Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08LI12 da BNCC, parece complicado, mas não precisa ser não. Na prática, o que a gente tá tentando fazer é ajudar os meninos a entender e usar palavras e expressões relacionadas a planos e expectativas pro futuro. É tipo ensinar eles a falar sobre o que eles querem ser quando crescer, o que acham que vai acontecer nos próximos anos, essas coisas. Sabe, é meio que expandir o vocabulário deles pra que possam se expressar melhor em inglês sobre essas ideias.
Até por isso, essa habilidade tá bem conectada com o que eles já viram no 7º ano. No ano passado, eles tiveram muito contato com vocabulário mais básico e começaram a formar frases simples. Agora, no 8º ano, a gente tá elevando o nível, introduzindo palavras que são específicas pra falar do futuro: como "I will", "I’m going to", "next year", "in the future" e por aí vai. A ideia é deixar eles confiantes no uso dessas palavras e expressões pra que possam construir frases mais complexas sobre seus próprios planos e expectativas.
A primeira atividade que faço, e que os meninos curtem muito, é um exercício de entrevista. Uso um material bem simples: uma lista com perguntas tipo "What do you want to be when you grow up?" ou "Where do you see yourself in five years?". Divido a turma em duplas, geralmente sem escolher muito quem vai com quem pra não ter frescura, sabe? A ideia é cada um entrevistar o outro usando essas perguntas e depois contar pra turma o que aprendeu sobre o colega. Isso costuma levar uns 30 minutos porque tem toda a parte de entrevistar, escrever as respostas e depois compartilhar.
A última vez que fiz essa atividade foi divertido demais. O Pedro entrevistou a Ana, e descobriu que ela quer ser médica e morar em Nova York. Ele ficou todo empolgado contando isso pra turma, mas tava com dificuldade de lembrar como falava "Nova York" em inglês. Foi ótimo porque a turma toda ajudou e foi um momento de riso coletivo e aprendizado.
Outra atividade que funciona bem é o "Futuro dos Famosos". Aí eu uso recortes de revistas velhas ou imprimo imagens de celebridades atuais. A missão dos alunos é prever o futuro desses famosos. Tipo assim: "In ten years, I think Taylor Swift will be...". Eles têm que escrever uma pequena previsão sobre cada pessoa famosa. A turma fica em grupos de quatro ou cinco, porque assim eles trocam ideias e ajudam uns aos outros. Eu dou uns 20 minutos pra isso, mas sempre acabo estendendo um pouco porque a galera se empolga muito.
Uma vez o Lucas fez uma previsão hilária sobre um jogador de futebol famoso: disse que ele ia virar dono de restaurante depois de se aposentar dos campos e ainda ia cozinhar as próprias receitas! A turma caiu na risada e até os mais tímidos acabaram se soltando mais.
A terceira atividade é chamada "Minha Vida no Futuro". Os alunos escrevem uma carta pra eles mesmos no futuro, descrevendo como acham que serão suas vidas daqui a 10 anos. Eles precisam usar bastante vocabulário específico sobre planos e expectativas. Esse é um exercício individual e leva mais ou menos uma aula inteira, cerca de 50 minutos.
Na última vez que fizemos isso, a Mariana escreveu algo tão bonito sobre querer ser professora porque ela adora ajudar os outros a aprenderem coisas novas. Foi muito legal ver como ela usou bem as expressões que aprendemos nas outras atividades. Ela até leu trechos pra turma com orgulho!
O mais bacana dessas atividades é ver como os meninos se envolvem e ficam mais soltos com o idioma. Tem sempre aqueles que são mais tímidos no início, mas quando veem os colegas se arriscando também acabam participando. E aí a gente vê o crescimento deles, tanto no vocabulário quanto na confiança pra falar em inglês.
Bom, é isso aí! Espero ter ajudado com essas ideias. Qualquer coisa, tamo junto pra trocar mais figurinhas sobre como trabalhar essas habilidades desafiadoras da BNCC! Até a próxima!
Até por isso, essa habilidade tá bem conectada com o que eles já viram no 7º ano. No ano passado, a gente trabalhava muito com vocabulário básico e as primeiras frases em inglês, né? Agora, é como dar um passo adiante. E vou te falar, é uma beleza ver quando a coisa começa a fazer sentido pra eles.
Tipo assim, como a gente percebe que eles aprenderam sem precisar daquela prova formal? É no olho, na prática mesmo. Quando tô circulando pela sala, logo vejo quem tá pegando o jeito da coisa. Um exemplo bom foi uma vez que tava passando pelas mesas e ouvi a Luana explicando pro Felipe como usar "going to" em inglês. Ela tava dizendo: "Olha, Felipe, você fala 'I am going to play soccer' quando tá falando do que você vai fazer logo mais, sabe?" Aí pensei, "pô, ela sacou!". Quando o aluno começa a explicar pro colega com segurança, é um sinal claro de que ele entendeu.
Outra coisa que sempre me chama atenção é quando eles começam a usar o inglês nas conversas entre eles espontaneamente. Tipo, teve um dia que tava atrasado pra começar a atividade e ouvi dois alunos conversando sobre o que fariam nas férias. O Joãozinho disse pro Pedro: "I think I will visit my grandma." O Pedro respondeu: "That's cool! I'm going to travel to the beach." Aí eu pensei: "Ah, esse negócio de falar sobre planos e expectativas tá entrando direitinho."
Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo... Olha só, muitos deles se confundem com o uso do "will" e do "going to". É uma confusão danada porque parece a mesma coisa pra eles, mas tem diferença no contexto. Lembro de uma vez que a Ana tava escrevendo sobre o futuro dela e falou: "I will study tomorrow at 7 pm." Quando na verdade ela queria dizer que era um plano já decidido, então seria melhor usar "going to". Esses erros acontecem porque ainda é complicado pra eles entenderem essas sutilezas da língua. Quando pego esse tipo de erro na hora, paro tudo e explico: "Ana, se você já se programou pra estudar às 7 da noite, o melhor é 'I am going to study'." E a gente vai ajustando assim.
E tem os casos do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção nas atividades. Eu procuro sempre deixar as instruções bem claras e uso materiais visuais pra ele. Tipo uns cartõezinhos coloridos com frases feitas pra ele montar diálogos. Isso ajuda ele a se concentrar melhor e entender o que precisa fazer.
Com a Clara, que tem TEA, a abordagem é diferente. Ela se beneficia muito de rotinas bem estabelecidas. Então tento manter as atividades bem organizadas e previsíveis pra ela. Também dou tempo extra quando necessário e uso materiais sensoriais, como texturas diferentes em papéis ou lápis especiais. Tinha uma vez que usei umas folhas de papel com textura diferente pra ela escrever suas frases de futuro. Deu super certo!
Claro que nem tudo funciona sempre, né? Tentei uma vez usar música como fundo enquanto faziam atividades, mas percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram meio perdidos com tanto estímulo ao mesmo tempo. Aí voltei atrás nessa ideia porque não tava ajudando.
E é isso aí, pessoal. A prática mostra o caminho e cada turma tem suas próprias necessidades e jeitos de aprender. É adaptando aqui e ali que a gente vai conseguindo ajudar os meninos a alcançar essas habilidades de forma mais natural e menos estressante pra eles.
Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia ou ajudar no que precisar! Até mais!