o inglês não é falado de um jeito só. Tem gente que fala de um jeito nos Estados Unidos, outro na Inglaterra, e ainda mais diferente na Austrália, por exemplo. E mesmo dentro desses países, varia muito! Isso tem tudo a ver com não ter preconceito linguístico e aceitar que as línguas mudam conforme o lugar. É importante que eles percebam que essas variações são normais e que ninguém fala "errado" por causa disso. O que a gente quer é que os alunos consigam entender, respeitar e até se virar com essas diferenças quando encontram outros falantes de inglês. E olha, isso é algo que já começa a ser trabalhado desde o 6º ano, quando eles têm o primeiro contato mais sério com o inglês e começam a perceber que as traduções de palavras não são sempre literais. No 7º ano, a gente aprofunda essa questão.

Agora, vou contar como eu faço isso na prática com três atividades bem bacanas.

Primeira atividade: eu uso vídeos curtos do YouTube que mostram pessoas falando inglês de diferentes países. Procuro vídeos com legendas em inglês mesmo, pra eles tentarem acompanhar o sotaque com a escrita. Eu junto eles em grupos de quatro ou cinco, distribuo um vídeo diferente pra cada grupo e dou uns 15 minutos pra assistirem e discutirem entre eles o que entenderam. Depois, cada grupo apresenta pra turma o que achou mais interessante no jeito de falar das pessoas do vídeo deles. A galera reage super bem! Da última vez, um grupo com a Júlia, o Marcos e a Ana Clara viu um vídeo de um cara escocês falando sobre futebol. Eles acharam o sotaque muito difícil de entender e deram muita risada tentando imitar! É ótimo porque percebem na prática essa variação toda.

A segunda atividade envolve música. Música é sempre sucesso, né? Escolho músicas de diferentes artistas que falam inglês de jeitos diferentes. Pode ser uma música da Adele pra mostrar o inglês britânico, outra do Bob Marley pro inglês jamaicano, e por aí vai. Aí eu entrego a letra da música impressa e coloco pra tocar. Peço pra anotarem palavras ou expressões diferentes ou que não conheçam. Depois discutimos no quadro as diferenças que eles percebem na pronúncia ou no vocabulário. Isso leva uns 30 minutos no total. A reação dos alunos é sempre positiva, porque eles se divertem cantando junto e ainda aprendem sem perceber muito. Na última aula, quando fiz isso, o João tava todo animado cantando uma música do Ed Sheeran e depois ficou surpreso ao perceber como algumas palavras eram pronunciadas diferente do jeito americano que ele tá mais acostumado.

Por último, tem uma atividade de leitura e discussão onde eu uso textos curtos ou quadrinhos em inglês que mostram diálogos com gírias e expressões regionais. Cada aluno lê um trecho e depois explica pro colega do lado o que entendeu dessas expressões mais regionais. Fazemos uma roda de conversa no final pra ver se alguém conhece expressões parecidas em português ou outras línguas. Isso leva uns 20 minutos e é interessante ver como alguns alunos trazem experiências pessoais ou de familiares que moraram fora do Brasil. Na última vez que fiz isso, a Letícia contou pra gente sobre uma visita ao Canadá onde ouviu muitas gírias locais que ela só conseguiu entender depois de perguntar pra um amigo canadense.

Aí você vê como mesmo sendo novos, os meninos já têm bastante coisa legal pra compartilhar e esse tipo de atividade incentiva eles a verem o inglês como algo vivo e dinâmico. Não tem certo nem errado, tem contexto! E é isso que eu procuro passar com essas atividades práticas. Eu sinto que isso ajuda muito eles não só na questão da língua inglesa em si, mas também na formação pessoal deles como cidadãos do mundo.

Bom gente, acho que consegui dar uma ideia geral de como eu trabalho essa habilidade na sala de aula. Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, tô aqui curioso pra ouvir!

Quando estou na sala, percebo que os meninos entenderam o conceito da habilidade EF07LI22 de formas bem sutis, mas muito significativas. Aí, por exemplo, tô ali circulando e ouço a conversa entre eles enquanto fazem trabalho em dupla ou grupo. Um dia desses, vi o João e a Mariana discutindo sobre um vídeo que assistimos com diferentes sotaques em inglês e a Mariana disse: "Ah, eu entendi que aquele cara tá falando mais arrastado porque ele é da Austrália." Na hora, pensei: "Ah, essa entendeu!" Porque ela identificou o sotaque e relacionou com o que discutimos.

Outro ponto que observo muito é quando um aluno explica pro outro. Às vezes, um tá ali meio perdido e aí o coleguinha pega e fala: "Ô, Pedro, tipo assim, esse aqui tá falando meio rápido sem pronunciar tudo direitinho porque é da Inglaterra." Ali já sei que o Lucas, que explicou, tá por dentro do negócio. E não tem coisa melhor que ver eles se ajudando desse jeito.

E tem aquelas situações mais inesperadas também. Teve uma vez que eu tava passando por entre as mesas e ouvi um grupo comparando os sotaques britânico e americano. O Tiago falou algo como: "Olha só, aquele cara fala 'water' como 'wotah', né?" Eu não pude deixar de dar um sorrisinho porque era exatamente o tipo de comparação que eu queria que eles fizessem.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, confusão com pronúncia tem demais. A Ana Clara sempre troca os sons de algumas palavras quando tenta imitar um sotaque específico. Tipo assim, ela tenta fazer um sotaque americano mas acaba misturando com o britânico sem querer. E isso é normal. O que eu faço é mostrar exemplos concretos quando pego o erro na hora para ela ir treinando o ouvido. Às vezes trago áudios mais simples pra ela ouvir mais devagar.

Outra questão é com vocabulário. Alguns meninos confundem palavras que são diferentes entre os países de língua inglesa. O Felipe uma vez ficou confuso porque em um exercício ele leu "boot" e pensou que era "bota" no sentido de calçado mesmo, mas era uma atividade sobre inglês britânico onde "boot" queria dizer "porta-malas" do carro. Eu sempre digo pra ficarem atentos ao contexto e dou exemplos práticos pra eles perceberem essas diferenças.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, a gente faz umas adaptações bacanas. Por exemplo, ele tem dificuldade de se concentrar em atividades longas e repetitivas. Então eu divido as atividades em blocos menores pra ele conseguir focar em cada parte de uma vez. Também uso recursos visuais coloridos e jogos de tabuleiro pra deixá-lo mais envolvido. Uma coisa que funcionou bem foi usar vídeos curtos com legendas grandes porque ele adora coisa visual.

Já com a Clara, que tem TEA, eu procuro criar uma rotina bem estruturada nas aulas porque ela se sente mais segura assim. Sempre aviso antes qualquer mudança na programação e tento manter as instruções bem claras e objetivas. Uso bastante material visual também porque ajuda muito na compreensão dela. Uma vez fizemos um exercício com cartões coloridos onde ela precisava associar imagens aos diferentes sotaques e ela adorou! Mas já testei atividades com muita interação em grupo que não funcionaram tão bem porque ela se sente desconfortável em ambientes muito barulhentos.

Bom, é isso aí galera! Cada dia na sala de aula traz um desafio novo e uma nova forma de ver o aprendizado dos meninos. E eu curto muito esses momentos em que percebo os pequenos sinais de entendimento deles.

Vou parando por aqui antes que vire uma novela! Abraços a todos e até a próxima!

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